Saturday, January 24, 2009

Alberto Rocco no primeiro almoço debate de 2009 da Tertúlia do Bar do Além

Constituiu mais um sucesso a primeira tertúlia de 2009 no Bar do Além, em Alenquer já a meio dos seu IX ano consecutivo de actividade no desenvolvimento do ciclo o oculto às claras.

38 membros da Tertúlia em duas salas, ouviram e debateram primeiro com Alberto Rocco o seu livro A Bússola, editado pela Occidentalis, para depois, duarante o almoço avançarem no aprofundamento do tema do livro e também materia do filme de DVD realizado pelo orador e autor!


DVD: “A Bússola”
Autor: Alberto Rocco Duração: 80 minutos

Actores: Alberto Rocco; José Antunes; Sónia Brazão e Eric Santos

O que é «A Bússola»? Uma lenda? Uma fábula? Um objecto intemporal sem história, procurado por sociedades secretas?
«A Bússola» é tudo isso, mas, na sua essência é uma verdade profunda capaz de transformar o destino dos seres humanos.
«A Bússola» é também o elo que une o passado, presente e futuro. É a esperança de descobrir o que aconteceu em 2008 d.C. para fazer com que a Humanidade superasse as suas divisões e mazelas e construísse o mundo harmonioso de 2168 d.C.
Nesta emocionante história de realização pessoal ocorrida na Quinta da Regaleira, em Sintra, e nos recintos ocultos das Ordens clandestinas da Europa, acompanhará as aventuras de Alberto Rocco que começam com a descoberta de um mapa fantástico e de uns misteriosos e centenários documentos que recebe pelo correio. Esta descoberta transforma a vida de Alberto e leva-o a empreender uma viagem cheia de peripécias e perigos em busca do significado de «A Bússola».
Com Alberto saberá que a maior descoberta é aquela que fazemos dentro de nós.

Mas as fotos falam por si....

mais informação em http://www.thecompassbook.eu/






Próxima tertúlia, dia 21 de Fevereiro, sábado as 12h (lotação limitada,inscrições ja abertas, menu com caril de galinha do campo)

oradora Ana Lupi, astróloga,

tema: Relaçoes entre psicologia e astrologia e previsões para o ano 2009

informação adicional em http://www.luanova.com.pt/

reservas pelo mail bar.do.alem@gmail.com

Thursday, January 08, 2009

A maldição dos templários e o eclipse da ordem em Setembro de 1309

26 de Setembro de 2009
Reínicio dos almoços debate da Terttúlia do Bar do Além, em Alenquer , no X ano de actividade, com o membrod atertúlia eorador Joao fernandes, Coronel do Exército, aposentado. Membro de Ordens de Tradição Templária, Armado Cavaleiro, no Convento de Cristo, em Tomar, a 6 de Junho de 1998. Membro de Sociedades de Pesquisa de Ritos Maçónicos, nomeadamente nos EUA. Autor de dois livros de ciência e esoterismo, Portugal Iluminado e Despertar do Ser.

O ENIGMA DOS TEMPLÁRIOS FRANCESES
700 ANOS APÓS A QUEDA
1307-1309



Causas históricas

De 987 a 1328 a dinastia dos Capetos, com 14 Reis (o 1º Hugo, o Capeto) fizeram um esforço enorme para unificar a França, desmembrada no fim da dinastia anterior, a carolíngia (de Carlos Magno) em grandes terras feudais e eclesiásticas. Para a estratégia real de união, eliminar focos de independência e de riqueza a favor do poder do Rei seria melhor conseguida se tivesse o inicial apoio do Papa de Roma. Eliminando o poder do Sul de França, do Conde Toulouse, o rei Filipe Augusto (séc. XIII) com o Papa Inocêncio III, fazem a Cruzada contra os Albigenses (o extermínio dos Cátaros) e travam a Norte a guerra contra os Plantagenetas, inventando heresias e levantando fogueiras conta tudo o que era herético.


O engrandecimento da Ordem do Templo (criada em 1128, pelo Concílio de Troyes), começava a seduzir os Reis, até que Filipe, o Belo pede a sua matreira entrada nesta Ordem, a qual lhe emprestou enormes somas de dinheiro. Ao mesmo tempo cria o Rei os Estados-Gerais e uma nova classe de apoio, os Legistas (tudo o que servir o rei será lei), as bases do absolutismo, agora virado contra Roma (Papa Bonifácio VIII) e contra a rica Ordem do Templo, culminando o engrandecimento da monarquia com Luís XIV.

Causas enigmáticas

Quando uma Ordem espiritual, ou um Reino, viola as leis do Universo e se torna poderosa e material, definha porque esquece o ser humano. O poder templário e o absolutismo francês, em tempos diferentes, parecem cair de igual modo. O Rei Luís XVI (Revolução Francesa) condenado à morte pelo seu primo Filipe de Orleães, era o 22º sucessor de Filipe, o Belo. Jaques de Molay, era o 22º Grão-Mestre da Ordem do Templo e foi o último, queimado na fogueira. Para quem conte 23 Grão-Mestres (com Jean Terric), o 23º sucessor de Filipe, o Belo, o Delfim Luís XVII, desaparece em circunstâncias trágicas e de mistério. Diz-se que após Molay, de 1314 a 1804, mais 22 Grão-Mestres existiram, mas o que dá um fecho de ciclo iniciado em Toulouse, com o massacre dos Albigenses, é a ordem do Cardeal Richelieu, em 1632, para decapitar Henry II de Montmorency nesta cidade. Seria este o último Grão-Mestre da Ordem do Templo, secretamente reconstituída?



Coincidências da História ou talvez não

A Ordem do Templo era uma multinacional nos séculos XII e XIII. Em 1187, existiam 2 Grão-Mestres: Jean Terric (eleito em 1184) e Gérard Ridefort, eleito neste ano, por estratégias de poder. Em 1188 Jean Terric abdica, um caso raro. São 70 anos após 1118, o embrião da Ordem do Templo, em Jerusalém. Faltavam 118 anos para 1307, a prisão inicial dos Templários, a 13 de Outubro, Sexta-Feira, 22 anos depois de Filipe, o Belo, ter sido coroado Rei (1285), apenas com 17 anos. A Bula do Papa Clemente V (Vox in excelso) que irá abolir a Ordem do Templo, terá a data de 22 de Março de 1312.
Em Portugal e nos Reinos Ibéricos, tudo tem historial diferente, mas o Concílio de Salamanca que iliba os Templários aquém Pirenéus, é convocado para 13 de Outubro de 1318 (abre a 21) e a Ordem do Templo, sediada em Tomar, muda para Ordem de Cristo pela Bula do Papa João XXII (22), o prelado francês Jaques (nome de Molay) Duèse.


As origens das Cruzadas e a realidade Ibérica

Durante séculos, a partir das conquistas árabes, muçulmanos, judeus e cristãos, coexistiram na Península Ibérica, uma originalidade civilizacional de 711 a 1492. Mesmo em terras do Islão, o princípio da dhimma (protecção) durou 4 séculos (636-1078) e um dos mais poderosos Califas, Haroud-al-Raschid, enviou as Chaves do Santo Sepulcro ao Imperador Carlos Magno.
A causa primeira de todas as Cruzadas foi a aparição, no início do séc.XI, dos Turcos Selsjlúcidas que destruíram desde logo o Império Árabe de Bagdad e ameaçavam Constantinopla, por consequência a Europa. O último dia do Concílio de Clermont, em Auvergne, a 29 de Novembro de 1095, noite da Vigília de Santo André (e dia da morte de Filipe, o Belo) o Papa Urbano II dá a sua anuência ao pegar de armas para libertar o Santo Sepulcro. As Cruzadas iniciaram-se a 15 de Agosto de 1096, mas sem Reis ou Imperadores, pois estavam excomungados. O rei de França, então, se chamava Filipe.
Quando a Europa Central queimava heréticos nas fogueiras, o Rei Afonso X, o Sábio, avô do Rei D. Dinis, encorajava os trabalhos comuns das 3 religiões de Abraão. As Capelas Octogonais Templárias, como as de Eunate, Puy-en-Velay e Tomar, não foram cidadelas de guerra santa ou agências bancárias. As insígnias do Tosão de Ouro em Tomar, Ordem criada em 1431 para o casamento da filha de D. João I com o Duque da Borgonha, ano da morte dos Condestáveis de França (Joana d’Arc) e de Portugal (D. Nuno Álvares Pereira), números de 1314 na morte de Jaques de Molay, dão um cunho de espiritualidade Templária diferente de Jerusalém e depois patente nas Caravelas dos Descobrimentos, com a Cruz de Cristo.




O Ciclo Templário de 1307/1309 ao longo da História.

Quando o convertido Rei de França, Clóvis, em 507, ocupa o Reino de Toulouse, há 1500 anos, destronando o Rei Visigodo, Alarico, que aqui tinha convocado o Concílio de Agde, a 11 de Setembro de 506, unindo todos os cristãos, jamais houve paz e ainda hoje o problema Basco é disso fruto, pois apenas se soube resolver Andorra. Os que fugiram para aquém dos Pirenéus, precisam de estudar as suas origens. Vejamos o que passou, em efeméride, em 2007, para além dos 1500 anos após Clóvis:

800 anos após a excomunhão do Conde de Toulouse, Raymond VI, por aderir à causa dos Cátaros.
700 anos após a prisão dos Templários, os quais se acabam por entregar, sem resistência, na data de 14 de Setembro de 1309, segredo litúrgico.
500 anos após Lutero, com 24 anos, se ter insurgido contra as indulgências e a Inquisição.
400 anos após se ter criado a Nova França, no Canadá. Samuel Champlain, em 1608, fundará o Québec, pomo de discórdia da frase de De Gaulle: viva o Québec livre. Livre de quê?
300 anos após uma outra Ordem, a Companhia de Jesus, em França, ter iniciado a Cruzada contra os Jansenitas e em 1709 terem sido expulsas 22 idosas religiosas de Port-Royal des Champs. Uma repetição Cátara, com fogueiras e prisões, de tal modo que em 1715, ano da morte de Luís XIV, haver mais de 2000 pessoas presas. Como na Ordem do Templo, o Papa em 1773, abolia os Jesuítas, restaurando a sua Ordem, como em Portugal, onde está o seu primeiro Mosteiro, em Lisboa, na Mouraria.
200 anos após 1807, quando Napoleão ocupa o Vaticano e se proclama de Carlos Magno, herdeiro de São Pedro e Mestre Supremo de Roma.




Uma conclusão para meditar

Quando estamos a analisar a fuga da Corte para o Brasil, 200 anos após a prisão dos Templários ou falamos sobre o assassinato do Rei D. Carlos I esquecemo-nos de criar um verdadeiro Código da Vinci (e não a patranha que nos venderam) para grandes ciclos da História dos Povos e da Humanidade. Como foi selada, com rituais Templários, a Velha Aliança Portugal-Inglaterra, é preciso analisar que o assassinato do Rei Carlos I de Inglaterra deu origem à República Inglesa ou de Cromwell. Outrossim em Portugal, em 1910. Mas é o casamento da filha de D. João IV, negociado pelo Padre António Vieira, o Jesuíta da Profecia e do Delito de Opinião, que vai restabelecer a Monarquia Inglesa, com Carlos II.


Podemos não ser Templários ou de qualquer Ordem, pois Cristo não nos ensinou poderes ocultos. Através de São Paulo, o que perseguia cristãos e nem foi seu discípulo em vida, aprendemos que somos Deus (despertai o Cristo que está em vós) e que só precisamos de ver, claramente visto. Sabemos que é assim em todos os credos-de-fé, mas hoje é difícil despertar os Templários de Alá, os Fidâ’iyûn, como em 1090, em Alamut. Sabia Abrão, aos 99 anos chamado Abraão, que viriam os Cavaleiros Essénios para evoluir a Humanidade. Tomar é esse Arquétipo, por isso o rio Nabão dos Templários evoca os Nabateus, o povo do Templo de Petra.
Quando hoje muitos analisam o 11 de Setembro de 2001, se esquecem de um ciclo menor da Lua, de 28 anos, sobre o 11 de Setembro do Chile, ou 28 anos sobre as Torres de Hiroshima e Nagasaki. Assim viria a cair o Muro de Berlim, 28 anos após 1961.





Fechadura final

Por muito que se esgrima no plano teológico, filosófico ou de qualquer tese académica, a Iniciação nos Mistérios é tão simples que basta seguir duas Leis Básicas do Universo: tudo é acção-reacção, segundo Matrizes Universais e tudo o que está em Cima é como o que está em Baixo. Na Gruta de Belém estavam os Reis Magos.

João Santos Fernandes(*)

(*) Coronel do Exército, aposentado. Membro de Ordens de Tradição Templária, Armado Cavaleiro, no Convento de Cristo, em Tomar, a 6 de Junho de 1998. Membro de Sociedades de Pesquisa de Ritos Maçónicos, nomeadamente nos EUA. Autor de dois livros de ciência e esoterismo, Portugal Iluminado e Despertar do Ser.

l´homme propose et Dieu dispose
Réflexion d’un serviteur de Dieu,
Au Monde et à moi-même.

Avoir rendez-vous avec l’Histoire
1307-2007
Clef de l´énigme Templier en France

Pour des motifs peu connus Philippe le Bel demanda son affiliation à l’Ordre du Temple et fut le premier roi de France à pouvoir visiter la cité des Templiers, une vue de splendeur pour les appétits du roi dont les finances avaient été mises à mal par des guerres incessantes.

De 987 à 1328, la dynastie capétienne, avec 14 rois, travaillèrent d’un effort persévèrent à une même œuvre qui fut considérable, l’unification de la France, moncelée en grands fiefs depuis la fin de la dynastie carolingienne (4 duché, 7 comté et 7 évêchés-comtés).
Le domaine royal, agrandi au Nord et à Ouest par la lutte contre les Plantagenets, s’étendit au Sud par la croisade des Albigeois. Le roi Philippe Auguste, avec le pape Innocent III, contre les hérétiques sujets du comte de Toulouse (l’un des plus puissants seigneurs du royaume) avait donné à Philippe le Bel une même rêve et son mariage avec la fille du comte de Champagne commença à déborder sur l’ancienne Lotharingie, comme Languedoc.

Pour achever l’unité du royaume, Philippe essaya d’enlever aux rois anglais leurs dernières possessions de France, et de soumettre des villes du comté de Flandres. Pour crier un autre pape Innocent III, en 1305, Philippe faisait élire pape l’archevêque de Bordeaux, Clément V. Le roi n’avait pas la piété de son grand-père, saint Louis, mais un politique peu scrupuleux comme Philippe Auguste.

À cause des luttes avec le pape Boniface VIII et après avec le procès des Templiers, Philippe le Bel avait crié des personnages nouveaux : les Ètats-Génèraux et les Légistes. Les premiers, ces assemblées, étaient composées, non pas de députés élus par les Français, mais de personnages notables, choisis et désignés par le roi lui-même parmi les nobles, les ecclésiastiques, les bourgeois, jamais le peuple. Ces notables étaient réunis, non pas pour délibérer et discuter avec le roi, mais pour entendre ses décisions, dire oui à tout ce qu’il demandait et rapporter dans les provinces les volontés du souverain.

Les Légistes posaient en principe que «ce qui plait à faire au roi doit être tenu pour la loi». C’est le principe de la monarchie absolue qui devait triompher en France trois cents ans plus tard et durer jusqu’à la Révolution. Louis XVI, condamnaient à mort par son cousin, Philippe d’Orléans, était le 22 ème successeur de Philippe le Bel. Jaques de Molay étaient, le 22 ème Grand Maîtres du Temple. Même avec 23 Grands Maîtres, non oubliant Jean de Terric, la malédiction reste «numérologiquement» valable, puisque le 23 ème descendant de Philippe le Bel était le Dauphin Louis XVII qui disparut dans circonstances mystérieuses et tragiques. On dit qui après 1314 jusqu’à 1804 une autre tranche de vingt-deux Grades-Maîtres avait lieu. Henry II de Montmorency, décapité à Toulouse sur l’ordre de Richelieu en 1632, était-il le dernier Grand-Maître de l’Ordre du Temple secrètement reconstitué ? .

En 1294, Philippe le Bel, ayant besoin d’argent, leva un impôt sur le clergé. En 1301 le pape, sans demander le consentement du roi, créa un nouvel évêché dans le royaume de France, à Pamiers. Le roi fit arrêter l’évêché, Bernard de Saisset, sous prétexte de haute trahison. L’accusation formulée par un légiste, Guillaume de Nogaret, était fausse. En 1303, le roi senti que l’appui de la nation lui était indispensable et, pour soulever la nation, publia une fausse bulle, où il exagérait les prétentions pontificales. Au mois d’avril 1303 le pape Boniface VIII excommuniait le roi de France.
La mort de Boniface, un mois après l’attentat d’Anagni, en 7 septembre 1303, commandé par Nogaret et la famille des Colonna en Italie, donnait la victoire au roi de France. Le nouveau pape Benoît XI leva l’excommunication lancée contre Philippe, mais refusa d’absoudre Nogaret. Nogaret le fit empoisonner. C’était très « dangereux » empoisonner le pape Boniface VIII, Benedetto Caetani, parce qu’il était Grand Initié de l’Etoile Glorieuse, un Ordre de trace mystérieuse et énigmatique, dans les Mystères de la Tradition Ogdoadique, avec influence dans l’architecture et le rituel de l’ancien Ordre du Temple. Après 500 ans (1807), dans une lettre, Napoléon rappelait l’arrestation de Boniface VIII par les agents de Philippe le Bel, ayant été communiqué au colonel de gendarmerie Radet (« Nogaret »), changé de l’organisation de la police en Italie. Le 6 juillet 1809, le jour de la bataille de Wagram, il entra par effraction au Quirinal et mi en arrestation le Pape. Pie VII refusa de donner l’investiture spirituelle aux évêques nommés par Napoléon.

En 1305, Philippe le Bel faisait élire pape l’archevêque de Bordeaux, Clément V qui finit par s’installer à Avignon (1309). Philippe arracha à Clément V l’abolition de l’Ordre des Templiers dont il convoitait les richesses. La bulle Vox in exelso, du 22 mars 1312, supprima l’Ordre mais le pape ne l’abolit pas. Bertrand de Goth, le pape, était l’un des rejetons de Bertrand de Blanquefort, l’un des grands administrateurs de l’Ordre, élu Grand Maître en 1156, mort en 1169 (13 ans). Sa famille s’unit aux De Goth, une grand lignée de Guyenne et Gascogne.

En 1306, menacé par une violente émeute populaire, préparé par le roi, Philippe se réfugia dans l’Enclos du Temple. C’est à sa demande, et à celle du pape qu’un an au paravent, Jaques de Molay quitta Chypre pour s’installer à Paris. Se liant d’amitié avec le Grand Maîtres du Temple, le roi lui demanda d’être le parrain de l’un de ses fils et, aux obsèques de la belle-sœur du roi, c’est le Grand-Maîtres qui fint le cordon du poêle. Philippe le Bel utilisa l’or du Temple pour acheter l’île d’Oléron, et doter sa fille Isabelle de 500 000 livres, lons de son mariage avec le roi d’Angleterre. Philippe empruta aux Templiers 725 000 livres.

L’Ordre du Temple devint une véritable multinationale des XII ème et XIII ème siècles, ce qui suscita les pires jalousies de la parte des rois. Quelques Grand-Maîtres ne voulont que le pouvoir et la puissance temporelle, comme Gérard Ridefort, élu en 1187, puissant protecteur (avec Honorius, patriarche de Jérusalem) du comte Guy de Lusignan au comté de Jaffa et depuis au trône de Jérusalem, malgré l’opposition des Templiers. Il y avait en 1187 deux Grand-Maîtres : Ridefort et Jean de Terric, relu en 1184 il abdiqua en 1188. À cet an commença l’anathème du Temple, 70 ans après 1118 et 118 ans avant de 1307. Les Lusignan emmenèrent la chrétienté d’Orient à la catastrophe et à la mort.

Philippe le Bel, monté sur le trône à 17 ans, en 1285, procéda contre les Templiers comme on avait procédé contre le pape Boniface VIII. Le 13 octobre 1307 les Templiers furent arrêtes en masse par toute la France, 22 ans après le couronnement du roi et 100 ans après l’excommunication du comte de Toulouse, Raymond VI, par le pape Innocent III, par volonté et désire de Philippe Auguste, roi de France, pour acquis à la cause cathare. Contre les Templiers comme contre les Albigeois.
Il y avait, en effet, des Templiers dans les autres pays, mais les souverains n’étaient nullement décidés à imiter Philippe le Bel, comme Portugal. La branche portugaise de l’Ordre du Temple fut recrée en 1319, sous le nom d’Ordre du Christ, nommé tout d’abord Milities Christi, par la bulle du pape Jean XXII (22), le Français Jacques Duèse. Aux royaumes de la Péninsule Ibérique, les Templiers furent reconnus innocents à l’unanimité du concile de Salamanque, ouvert le 21 octobre 1318.

Pendant plusieurs siècles, à partir de la conquête arabe, musulmans, juifs et chrétiens ont coexistés dans la Péninsule Ibérique, une originalité de 711 à 1492. En terre d’islam, le principe de la dhimma (protection) avait fini après plus de 4 siècles (636-1078) et l’un des plus puissants des empereurs arabes, le Kalife Haroud-al-Raschid, avait même envoyé à Charlemagne les clefs du Saint Sépulcre.
La cause première de toutes les croisades est, en Orient, l’apparition, dans le cours du onzième siècle, d’un nouveau peuple musulman, les Turcs Seldjoucides. Les Turcs détruisirent l’empire arabe de Bagdad. Ils menaçaient Constantinople par conséquent l’Europe. Aux croisades, avec mise en route fixée par le pape français Urbain II, au 15 août 1096, pour la délivrance du Saint-Sépulcre, aucun roi ne prenait part. Le roi de France, Philippe, et l’empereur Henry IV était excommuniés. Malheureusement le peuple chrétien pour la délivrance de Jérusalem sera français, allemand et italien.

Le pape Urbain II, un Français, avait réuni un concile à Clermont, en Auvergne, pour s’occuper de la réforme du clergé de France. Le dernier jour du concile, le 29 de novembre 1095 (le jour de la mort de Philippe le Bel en 1314), nuit de la Vigile de saint André, fut une invocation aux armes pour la délivrance du Saint-Sépulcre. Obtenir le pardon des fautes et gagner une place en paradis sont paroles de tous les chefs pour des personnes pénétrées de cette croyance, en croisades de l’Histoire. Hier et aujourd’hui.

Un Grand Initié, Arnaud de Brescia, proche du philosophe et théologien Abélard (1079-1142), agitait Rome et France avec les vices et les abus du clergé. Le succès de ses sermons, a la fin des années 1130, inquiétant les autorités ecclésiastiques et surtout saint Bernard de Clairvaux. Au Concile de Sens (1141) Abélard fut condamné sous la pression de saint Bernard qui lui reprochait de soumettre la foi et l’Écriture à l’examen critique de la raison. Arnaud se trouvait aussi à Paris, mais il reprendre le chemin de l’exil. Il se rendit à Zurique. Saint Bernard l’apprit et alerta les autorités religieuses. En 1155 (10=55 et 55=11x5), arrêté par l’empereur Frédéric Barberousse (1152-1190) puis livré au pape Adrien IV, Arnaud de Brescia fut pendu, son cadavre brûlé et son cendres jetées au Tibre pour éviter tout culte populaire sur son tombeau. On peut dire qui Arnaud fut le précurseur des libertés démocratiques, la première victime officiel de la bûcher, avec la pression de saint Bernard et le l’Ordre du Temple en France et une espérance avant saint François d’Assise.

En 1314, avant l’heure de la bûcher de Jaques de Molay, le Grand-Maîtres déclara : je ne suis qu’un pauvre chevalier illettré. La vérité c’est qu’il existait une autre hiérarchie templier, inconnu. Certains historiens donnèrent à ces gouvernants le nom de Temple Noir. Je peu dire que les « inconnus » nous avons donner une leçon initiatique : après le suplice de Jaques de Molay, des compagnons et des chevaliers, vêtus en maçons libres s’approchèrent du bûcher pour en recueillir les cendres, les jetèrent en direction du palais du roi, et prononcent l’énigmatique macbenash. En 1431 (1000 ans après le concile de Éphèse qui a condamné Pélage), une année avec les mêmes nombres de 1314 (1000 ans après le concile de Arles, la « guerre » des évêques de Rome et Bretagne), avec le même procès des Templiers, qui est-ce qui a dit macbenash avec les cendres de Jeanne D’Arc qui les Anglais firent jeter à la Seine ? . La Filiation dite d’Aumont, de Beaujeu, de Larmenius, peut-être seulement par l’archange saint Michel qu’elle vit, au milieu d’une grand lumière en 1425 ?

Aujourd’hui, en 2007 :
· 800 ans après l’excommunication de Raymond VI, pour acquis à la cause cathare.
· 700 ans après l’arrestation des chevaliers dans toute la France. Bernard Gui est nommé inquisiteur à Toulouse. La justice royale de Philippe le Bel adopte la procédure inquisitoriale. Le système français est régi aujourd’hui par des procédures de l’Inquisition, et qui sont enracinées avec le Code d’instruction criminelle de Napoléon, en 1808, élaborée en 1807. La loi du 15 juin 2000 n’a pas rompu avec l’héritage de l’Inquisition.
· 600 ans après l’assassinat du duc d’Orléans, Louis, frère de Charles VI.
· 500 ans après Luther, avec 24 ans, s’élever contre l’abus des indulgences et la Inquisition. La bulle d’excommunication de Luther fut jeter par lui et les étudiants dans un bûcher à la place de l’église de Wittenberg. La crise provoquée par Luther, comme la crise de Arnaud de Brescia, eut un double résultat : un Concile à Trente, comme Troyes, et la création des ordres nouveaux, la plus remarquable la Compagnie de Jésus (…consacrer au service de Dieu, d’aller en Palestine pour y travailler à la conversion des musulmans et servir les pauvres, enfin d’obéir en tout aux directions du pape-le 15 août 1534- Ignace de Loyola, François-Xavier, trois Espagnols, un Portugais et un Savoyard) comme l’Ordre du Temple, sans armes.
· 400 ans après la Nouvelle France sur les rives du Saint-Laurent, au Canada. Samuel Champlain, un capitaine de la marine royale, fonda Québec en 1608.
· 300 ans après le recommencement de la persécution du Jansénisme ( le plus célèbre janséniste fut Arnauld), avec « l’épée » des Jésuites. Brûlées et emprisonnés beaucoup de fois, en 1709 vingt-deux vieilles religieuses établies à Port-Royal des Champs, en furent expulsées par le lieutenant général de police, assisté de 300 soldats. Quand le roi de France, Louis XIV- qui avait un Jésuite pour confesseur- mourut (1715) plus de deux milles personnes étaient emprisonnés par le zèle orthodoxe du roi et des Jésuites. Le pape, en 1773, abolit la Compagnie. François-Xavier savait pourquoi.
· 200 ans après « la revanche des Templiers » quand Napoléon, en 1807, fit d’abord occuper les États pontificaux. Napoléon se réclamait de Charlemagne, « Empereur des Français et son auguste prédécesseur », donateur du patrimoine de Saint-Pierre, par conséquent maître suprême de Rome.
· 100 ans après la renaissance du Rite Ecossais Rectifié par la main de Édouard de Ribaucourt (née à Suisse, en Payerne, le 8 décembre 1865) qui en 1910 fit renaître la Loge Le Centre d’Amis fondé sur le 2 février 1793 (10 jours après la mort de Louis XVI, avec absorptivité de la Loge Guillaume Tell), par la main de Alexandre Roettiers de Montaleau, fondateur du Grand Directoire de Neustrie, en 1807, donc l’Ordre des Chevaliers Bienfaisants de la cité Sainte existé, sains avoir confusion qui sont les nouveaux Frères Élus. Est-ce J.-B. Willermoz le savait ?. Il y a vraiment la Classe Secrète d’un Ordre Intérieur comme C.B.C.S., mais ni tous « voit » les Frères de l’Ordre de Chevalerie Céleste.
· 1 ans après la France (et l’ancien comté de Flandres) avoir dit Non a une nouvelle Europe, seulement avec les États-Généraux de Philippe le Bel et l’argent des nouveaux Templiers d’une autre Table Ronde. La Déesse Europe n’a besoin des Empereurs ni de sociétés secrètes à prétention initiatique. Pour être reçu au Chambre du Milieu, référence à un Royaume du Centre, on doit, seulement, avoir la connaissance de Dieu en nous et de nous en Dieu. Malheureusement, aujourd’hui, la famille n’est pas une école ésotérique. L’argent global, comme en 1307, a été la cause de la maladie.

La différence parmi Bagdad en 1107 et 2007 c’est nulle. L’occupation des Turcs et des Américains sont des cycles, même sains Templiers. La différence parmi les situations des Arméniens et des Kurdes en 2007 et 607 av.-C. c’est nulle. Une coalition des Babyloniens et des Médes, comme les Etats-Unis et Royaume-Unie, ruina l’empire assyrien et sa capitale.

Aujourd’hui, comme pendant les siècles, on cache la vérité aux populations. Nous avons besoin des Ordres Initiatiques. Il y a plusieurs, mais la plupart d’entre elles assument d’autres fonctions que la fonction Initiatique. Le « monde » encourage seulement celles-ci avec l’action sociale ou se rapprochent des clubs de service. L’Ordre du Temple, en France, a oublié :
Toute guerre gagnée est gagnée d’avance par la préparation qui a été faite. L’aide divine n’intervient jamais contre les mouvements de la volonté.
Le combat intérieur, appuyé sur le bâton et avançant à la lumière d’une lampe comme l’Hermite, symbolisée aussi au « Candélabre Neuvième ».
Le 13 octobre 1307, vendredi, plus que le double Treizième Arcane, du jour et de l’année, nous « voit » la Rose, avec 13 pétales, comme Notre Souverain Maître et ses Apôtres. Le vendredi 13 mai 1239, environ 180 hérétiques sont livrés aux flammes, en Champagne. Les bûchers de Robert le Brouge et du pape Grégoire IX n’avait pas être condamné par les Templiers de France. Aux royaumes de la péninsule Ibérique, beaucoup de fois, les fils des rois ont complété son éducation auprès des émirs et des écoles musulmanes. Quand l’autre Europe brûlait les hérétiques le roi de Castille Alphonse X le Sage encouragea les travaux communs des érudits juifs, chrétiens et musulmans. Son petit-fils, roi de Portugal, Dinis le Laboureur, avec ses Ordres, a recrée en 1319, la branche portugaise de l’Ordre du Temple, nommé Ordre du Christ.

Qui la France et L’Eglise de Rome et les Ordres Initiatiques d’aujourd’hui faisaient de son mieux pour entendre l’originalité de la péninsule Ibérique. Les chapelles templières octogonale à Eunate et Puy-en-Velay ou celle du château templier de Tomar, ne sont pas lieu ou citadelles de la guerre sainte ou des agences bancaires. Ici, comme au Saint-Sépulcre, est le lieu de la transformation spirituelle intérieur, de la nouvelle naissance. Les sculptures et insignes de la Toison d’Or à Tomar donnent un sens spirituel a l’épopée templière, non à Jérusalem mais aux caravelles, frappés de la croix templière. Cette spiritualité finie le Philippe le Bel de Portugal le roi Manuel I le Heureux. Heureux non par sa bonne fortune mais pour voir Le Vingt et unième Arcane, Le Monde, répandu par les Portugais autour du Monde et qui fini avec Afonso de Albuquerque après 1507.

Le pape Jules II se refuse à donner l’Inquisition au Portugal, malgré les invocations du roi portugais. Le Pape de la Renaissance, du vraiTraité de Tordesillas, de la Chapelle Sixtine (nom de son oncle, le pape), un Frère Élu comme Boniface VIII, savait qui après sa mort ne reste au Portugal et en Espagne qui la croisade contre les nouveaux hérétiques. L’Ordre du Christ avait « sa mort » avec l’empoisonnement du roi Jean II le Prince Parfait . C’est difficile de dire si la règne ou une jeune femme, comme pour le pape Benoît XI, ont lui donné des figues empoisonnées dans une corbeille. Qui est la main de Nogaret au Portugal le 25 octobre 1495 ?.

Derrière le Message de Fátima 1917 et ses jours Alpha et Omega de 13 mai et 13 octobre, un lieu aux environs de Tomar et de son église Vierge d’Iria, il y a un rébus Templier :
· Le complot pour assassiner Viriato est accompli en 139 av.-C.
· La bulle Omne Datum Optimum, qui confirma la règle templière élaborée durant le concile de Troyes, en 1128, est accompli le 13 mai 1139.
· Le Mythe d’Ourique et la vision du roi de Portugal a lieu le 25 juillet 1139.
· Comme en Champagne le 13 mai 1239 (100ans après 1139), le premier massacre templier est accompli le 13 mai 1310, sur ordre du nouvel archevêque de Sens, Philippe de Marigny, 54 templiers montent sur le bûcher.
· Le concile de Salamanque, ouvert le 21 octobre 1318, avait donné 8 jour auparavant pour l’arrivée des délégations, c’est-à-dire le 13 octobre.
· La bulle du pape français Jean XXII (22), Jacques Duèse, Ad ea ex quibus, a recréé en 1319 au Portugal l’Ordre du Temple sur le nom d’Ordre du Christ.
· En France, en 1913, Édouard de Ribaucourt, serait le premier Grand-Maitres de la G.L.N.I.R. ou le Rite Ecossais Rectifié, au racine chrétienne, donne la lumière à l’Ordre des Chevaliers Bienfaisants de la cité Sainte.
· Le pape Benoît XV à la fin du I Guerre Mondiale a canonisé les Connétables de France et Portugal (morts en 1431) et à la fin de la II Guerre Mondiale le pape a été donné le titille Docteur de l’Église à saint Antoine de Lisbonne et Padua.
L’Histoire du Monde et des peuples, comme la nôtre vie dans une famille, c’est très facile d’entendre, parce qu’il y a toujours une matrice d’autant plus complexe que somme globale et universel. Il n’y a pas des erreurs dans les Matrices et ses règles sont action-réaction devant la perfection des objectives évolutifs.

Je vous donne un exemple simple pour un templier et difficile pour un politique : la résolution du problème basque, en Espagne. En 507, il y a 1500 ans, le roi catholique des Francs, Clovis occupa le riche royaume de Toulouse. Son chrétien roi wisigoth Alaric II trouva la mort et sa mission de réconciliation entre chrétiens et catholiques est finis, malgré le désire du concile à Agde, le 11 septembre 506. Avec un peuple réfugié au deçà des Pyrénées, la situation attend siècles pour une résolution. Les croisades contre les Albigeois et « l’autre Alaric, le comte de Toulouse » et les croisades contre les Basques et « l’autre Alaric, Sabino Arana Goiri » ont-elles résolut l’erreur de Clovis ?
Aujourd’hui, en 2007, l’ETA, les Basques, le roi d’Espagne, les Français et son Président doivent expliquer les origines et trouver la solution, comme les pouvoirs anciens ont trouvé pour Andorre.

Le mur de Berlin fut une construction humaine, mais il a durée une petite oscillation lunaire de 28 ans. Aussitôt le même temps parmi Hiroshima/Nagasaki et le 11 septembre au Chili et à l’égal de 2001 aux Etats-Unis.
Que c’est qui le désespéré Adolphe Hitler voudrait trouver au Château Templier de Tomar pour sauver sa guerre qu’il a commencée le 11 mars avec l’occupation de l’Autriche (rends célèbre au filme Musique au Cœur) et changée de batterie le 11 septembre 1939 en Pologne ? .

Je pense les gouvernements et toutes les organisations du monde ni s’aperçoivent qu’il faut exécuter le pouvoir avec Foi, Science et Raison, au nom de tous et pour tous. La globalisation sans avoir ni feu ni lieu serait comme le pouvoir des Templiers en France et le pouvoir de Philippe le Bel, sans son peuple, seulement avec les Légistes et les États-Généraux.
Le pouvoir des humains c’est très bien expliqué à la Bible par Livre de Qohelet : l’illusion.

La force mental, astral et céleste doit être réveiller. Comme a dit saint Paul réveillait Le Christ qui est à vous. Le Monde est marqué par un cycle de confusion et des forces obscures, dont les combats ont lieu sur plusieurs plans. Nous n’avons besoins des Templiers pour l’action sociale ou pour des services qui le « monde » tolère et encourage aux Ordres Initiatiques, aux mains des chevaliers soumis ont ne savait bien à quoi. Nous n’avons besoin des Templiers qui combat entre eux e ses Ordres, comme ils ont fait en Palestine et en Europe. Nous n’avons besoin des financiers Templiers pour susciter les pires jalousies de la part des pouvoirs et des peuples. Nous avons besoin de croire qui Dieu est dans nous-même et il faut aider l’Humanité par le « pensée-forme » en suivant la devise : non pour nous, seigneur, nom pour nous mais pour la gloire de ton nom. Nous avons besoin des Ismaéliens, les « Templiers d’Allah », l’Ordre qui s’établi en Perse en 1090, avant de s’étendre en Irak et Syrie, en 1181 (année 1118 pour les Templiers), avec ses moines, les Fidâ’iyûn, à la forteresse d’Alamut.

Comme disait La Fontaine en tout chose il faut considérer la fin.

Quand je suis élève au lycée, j’ai étudié l’Histoire de France et du Monde aux livres de Albert Malet. En comparaison de les autres historiens, sa vision « m’a donnée » la vision analogique de l ‘Histoire.
Pour tous que j’ai dit je termine avec analogie :

Le 13 octobre 1307 a lieu dans un jour qui pour la liturgie chrétien est à la dévotion de Édouard Le Confesseur, roi d ‘Angleterre mort en 1066, l’unique et vrai Chevalier du Temple qui je cognai au Moyen Age, comme roi. Un saint sans Ordre du Temple.
Philippe le Bel a fait aux Templiers la même chose qui le roi Édouard I d’Angleterre avait fait aux Juifs en 1290, fit courir des rumeurs sur des prétendus rites pendant lesquels ils auraient crucifié des enfants ou profané des hosties. Les rois avaient besoin d’argent.
Après la mort du saint roi anglais, le « 13 octobre 1066 », depuis 600 ans, en 1666, le feu qui a brûlé Londres cela devait arriver.


Celui qui sème le vent moissonnera la tempête, en 1307 comme en 2007. Grand merci pour votre attention.

João Santos Fernandes (*)
(*) Colonel retraité de l’Armée de Portugal, 58 ans, membre des Ordres des traditions templières, avec ritualisme et initiation chrétienne, auteur des livres Portugal Iluminado e Despertar do Ser, a fait part de sa carrière aux intelligences services, avec intégration, très jeune, à la commission d’extinction de la policie politique de Portugal, après 25AVRIL74.


Sunday, January 04, 2009

porgramaçao dos almoços debate da Tertulia do Bar do Alem para 2009


Calendário provisório das tertúlias com almoço debate do
Bar do Além em 2009
(datas de sábados e oradores ainda não confirmados na totalidade)

24 Janeiro: Alberto Rocco, O segredo da bússola e a Regaleira
21 Fevereiro: Ana Lupi, As previsões astrológicas para o ano
21 Março: Paulo Cosmelli, As tecnicas de adivinhação
18 de Abril: Teixeira da Mota, A vida de Jesus no Oriente
16 de Maio: Antonio Macedo, Verdades ocultas
6 de Junho: Paula Carvalho, A espiritualidade e o vinho
....
26 de Setembro: Joao Fernandes, A maldição dos templários
24 de outubro: Pedro Basto de Almeida, Fernando Pessoa, a alteralidade.
....

Sunday, December 07, 2008

Bem sucedido Almoço-debate com Araujo de Brito sobre o Escudo de Portugal


Durante a exposição e debate o debate, foi longamente aprofundado o tema da geometria sagrada da vesica piscis (presente tambem no símbolo do Bar do Além sob a forma do eclipse do sol pela lua). No post anterior encontra-se uma sinopse da comunicação apresentada, e agora pelo interesse manifestado por muitos dos presentes, reproduz-se abaixo um video, com legendas em português da apresentação da vesica piscis no you tube por Gilchrist.






Reproduzem-se também, algumas fotos do evento em que participaram 32 membros da Tertúlia, que retoma o seu programa em 24 de Janeiro de 2009, sábado, às 12h, com Alberto Rocco que apresentará a debate o seu livro e filme sobre a Bússola, o segredo da Quinta da Regaleira. Os interessados em receber informação podem recebê-la, se nos enviarem um e-mail para bar.do.alem@gmail.com, ou se se inscreverem num feed de seguimento deste blog
a Música da banda sonora deste post é de SEAL, com letra alusiva aos tempos de mudança e transformação que se vivem, a nível individual, e no Universo.

Wednesday, November 26, 2008

Proximo almoço debate dia 6 de Dezembro: o escudo Português


SINOPSE / RESUMO da conferência de Arujo de Brito para dia 6.1208
O IMAGINAL NO ESCUDO PORTUGUÊS


Em 1985 quis o destino que eu pertencesse a um grupo de pessoas que procurava realizar um estudo sobre a construção do brasão pessoal de acordo com as regras da chamada Geometria Sagrada e até da sua linguagem “secreta” do brasão. Nesse grupo encontrava-se o Mestre Lima de Freitas, amigo de muitos anos, e de quem nunca deixei de o ser.


Aproveitando os seus ensinamentos, tanto nas comunicações públicas ou privadas que tive a dita de receber, resolvi investigar a proporção do escudo dito português ou ibérico tentando desvendar o porquê da sua manutenção em Portugal ao longo de tantos séculos só alterado pelo maneirismo barroco, quando, em meu entender, os Reis de Armas teriam perdido o conhecimento da “língua dos pássaros”, da influência Templária, ou decidiram não o revelar.


Assim o concretizei e o mostrei ao Mestre Lima de Freitas, até porque o trabalho de investigação lhe foi sempre dedicado. Felizmente gostou e aconselhou-me a publicá-lo. Não dei grande valor ao que encontrei, e por isso limitei a sua divulgação ao grupo, nuca fazendo a sua publicação.


Após a edição francesa do “515” voltei ao mesmo rumo mas agora contemplando outro mistério, o da fotografia ali publicada do “ Maguen David com o escudo de Portugal” inscrito na letrina “D” dum livro de Salmos do séc. XIII existente na Biblioteca Pública Municipal do Porto.


Ainda consegui falar ao Mestre sobre as minhas dúvidas sobre o traçado e a razão da inclusão no livro, dizendo-me ele, com o seu tão saudoso ar ladino, para que eu investigasse. Assim o fiz, óbviamente sem a profundidade com que ele o faria, mas tentando dar resposta à questão ali lançada pela sua publicação.


Será porventura agora a ocasião, nestas efemérides, quando a saudade dói, de trazer a público uma humilde aproximação ao estudo do “campo raso” do escudo dito português ou ibérico, a “table d’attente”, provendo que onde o Mestre esteja, o possa ver, e que ao vê-lo lhe agrade.


Como complemento e num possível relacionamento entre as duas apresentações, tentarei mostrar algumas das incongruências e “segredos” do traçado do “ Maguen David “ com o pseudo-escudo português.
A.M.C. ARAÚJO BRITO

Wednesday, November 12, 2008

Tertúlia sobre a Vida Oculta dos Ocultistas com Luis Filipe Sarmento



Dia 15 de Novembro na Tertúlia do Bar do Além...
realizou-se mais uma tertúlia. muito participada !
Mas ficou por responder uma questão crucial: Onde estão so verdadeiros ocultistas, já que quanto aos charlalões e mistificadores, ninguém tem dúvidas quem sejam!



A propósito da
CRÓNICA DA VIDA SOCIAL DOS OCULTISTAS
( Nota da editora Zephiro)

Com moderação de Luis Nandin de Carvalho e intervenção de...
Luís Filipe Sarmento, que é jornalista, escritor, tradutor e realizador de vídeo e televisão e vem aqui hoje apresentar o seu romance Crónica da Vida Social dos Ocultistas (edição Zéfiro; e podem ler aqui o primeiro capítulo), uma sátira tenaz sobre o «chamado mundo do esoterismo. A leitura da Crónica da Vida Social dos Ocultistas revela-se compulsivamente cativante porque provoca, satiriza, por vezes choca. Um livro divertido, muito actual, que lança o descrédito sobre os falsos ocultistas que se aproveitam da ignorância e da credulidade dos outros».


«É um romance muito do nosso tempo, das suas realidades e das suas fantasias, da sua materialidade quotidiana e das suas projecções proféticas. É um romance original que aborda um tema que, ao que creio, nunca foi tratado de maneira tão aberta pelo nosso romance. Que contrariando uma certa tendência da nossa literatura (a que Óscar Lopes, um dia chamou «literatura lunar») é um livro que ri e que diverte».Mário de Carvalho

«Um romance, um grande romance e impecavelmente bem escrito! Um romance que se "bebe de um trago", avidamente, que prende qualquer leitor da primeira à surpreendente última página! Pela sátira mordaz e contundente, por vezes queiroziana, Luís Filipe Sarmento lança, afinal e apenas, o descrédito sobre todos aqueles que, por ignorância, cupidez ou oportunismo, são a parte visível do falso esoterismo, do falso ocultismo, do falso maçonismo». Nuno Nazareth Fernandes

«A Crónica da Vida Social dos Ocultistas é um livro instrutivo, irónico, corajoso, por vezes apaixonante, por vezes hilariante. Inicia-nos, com realismo e humor, em mistérios muito actuais. Assistimos a espectáculos mágicos, escutamos assombrosos discursos, planamos sobre o poder, a fraude e a ilusão, sobre crenças autênticas, mistificações e factos históricos. Só lendo…Aqui reencontramos o Luís Filipe Sarmento, ora escritor, ora jornalista, por vezes no seu melhor».Urbano Tavares Rodrigues

«Uma autópsia do grotesco, como esta a que Luís Filipe Sarmento procede com bisturi magistralmente afiado, corria talvez o risco de escandalizar quem anda pelos átrios do espírito com os olhos postos no folclore, no brilho das lantejoulas simbólicas, na superfície. Não é com esses que o Autor se entende. O filme sardónico que faz desfilar diante do leitor, este relato genial na captura dos pequenos e grandes ridículos, esta gargalhada saudável que desfere à face da parlapatice de capa esotérica – significam, afinal, o contrário do que parecem: sendo uma obra de crítica, mordaz e implacável quanto baste, este livro encerra ainda uma esperança, legível em tinta indelével nas entrelinhas. É esse duplo sentido, a um tempo arrasador e visionário, que faz da Crónica da Vida Social dos Ocultistas uma leitura tão compulsiva, a que uma mestria no domínio dos diálogos deu uma rara fluidez».Jorge Morais

«Pois bem, há de tudo neste livro de entusiástica leitura! Audaz, sarcástico, contumaz, Luís Filipe Sarmento não deixa créditos por mãos alheias. O que tem a dizer, di-lo nesta sua escrita viva, pessoalíssima e liberta de preconceitos». José Manuel Capelo

«Esta Crónica da Vida Social dos Ocultistas, de Luís Filipe Sarmento, tem três grandes virtudes. Antes de mais, é uma história bem contada, que se lê de um fôlego. É, ao mesmo tempo, uma aventura divertida, cheia de inesperadas peripécias que nos levam, frequentemente, até à gargalhada. E subjacente ao talento da escrita – em que se sublinha a capacidade de chegar ao leitor sem supérfluos artifícios de estilo, mas com uma prosa rica de originalidade e, ao mesmo tempo, escorreita, simples e directa – o autor desoculta uma realidade esotérica, que conhecemos mal, numa dupla dimensão. Enquanto sociedade que cultiva o secretismo, e também enquanto grupo social que trilha vias, que os seus membros entendem ser as de saberes alternativos, só ao alcance dos iniciados. Em suma, uma delícia». Mário Contumélias

«De uma forma divertida e original, algumas portas que fechavam muito mistérios e curiosidades foram finalmente abertas de uma forma corajosa. Ao mergulharmos na Crónica da Vida Social dos Ocultistas, Luís Filipe Sarmento desvenda e põe a nu muito do secretismo que envolve as denominadas Ordens Secretas...». José Galambas

«Esta excepcional obra de Luís Filipe Sarmento, escrita com verdadeira mestria, lança uma "pedra no charco" no chamado mundo do "esoterismo". A leitura da Crónica da Vida Social dos Ocultistas revela-se compulsivamente cativante porque provoca, satiriza, por vezes choca. Mas, e sobretudo, faz-nos rir, rir à gargalhada!... E não é o riso uma das formas do homem se libertar – transcendendo-se – do ridículo que são as suas ilusórias concepções?Sábio é aquele que se ri de si próprio!».Alexandre Gabriel

Saturday, October 25, 2008

Bar do Além: as tertúlias Desportivas e Culturais em marcha




Logotipo do Clube de Setas da Tertúlia Desportiva do Bar do Além (efige de Merlin) participante no campeonato de Alenquer inter clubes. Mais informações pelo chefe de equipa Carlos Sacramento em









Bar do Além do Alenquer Camping & Bungalows ***.
Mais informações e reservas sobre aluguer de Bungalows ou caravanas
Festas e Jantares ou almoços de grupos e de Aniversario
Acampamentos de Grupos,
serviços de apoio, e pernoita de autocaravanas
em
www.dosdin.pt/camping
e pelo e-mail
camping@dosdin.pt







Tertúlia Cultural do Bar do Além (desde Setembro de 2000)
Debate da Tertúlia Cultural do Bar do Além, sobre Bahai , Filosofia, fé e Religião,
Dia 25 de Outubro de 2008 com o orador convidado, Eng João Gonçalves. Inscrições e mais informações pelo e-mail: bar_do_alem@gmail.com




Almoço debate da Tertúlia Cultural do Bar do Além, dia 25 de Outubro, sobre Filosofia, Fé e Religião Bahai com Eng João Gonçalves.
Reproduz-se abaixo um importante texto do escolhido, llider religioso Bahai
Epístola de Bahá'u'lláh aos Cristãos
Wednesday, June 13, 2007

Epístola de Bahá'u'lláh aos Cristãos
Lawh-I-Aqdas
Esta é a Mais Sagrada Epístola, a qual se fez descer do santo Reino àquele que volveu a face para o Objecto de adoração do mundo, para o Ser que veio do céu da eternidade, investido de glória transcendente.
Em nome do Senhor, o Senhor de grande glória.
Esta é uma Epístola, oriunda de Nossa presença, dirigida àquele que os véus dos nomes não puderam impedir de Deus, o Criador da terra e do Céu, a fim de que seus olhos se alegrem nos dias de Seu Senhor, o Amparo no perigo, O que subsiste por Si Próprio.
Dize tu: Ó seguidores do Filho! Tendes vós excluído de Mim por causa de Meu Nome? Por que razão não ponderais isto em vossos corações? Dia e noite tendes estado invocando vosso Senhor, o Omnipotente, mas quando veio o céu da eternidade em Sua grande glória, d’Ele vos apartaste, permanecendo submersos na negligência.
Considera aqueles que rejeitaram o Espírito quando Ele lhes veio com domínio manifesto. Quão numerosos os fariseus que se haviam recolhido nas sinagogas em Seu nome, lamentando-se por estarem d’Ele separados, e, no entanto, quando os portais da reunião de par em par se abriram e o Luminar Divino se irradiou, resplandecente, da Aurora da Beleza, eles desacreditaram em Deus, o Excelso, o Poderoso. Deixaram de atingir Sua presença, embora Seu advento lhes fosse prometido no Livro de Isaías, bem como nos Livros dos Profetas e dos Mensageiros. Nenhum dentre eles volveu a face para o Amanhecer da graça divina, salvo quem estivesse destituído de qualquer poder entre os homens. E hoje, entretanto, todo o homem dotado de poder e investido de soberania se orgulha de Seu Nome. Além disso, recorda tu aquele que contra Jesus pronunciou sentença de morte. Era o mais erudito de sua época, em seu próprio país, enquanto aquele que era apenas um pescador, n’Ele acreditou. Acautela-te e sê dos que observam a advertência.
Considera, outrossim, como são numerosos, neste tempo os monges que se têm recolhido em suas igrejas invocando o Espírito, mas quando apareceu, através do poder da Verdade, d’Ele deixaram de se aproximar, e se incluem no número dos que se desviaram completamente. Feliz quem os abandonou e dirigiu a face Àquele que é o Desejo de todos os que estão nos céus e todos os que estão na terra.
Lêem o Evangelho e ainda recusam reconhecer o Senhor Todo-Glorioso, não obstante haver Ele vindo através da potência de Seu domínio excelso, poderoso e benévolo. Nós, verdadeiramente, viemos por vossa causa e temos suportado os infortúnios do mundo por vossa salvação. Fugis de Alguém que sacrificou Sua vida a fim de que vós viésseis a reviver? Temei a Deus, ó seguidores do Espírito, e não andeis nas pegadas de qualquer sacerdote que se tenha desviado. Imaginais vós que este ser busque Seus próprios interesses, quando, em todos os tempos O ameaçaram as espadas dos inimigos ou que procure as vaidades do mundo, depois de se haver sujeitado ao aprisionamento na mais desolada das cidades? Sede equitativos em vosso julgamento e não sigais as pegadas dos injustos.
Abri as portas de vossos corações. Aquele que é o Espírito está, em verdade, diante delas. Por que vos mantendes longe d’Aquele cujo desígnio era aproximar-vos de um lugar resplandecente? Dize: Nós, verdadeiramente, abrimos para vós os portais do Reino. Quereis vós trancar as portas de vossas casas diante de mim? Isso deveras, não é, senão um erro lamentável. Ele, em verdade, tem descido novamente do Céu, assim como daí desceu a primeira vez. Guardai-vos de disputar o que Ele proclama, do mesmo modo que o povo antes de vós disputava Suas declarações. Assim vos instrui o Ser Verdadeiro, pudésseis apenas perceber isso.
O Rio Jordão une-se ao Mais Grandioso Oceano, e o Filho, no sagrado vale, exclama: “Aqui estou, aqui estou, Ó Senhor, meu Deus!” enquanto o Sinai Rodeia a Casa, e a Sarça Ardente profere em altas vozes: “Aquele que é o Desejado veio em Sua transcendente majestade.” Dize, Eis! Veio o Pai, e se cumpriu o que vos foi prometido no Reino! É esta a Palavra que o Filho ocultou, àqueles a Seu redor Ele disse: “Não podeis suportá-la agora.” E quando se cumprira o tempo determinado e a Hora havia soado, a Palavra resplandeceu acima do horizonte da Vontade de Deus. Acautelai-vos, ó seguidores do Filho, para que não a rejeiteis. A ela vos deveis segurar tenazmente. Isto vos é melhorar do que tudo o que possuis. Verdadeiramente, Ele está próximo dos que fazem o bem. Veio a Hora que havíamos ocultado do conhecimento dos povos da terra e dos anjos favorecidos. Dize, Ele, deveras, deu testemunho de Mim. Disso dá testemunho cada alma que é equitativa e que possui compreensão.
Embora cercados de incontáveis aflições, Nós convocamos o povo a Deus, o Senhor dos Nomes. Dize, esforçai-vos por atingirdes o que vos foi prometido nos Livros de Deus, e não andeis no caminho daqueles destituídos de conhecimento. Meu corpo tem suportado encarceramento a fim de que vós vos possais livrar da escravidão do ego. Volvei vossas faces, pois, para Seu semblante, e não sigais as pegadas de todo opressor hostil. Verdadeiramente, Ele tem consentido em ser penosamente rebaixado, para que vós atinjais glória e, no entanto, estais vos divertindo no vale da negligência. Ele, em verdade, vive na mais desolada das moradas por vossa causa, enquanto vós habitais em vossos palácios.
Dize, não escutastes a Voz do Arauto que clama no deserto do Bayán, trazendo-vos as boas novas da vinda de vosso Senhor, o Todo-Misericordioso? Eis! Ele veio abrigado à sombra do Testemunho, investido de provas e evidências concludentes, e aqueles que verdadeiramente n’Ele acreditam consideram Sua presença a expressão do Reino de Deus. Bem-aventurado o homem que para Ele se volve, e infelizes aqueles que O negam ou d’Ele duvidam.
Anuncia tu aos sacerdotes: Eis! Veio Quem é o Governante! Que saias detrás do véu em nome do teu Senhor, Aquele que faz prostrar todos os homens. Proclama, então, à toda humanidade as boas novas desta grande, desta gloriosa Revelação. Aquele que é o Espírito da Verdade, veio, deveras, a fim de vos guiar à toda verdade. Não é inspirado em Si Próprio que Ele fala e sim, como ordena Aquele que é o Omnisciente, O de toda Sabedoria.
Dize, este é Quem glorificou o Filho e Lhe exaltou a Causa. Rejeitai, ó povos da terra, o que vós possuis e segurai-vos firmemente àquilo que vos foi ordenado pelo Omnipotente, Aquele que é o Portador da Incumbência de Deus. Purificai vossos ouvidos e a Ele dirigi vossos corações, a fim de que possais escutar o mais admirável Chamado, que se ergueu do Sinai, a morada de vosso Senhor, o Mais Glorioso. Isso, em verdade, fará com que vos aproximeis do Lugar onde havereis de perceber o esplendor da luz de Seu semblante, o qual resplandece acima deste Horizonte Luminoso.
Ó união de sacerdotes! Deixai os sinos e saí, então de vossas igrejas. Cumpre-vos neste dia, proclamar em altas vozes entre as nações o Nome Supremo. Preferis vós guardar silêncio, enquanto toda pedra e árvore exclama: “Veio o Senhor em Sua grande glória!”? Feliz o homem que a Ele se apressa. Em verdade, está incluído entre aqueles cujos nomes estão anotados eternamente e que a Assembleia no Alto haverá de mencionar. Assim foi decretado pelo Espírito nesta Epístola admirável. Quem convoca os homens em Meu nome, é, verdadeiramente, um dos Meus, e haverá de manifestar o que está além do poder de todos aqueles que se encontram na terra. Segui vós o Caminho do Senhor e não andeis nas pegadas dos que estão submersos na negligência. Feliz o adormecido que desperta que se desperta ao sentir a Brisa de Deus e se levanta dentre os mortos e dirige seus passos ao Caminho do Senhor. Em verdade, aos olhos de Deus, o Verdadeiro, tal homem é considerado uma jóia entre os homens e é incluído no número dos bem-aventurados.
Dize, No Oriente irrompeu a Luz de Sua Revelação; no Ocidente os sinais de Seu domínio apareceram. Ponderai isto em vossos corações, ó povo, e não sejais dos que lastimavelmente erraram quando Lhes veio Minha Lembrança, a mando do Todo-Poderoso, do Todo Louvado. Que a brisa de Deus vos desperte. Em verdade, tem soprado sobre o mundo. Feliz aquele que lhe descobriu a fragrância e se inclui no número dos convictos.
Ó assembleia de bispos! Sois as estrelas do céu de Meu conhecimento. Minha misericórdia não deseja vossa queda na terra. Minha justiça, entretanto, declara: - Foi isso que o Filho decretou. E qualquer coisa que tenha procedido de Seus lábios imaculados, verídicos, fidedignos, jamais será alterada. Os sinos, verdadeiramente, ressoam Meu Nome e sobre Mim lamentam, mas Meu espírito regozija-se com evidente júbilo. O corpo do Bem-Amado anseia pela Cruz, e Sua cabeça almeja o dardo, no caminho do Todo-Misericordioso. A ascensão do opressor não O poderá, de modo algum, deter de Seu desígnio. Temos convocado todas as coisas criadas para atingirem a presença de teu Senhor, Rei de todos os nomes. Bem-aventurado é o homem que para Deus, o Senhor do Dia do Juízo, volveu a face.
Ó congregação de monges! Se Me quiserdes seguir, Eu vos farei os herdeiros de Meu Reino; e se contra Mim transgredirdes, Eu, com Minha tolerância, suportarei isso pacientemente, e sou, em verdade, a Eterna Clemência. O Todo-Misericordioso.
Ó terra da Síria! Onde está tua retidão? Estás, verdadeiramente, enobrecida pelas pegadas de teu Senhor. Tens tu percebido a fragrância da reunião celestial, ou haverás de ser julgada negligente?
Belém move-se com a Brisa de Deus. Ouvimos sua voz dizer: “Ó mais generoso Senhor! Onde se estabeleceu Tua grande glória? As doces fragrâncias de Tua presença me vivificaram, depois de haver eu me dissolvido em minha separação de Ti. Louvado sejas Tu por haveres levantado os véus e vindo com poder, em glória evidente.” De trás do Tabernáculo da Majestade e Grandeza, Nós lhe clamamos: “Ó Belém! Esta Luz surgiu no Oriente e procedeu em direcção ao Ocidente, até que te alcançou, no entardecer de sua vida. Dize-me, pois: Os filhos reconhecem o Pai e O aceitam, ou negam-No, assim mesmo como o povo de outrora a Ele (Jesus) negou? – Com isso, Belém exclamou dizendo: “Tu és em verdade, O Omnisciente, o Mais informado.” Verdadeiramente, vemos como todas as coisas criadas são impelidas a dar testemunho de Nós. Alguns Nos conhecem e dão testemunho, enquanto a maioria dá testemunho, mas não Nos conhece.
O Monte Sinai vibra de júbilo ao contemplar nosso semblante. Levantou sua voz cativante em glorificação de seu Senhor, dizendo: “Ó Senhor! Percebo a fragrância de Tuas vestes. Parece-me que estás próximo, investido dos sinais de Deus. Com Tuas pegadas tens Tu enobrecido estas regiões. Grande é a bem-aventurança de Teu povo – se Te pudesse apenas conhecer e de ti inalar as doces fragrâncias, e infelizes os que se encontram profundamente adormecidos.”
Feliz és tu, que volveste a face para Meu semblante, desde que rompeste os véus, demoliste os ídolos e tens reconhecido teu Senhor eterno. O povo do Alcorão contra Nós se tem levantado, sem qualquer prova ou evidência clara, atormentando-Nos, a todo instante, com um tormento novo. Imaginam futilmente que tribulações possam frustrar Nosso Desígnio. Vão, em verdade, é aquilo que têm imaginado. Verdadeiramente, teu Senhor é Quem ordena qualquer coisa que Lhe apraza.
Jamais passei Eu por uma árvore, sem que Meu coração a ela se dirigisse, dizendo: “Oxalá fosses tu cortada em Meu nome e sobre ti Meu corpo fosse crucificado!” Esta passagem na Epístola ao Xá, afim de que servisse de advertência aos seguidores das religiões. Verdadeiramente, teu Senhor é o Omnisciente, a Suma Sabedoria.
Não permitas que as coisas por eles perpetradas te entristeçam. Em verdade são eles como mortos e não vivos. Deixa-os aos mortos e volve tua face, então, para Aquele que vivifica o mundo. Acautela-te para que as palavras dos negligentes não te entristeçam. Sê tu firme na Causa, e ensina o povo com completa sabedoria. Assim te prescreve Quem rege a terra e o céu. Ele é, em verdade, o Omnipotente, o Mais Generoso. Em breve Deus exaltará tua lembrança e com a pena da glória inscreverá o que tu pronunciaste por causa de Seu amo.
Em verdade é Ele o Amparo dos que fazem o bem.
Dá minha lembrança àquele de nome Murád e diga: “Bem-aventurado és tu ó Murád, por haveres rejeitado as insinuações de teu próprio desejo e seguido Aquele que é o Desejo de toda a humanidade.”
Dize: Bem-aventurado o adormecido que se desperta com Minha Brisa. Bem-aventurado aquele sem vida que se ressuscita através de Meus sopros vivificadores. Bem-aventurados os olhos que se confortam ao contemplarem Minha beleza. Bem-aventurado o caminhante que dirige os passos ao Tabernáculo de Minha glória e majestade. Bem-aventurado o sofredor que busca refúgio à sombra de Meu palio. Bem-aventurado o sedento que se apressa às águas suaves de Minha benevolência, as quais suavemente flúem. Bem-aventurada a alma insaciável que, por amor a Mim renuncia seus desejos egoístas e toma seu lugar na mesa de banquete que Eu fiz descer do céu da graça divina para Meus eleitos. Feliz o humilhado que se segura firmemente à corda de Minha glória; e o necessitado que entra no Tabernáculo de Minha riqueza. Bem-aventurado o inculto que busca a fonte de Meu conhecimento, e o negligente que vem apegar-se à corda de Minha lembrança. Bem-aventurada a alma que se ressuscitou ao ser atingida por Meu sopro vivificador e à qual foi concedido acesso a Meu Reino celestial. Bem-aventurado o homem que se comoveu através das doces fragrâncias da reunião Comigo, assim se aproximando do Alvorecer de Minha Revelação. Feliz o ouvido que escutou, e a língua que deu testemunho, e Bem-aventurados os olhos que viram e reconheceram o próprio Senhor, em Sua excelsa glória e majestade, investido de grandeza e domínio. Bem-aventurado aqueles que têm atingido Sua presença. Bem-aventurado o homem que do Sol de Minha Palavra buscou iluminação. Bem-aventurado quem adornou sua cabeça com o diadema de Meu amor. Bem-aventurado quem adornou sua cabeça com o diadema de meu Meu amor. Bem-aventurado é aquele que soube de Meu pesar e se levantou para Me apoiar entre Meu povo. Bem-aventurado é aquele que sacrificou a vida em Meu caminho e suportou múltiplas tribulações por causa de Meu Nome. Feliz o homem que, havendo se assegurado de Minha Palavra, se levantou de entre os mortos para celebrar Meu louvor. Bem-aventurado é aquele que se extasiou com Minhas admiráveis melodias e rompeu os véus, através da potência de Minha grandeza. Bem-aventurado é aquele que se tem mantido fiel a Meu Convénio e a quem as coisas do mundo não têm impedido de atingir Minha corte de santidade. Bem-aventurado é o homem que de tudo se desprendeu, menos de Mim, que alçou voo na atmosfera de Meu amor, obteve acesso a Meu Reino, contemplou Meus domínios de glória, sorveu as águas vivificadoras de Minha graça e, do rio celestial de Minha terna providência, se saciou, que veio a conhecer Minha Causa e a apreender o que eu ocultara dentro do tesouro de Minhas Palavras, e que resplandeceu do horizonte do conhecimento divino, dedicando-se a Meu louvor e Minha glorificação. Ele é, em verdade, um dos Meus. Que sobre ele repousem Minha misericórdia, Minha benevolência, Minha generosidade e Minha glória.
Próximo almoço debate: sábado, as 12h, dia 15 de Novembro com Luis Filipe Sarmento, autor do livro: a Vida Oculta dos Ocultistas, também com sessão de autógrafos, e venda do livro (inscrições ja abertas, por mail)
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Sunday, October 05, 2008

Noites culturais da Tecauto: da emoçao à razão e a intuição



Quadro sintético das ideias de apoio à intervenção na sessão cultural de 4 de Outubro, Noites da Tecauto, do Grupo Belgest, emTorres Vedras

da emoção à razão, com intuição
por Luis Nandin de Carvalho


A RAZÃO é caracterizada como sendo: objectiva, racional, estatica, de causa final, por isso aperfeiçoa-se, dispoe de discurso lógico, é humana e intelegivele baseia-se na dedução.


a EMOÇÃO, é subjectiva, é psico-somática e bipolar, é dinâmica, assenta em instintos, educa-se, é reactiva e de tipo animal e afectivo.


a INTUIÇÃO, apresenta-se como sensível, espiritual e metafísica, nasce da revelação, ou da iluminação que permite uma percepção, por vezes de natureza paranormal e instantânea e reultante de uma causação circular holistica.

Notas:

Na foto, o orador ao lado do Presidente do Grupo Belgest, Eng Antonio Ferreira dos Anjos, impulsionador e mecenas das noites da Tecauto
A teoria e epistemologia do conhecimento assentam numa pluralidade de vias de acesso, entre elas a emoção, a razão e a intuição, formas pelas quais se manifesta a consciência humana, através de graus diversos do estado de inteligência cerebral.

Fazendo paralelismo com a evolução dos ser humano...até aos cerca de 7 anos de idade desenvolvem-se conhecimentos pela via da emoção, quase exclusivamente, e atingida a idade da razão... e pelo menos até a maioridade, prevalece a via racional, sem prejuizo de se manter o poder aquisitivo do conhecimento pela emoção, e finalmente já em plena idade adulta e em maturidade, atinge-se um terceiro patamar de desenvolvimento, o acesso à intuição que interage, em processo de causaçao circular, com as anteriores categorias, e assim permite a percepção e expressão superiores, de forma holistica, e tendendo ao universal.

Ou seja, temos a fase do aprendiz...numa primeira viagem emocional em que prevalecem os tumultos da vida profana, uma segunda fase racionalista, de companheiro, em que se confia na experiência da mão que nos guia, até chegar ao momento da terceira e ultima viagem, a do Mestre, onde atingimos a vivência do eterno, para onde vamos, na compreensão de quem somos, e de onde vimos.

Outras vias e caminhos ainda existem, de dificil identificação, e dependentes da maturidade, e grau de elevação espiritual, de que são exemplo formas de comunicação e percepção, como o esoterismo, pelos símbolos, a telepatia pela mente, e a música pelas sonoridades, portanto com ausencia de verbo, ou palavras.

A Música, por exemplo, fica sempre aquém das palavras, mas também para além delas. E quem tem dúvidas que pela melodia, sem poema, ou letra, se transmitem, e adquirem conhecimentos valiosos? e quantas vezes tudo se passa em simultaneo, pela via da emoção, da razão, e da intuição, simultaneamente?

Saturday, September 27, 2008

Grande sucesso da intervenção do dr. Vitor Adrião na tertúlia do Bar do Além

Depois de uma conferência excepcional e de um debate ao mesmo nivel e com especial incidência sobre o Espirito Santo e a dimensão esotérica de Alenquer, desenvolveu-se o almoço-debate em três mesas com inumeros membros da tertúlia a prolongarem até as 17h o aprofundamento das questões suscitadas.



Entre outras foram desenvolvidas com cerca de 40 participantes interessados, as trocas de impressões sobre Teosofia, sociedade Teúrgica Portuguesa, a função do Mestre, a iluminação e a iniciação, para além de outros assuntos similares, envolvendo a dimensão da Portugalidade e a expansão para o Novo Mundo (Brasil).
Mais informações na fonte directa em:
As fotografias dão por imagem uma ideia do sucesso deste evento. Na ocasião, o orador convidado, e autor do livro Portugal, Os Mestres e a Iniciação disponibilizou-se para conceder autografos e dedicatórias aos presentes que o solicitaram

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Tuesday, September 23, 2008

Newsletter MYGUIDE noticia tertúlias do Bar do Além

Nota: Os leitores deste Blog ou os membros da Tertúlia podem subscrever gratuitamente, a newsletter semanal My Guide em http://www.myguide.pt/

Notícia da Newsllete Myguide:
:A Tertúlia do Bar do Além é uma associação informal sem fins lucrativos. A tertúlia desenvolve mensalmente, desde 2000, um ciclo de almoços debate sobre o tema "O oculto às claras", privilegiando assuntos esotéricos e metafísicos.
No próximo dia 27 de Setembro, o debate moderado por Luís Nandin de Carvalho será animado pelo escritor esotérico Vítor Adrião, autor de “Portugal, Os Mestres e a Iniciação”.
As sessões têm lotação limitada, pelo que é necessário fazer reserva.
Morada: Alenquer Camping, EN 9, Km 94
E-mail:

Thursday, September 04, 2008

recomeço dos almoços debate da Tertúlia do Bar do Além



A TERTÚLIA recomeça actividades
dia 27 de SETEMBRO, sábado, as 12h
seguem-se:
25 de outubro, a Filosofia e atitude Bahai por
Eng Joao Moutinho Gonçalves www.bahai.pt
15 de Novembro, Desmitificaçao dos ocultistas por Luis filipe Sarmento
6 de Dezembro, Homenagem ao Mestre Lima de Freitas, Os aspectos esotéricos do Escudo Português, por Antonio Araujo de Brito

A Tertúlia do Bar do Além entra no seu IX (nono) ano de actividade consecutiva... do ciclo O OCULTO AS CLARAS


ORADOR
VITOR ADRIAO
TEMA
PORTUGAL, os MESTRES e a INICIAÇÃO
(inscrições já abertas)

nota sobre o orador:

Vítor Manuel Adrião, renomado escritor esotérico português, é consultor de investigação filosófica e histórica, formado em História e Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, tendo feito especialização na área medieval pela Universidade de Coimbra. Presidente-Fundador da Comunidade Teúrgica Portuguesa e Director da Revista de Estudos Teúrgicos Pax, Adrião é profundo conhecedor da História Medieval do Sagrado, sendo conferencista de diversos temas relacionados ao esoterismo, às religiões oficiais, aos mitos e tradições portuguesas, às Ordens de Kurat (em Sintra) e do Santo Graal, das quais também faz parte.

nota sobre o tema e livro de que é autor:

PORTUGAL Os Mestres e a Iniciação
Portugal, os Mestres e a Iniciação prefigura-se no pensamento teúrgico e teosófico onde o autor, Vitor Manuel Adrião, faz desfilar a modo de cartilha ou manual a Tradição Iniciática das Idades com insistência para a Espiritualidade Portuguesa vista à luz da Teurgia e da Teosofia.Obra crítica onde Filosofia, História, Arte e Religião são apresentadas, numa linguagem clara e desocultada, segundo os créditos de uma Tradição Única exposta de maneira inédita numa sequência lógica esclarecedora de muitíssimos aspectos da existência dos seres, do mundo e do universo em que se vive, os quais teimavam em manter-se na escuridão do inexplicável.

Sunday, May 25, 2008

ANIMISMO E ESPIRITUALISMO AFRICANO A 7 de JUNHO




O ano 2007/2008 das tertúlias, encerrou dia 7 de Junho, sabado as 12h, no Bar do Alem do Alenquer Camping com:



Mestre Braima Galissa

moderador
Prof Doutor Luis Nandin de Carvalho

tema Animismo e espiritualismo Africano
ementa do almoço
Entradas variadas, Caril do Mar, Sobremesa surpresa
vinho DOC Alenquer, café
preço 17,50€
inscrições previas necessárias,




nota biográfica de Mestre Galissa:


O Mestre Galissa foi compositor do Ballet Nacional da Guiné-Bissau, responsável Instrumental do mini Ballet Nacional e professor de Kora na Escola Nacional de Música José Carlos Schwarz durante 11 anos. Já participou em actividades culturais em vários países. Está em Portugal desde 1998, ano em que eclodiu a guerra civil, e neste momento permanece em Portugal a executar vários projectos culturais.


Oriundo de uma família de "djidius" (músicos hereditários), o Mestre Galissá nasceu em 1964 em Gabú no Leste da Guiné-Bissau, capital do antigo império de Gabú (donde advém o próprio nome), sucessora do antigo império do Mali. Tem a música no sangue e sempre foi artista. Reside em Lisboa desde de 1998, cidade onde tem abraçado novas formas de música e conhecido músicos de outras culturas. É Filho de um músico de Kora nascido na Guiné-Bissau, no seio de uma família Mandinga, uma das etnias do país.

Galissa é o nome de uma família de "djidius" que tocam Kora. Além dos Galissa há os Diabaté, Kouyaté, os Sissokhos outros apelidos. A música para o Mestre Galissá começou na infância no seio da sua família. Muito antes dos seus tetra-avós que todos na família são "djidius". Começou a aprender o Kora com 5 anos de idade pela mão do seu pai na região natal (Gabú) e em meados de 1979 iniciou a sua carreira, primeiramente com os pioneiros "Abel Djassi". Com os pioneiros teve acesso à escola e com eles participou em acampamentos da juventude na Guiné e no estrangeiro. Nesses eventos realizavam-se intercâmbios culturais com jovens de Cabo-Verde, Senegal, Guiné-Conacri e até com jovens de Portugal e outros países europeus. A partir dessa data foi mais difícil continuar em casa dos seus pais e por isso foi para Bissau onde começou a estudar música.

O Kora envolve misticismo e simbologia. É o instrumento que o acompanha nos espectáculos e é o suporte principal do género musical que interpreta. Desde que começou a actuar em público houve um momento que o marcou, que foi quando com mais 11 crianças estava a representar a Guiné-Bissau num acampamento em Cabo-Verde em 1979. As pessoas gostaram porque o kora nunca tinha chegado ao arquipélago. As pessoas seguiam-no por todo o lado, faziam-no perguntas sobre o instrumento, queriam tocá-lo, queriam saber tudo. Nessa altura apercebeu-se do "peso" do Kora. A partir daquele momento em Cabo-verde decidiu que devia continuar nessa vida. Nos anos seguintes participou em vários eventos. Em 1988 esteve em Portugal onde participou no FITEI, e no ano seguinte na antiga FIL. Em 1997 participou no encontro “Cena Lusófona” em Évora onde encontrou artistas internacionais que se interessaram pelo instrumento que toca.

Depois dessas experiências sentiu ter atingido um nível de maturidade que o permite trabalhar com qualquer artista. A sua evolução fez com que começasse a dar aulas de multi-culturalidade na Escola Superior de Educação. Em Portugal tem feito concertos em todas as regiões. Tem sido convidado por várias Câmaras do interior do país. Realizou vários cursos para alunos da Escola Superior de Educação de Lisboa e da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa sobre a música, literatura africana , cultura guineense e sessões musicais para crianças do 1º e 2º ciclo do ensino básico.

Em 1999 trabalhou com o Teatro São João do Porto e no ano em que Coimbra foi a capital da cultura, foi contratado pela a companhia de teatro Tetrão Realizou concertos com o músico português Gil Nave, em Évora, Beja, Guarda, Covilhã, Famalicão, Proença a Nova, Caldas da Raínha e Alpedrinha e norte de Portugal. Participou em programas de rádio e televisão, nomeadamente na Antena 2, RTP Internacional, Rádio Renascença, RTA (Rádio Televisão de Angola, no programa Kandando) e RDP África.Participou em concertos realizados por iniciativa da EXPO98, e Porto 2001, e em trabalhos discográficos de João Afonso, Amélia Muje, Herménio Meno, na colectânea "Mon na mon", Blasted Mechanism, Chac, Sara Tavares e outros artistas guineeenses…

O kora foi inventado por Djali Mady Wulen em Gabú. Os primeiros Kora’s eram constituídos por 21 cordas feitas de pele de Gazela bem trançadas e finas. Com a chegada dos Europeus as cordas foram mudadas para os fios de pesca (nylon). Em Gabú os músicos de Kora são conhecidos pelo apelido Galissá. Os materiais que constituem o kora são: a cabaça, metal, as cordas, madeira, recortes de pano que servem para protecção do cavalete e rebites, sendo que antigamente, no lugar desses rebites se usavam pedaços afiados de canas de bambu que seguravam a pele à cabaça do instrumento. Kora no dialecto Mandinga significa o "instrumento que abrange tudo". Desempenha um importante papel na vida cultural da sociedade Mandinga e por outro lado tem associado a história do povo Mandinga, que são recitadas em ocasiões especiais. O Kora envolve tudo e todos, sejam trovadores ou historiadores. Implica a educação, a saúde e a cultura. Para o Galissá, abarca mesmo tudo. O Kora surgiu, segundo os familiares do Galissá, nos meados do século XIII. Sucedeu o "tonkoron" que evoluiu para o "bolonbata" e de etapas em etapas desenvolveu-se até aparecer o Kora que conhecemos com 21 (ou mais) cordas. O kora já há algum tempo que tem servido aos psicólogos na avaliação de doentes mentais. O kora actualmente é estudado por vários especialistas, quer educadores infantis, antropólogos, etnomúsicólogos, por muitas culturas nas universidades europeias, principalmente nas academias musicais e museus etnográficos.

A pedagogia tradicional era muito exigente. Primeiro o aprendiz tinha que saber ouvir o ritmo, conhecer o balanço da música para depois iniciar a prática e acompanhamento de voz. A seguir vem a afinação do instrumento e para finalizar, a aprendizagem da construção do aparelho musical. Até a conclusão dessas etapas decorre um período de doze anos. Para se ser um tocador de kora, uma pessoa recebe profunda formação em história Mandinga, história geral das outras nações africanas e seus ritos, historial genealógico dos Mansas (Reis), linguística, relações internacionais (nomeadamente, mediações inter-étnicas, assessores públicos, conselheiros estatais, mediadores…). Toda essa formação, conjuntamente com formação musical dura 15 anos em média. Além da educação musical é preciso ter uma educação moral. É necessário tê-la como algo que os sirva para o futuro, como uma profissão e é por isso que Galissá continua a respeitar essa tradição. Um tocador deve amar o instrumento, amar as pessoas, ser solidário com as pessoas, ser sincero e respeitar as pessoas.

Sunday, May 18, 2008

Os Altos Graus em Maçonaria, nos ritos de YORK, REAA e RER




ALTOS GRAUS NA MAÇONARIA
Conferência de Vitor Azevedo Duarte
Almoço debate de 17 de Maio de 2008
Tertúlia do Bar do Além, Alenquer.




O tema sugerido de Altos Graus na Maçonaria tem ligação directa com alguma da minha vivência de Ritos de Altos Graus. E com troca de experiências de Jurisdições estrangeiras Irmãs. Como um simples Aprendiz de Maçonaria ganho sempre mais “espritualmente” quando partilho informação maçónica com Irmãos ou estudiosos da Maçonaria. Penso que todos aprendemos uns com os outros. Como sabem, existem escassa divulgação de obras sobre altos graus, pelo que tentarei fazer uma súmula sobre este tema referente a três estruturas de Altos Graus de Ritos diferentes.
Começarei por ditar estes apontamentos com o que se entende por regularidade maçónica e liberal. E com a “devida vénia” citarei aqui a melhor destrinça que encontrei nas minhas pequisas e cujo autor se encontra nesta sala.

“Os maçons regulares, também chamados tradicionais ou de via sagrada, são os que trabalham nas suas Lojas sob a invocação de Deus, Grande Arquitecto do Universo, sobre o Livro Sagrado, o Esquadro e o Compasso.
Os maçons liberais ou de via substituída, reunem-se segundo os mesmos ritos, decorações e ideais, já dispensam a via espiritual, e trabalham sobre as Constituições de Anderson, a do seu País, sobre a Declaração Universal dos Direitos do Homem e sem nacessariamente invocarem Deus, o Grande Arquitecto do Universo.
Isto é, os regulares pressupõem a crença no Criador e situam-se no plano do sagrado, os liberais partem do postulado da liberdade de crença ou não no Criador e colocam-se no campo do laicicismo e portanto envolvem-se mais directamente na vida profana, que procuram aperfeiçoar e transformar.
Ambos buscam o seu próprio aperfeiçoamento, mas com efeitos diversos ao nível de intervenção na sociedade. Para o maçon regular a sociedade será mais perfeita se isso decorrer do processo de aperfeiçoamento pessoal enquanto que para o maçon liberal o essencial é ele ser o agente da transformação da sociedade.”
Na verdade, cada jurisdição maçónica tem os seus Regulamentos e Estatutos e quer sejam regulares ou liberais são constituídas por maçons que se respeitam desde que ambas sigam os Landmarks. Mas não é maçon quem quer. Não basta autoproclamar-se. É imprescindível que os seus irmãos “o reconheçam como tal”, ou seja é necessário que tenha sido iniciado, por outros maçons, cumprido com as suas obrigações de maçon, esotéricas, simbólicas e que esteja integrado numa Loja, que por sua vez pertença regulamentarmente a uma Grande Loja ou Grande Oriente, que fossem devidamente consagrados.
Assim escreveu Luís Nandin de Carvalho, no seu livro “A Maçonaria Entreaberta” publicado em 1997.

O espirito maçónico de fraternidade, igualdade e liberdade floresceu nas sociedades profanas e influenciou para sempre as grandes conquistas conseguidos em acontecimentos mundiais como a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa, a Revolução Russa e a Independência do Brasil.
E em muitos outros países incluindo o nosso, embora os governos vigentes e as pressões da Igreja Católica entrassem em choque directo com a fraternidade.
Após esta introdução passemos a algumas citações e reflexões sobre Maçonaria.

A Franco-Maçonaria actual foi fundada em 24 de Junho (dia de S. João) de 1717, em Londres. Para muitos estudiosos a Ordem Maçónica remonta às lendas da construção do Templo do Rei Salomão, de acordo com relatos do Antigo Testamento. A sua origem está ligada também às lendas de Ísis e Osíris, no antigo Egipto; ao culto a Mitra, vindo até à Ordem dos Templários e à Fraternidade Rosa-Cruz. Em 1723, o Rev. Anglicano James Anderson publicou as Constituições da Maçonaria que são universalmente aceites e são utilizadas como base em todas as Lojas maçónicas.

Em 1717, a Maçonaria passou do campo operativo em que efectivamente se construiam catedrais para o campo especulativo em que os maçons iniciaram um processo de “construção” sim da “catedral da humanidade”. A Maçonaria utiliza métodos para transmitir os ensinamentos e organizar as cerimónias maçónicas, a que chama Ritos ou procedimentos maçónicos.

Existem no mundo cerca de 200 Ritos e se continuar a actual desorganização social talvez em 2050 existam 300. No entanto, os principais podem contar-se por sete dedos. A saber:

Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA)- o mais universal
Rito de York (RY)- o mais antigo do mundo
Rito Francês ou Moderno (RF/M)
Rito Schröeder (RS)
Rito Brasileiro (RB)
Rito Adonhiramita(RA)
Rito Escocês Rectificado (RER)
Como sabem a actual Maçonaria divide-se:

* Maçonaria Simbólica constituída pelos três primeiros graus obrigatórios e que estão pre
-vistos nos Landmarks. Que se divide em Obediências Maçónicas designadas por Gran-
de Loja ou Grande Oriente e que administram diversas Lojas.
* AltosGraus, que constituem os graus Filosóficos ou Superiores que não são obrigatórios e constituem uma opção. Estes estão normalmente subordinados a Supremos Conselhos ou Supremos Grandes Capítulos, Grandes Comendas e Grão-Priorados, de acordo com as Leis de cada Grande Corpo Maçónico. Destes, escolhemos o Rito mais universal, o mais antigo e o que considero o mais selectivo.

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A saber:
- Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA)
- Rito de York(RY) e rito de Emulação(REm)
- Rito Escocês Rectificado (RER
)

Na Maçonaria Regular a maioria das Grandes Lojas e Grandes Orientes são consagradas, instaladas e reconhecidas por Grandes Obediências Irmãs Estrangeiras mais antigas. Cada Obediência tem o sua própria Grande Loja-Mãe ou Grande Oriente e a que está ligado indossoluvelmente.

Nos Corpos de Altos Graus, a Maçonaria segue sempre a regra trinitária, isto é, para ser consagrado e instalado um Supremo Conselho, um Grande Capítulo, uma Grande Comenda, um Grão-Priorado, etc a base de construção é como em Grande Loja ou Grande Oriente(com as suas Lojas azuis ou de S.João) ou seja três Lojas, três Conselhos, três Capítulos, três Comendas. No RER existem as Lojas verdes e a Ordem Interna como veremos mais adiante.

RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITE – R.E.A.A.
Este Rito provem do Rito de Heredom e da época da fuga dos Cavaleiros Templários para a Escócia e está ligado ao Antigo Testamento e à lenda de Hiram. A influência do Templarismo existia no Rito de Heredom sob a mestria de Andrew Ramsay (criador deste rito em solo francês), mas não no R.E.A.A.. Aliás, de acordo com os historiadores Christopher Knight e Robert Lomas a formação deste rito deve-se ao facto da Grande Loja Unida de Inglaterra (United Grand Lodge of England) se recusar a reconhecer os altos graus da maçonaria regular, o que originou a formação em 1819 de um Supremo Conselho para a Inglaterra dos graus do Rito Escocês.

Por influência do Cavaleiro Ramsay as primeiras referências a estes graus, são oriundos de França, no período de 1715 a 1745. Ramsay foi tutor dos filhos do rei escocês Jaime VIII que se encontrava exilado em França. Foi nesta época que surgiram as primeiras referências ao termo escocês (écossais). Na “História da Franco-Maçonaria” de Albert Mackay, este autor refere que os partidários do Rei Jaime e da dinastia dos Stuarts todos exilados em França estavam fortemente envolvidos em actividades maçónicas.

Esta é uma das razões porque, devido ao termo escocês, muitos maçons pensam que este rito terá tido origem na Escócia, o que como vemos não corresponde à verdade. As suas regras e fundamentos foram elaborados no dia 1º de Maio de 1786 e desde essa data constituiram-se os 33 graus. O que caracteriza o REAA é a ligação entre a tradição hermética, principalmente nos três primeiros graus e a uma graduação dos Altos Graus (do 4º ao 33º) e que é normalmente rejeitada pela maçonaria inglesa.

Em primeiro plano, “a purificação” pelos quatro elementos inclui-se uma orientação nítidamente hermética. Não remonta ao alquimistas da Idade Média, mas é provável a inspiração nos tratados de alquimia vulgares no séc. XVIII e adaptado por maçons à iniciação maçónica. A purificação pela Terra, pelo Ar, pela Água e pelo Fogo induzem no candidato, à medida que passa pelas provas, a percepção gradual do sentido esotérico da “passagem” que faz ,vindo das profundezas do mundo terreno para a ascese que lhe é dada pelo sopro do espiritual. É só na Câmara de Reflexão que percepciona o enorme sentido esotérico- o enxofre, o sal e o mercúrio- que lhe serão fundamentais à iluminação final.

Em segundo plano, muito importante também, é a sua evolução nos graus Superiores das Lojas de Perfeição (do 4º ao 14º), dos Capítulos (do 15º ao 18º), dos Aréopagos (do 19º ao 30º) e dos graus administrativos (do 31º ao 33º). Neste Rito os graus e a lenda do Mestre constroi-se passo a passo. A reconstrução do Templo de Salomão tem aqui uma particular importância. Aqui a reflexão filosófica sobre o Homem, o seu destino, a sua centelha divina e os valores que ditam a sua dimensão racional, minada por vezes, pelo desleixo, a incúria e o dislate.

GRAUS DO REAA:
SIMBÓLICOS
1º - Aprendiz
2º - Companheiro
3º - Mestre
FILOSÓFICOS
Lojas de Perfeição
4º - Mestre Secreto
5º - Mestre Perfeito
6º - Secretário Íntimo
7º - Preboste e Juíz
8º Intendente dos Edifícios
9º- Mestre Eleito dos Nove
10º- Ilustre Eleito dos Quinze
11º- Sublime Cavaleiro dos Doze
12º- Grande Mestre Arquitecto
13º- Cavaleiro do Real Arco
14º- Prefeito e Sublime Maçon - Grande Eleito da Abóbada Sagrada
Capítulos
15º- Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16º- Príncipe de Jerusalém
17º- Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
18º- Soberano Príncipe Rosa-Cruz
Areópagos
19º- Grande Pontífice ou Sublime Escocês
20º- Soberano Príncipe da Maçonaria ou Mestre Ad Vitam
21º- Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
22º- Cavaleiro do Real Machado ou Príncipe do Líbano
23º- Chefe do Tabernáculo
24º- Príncipe do Tabernáculo
25º- Cavaleiro da Serpente de Bronze
26º- Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário
27º- Grande Comendador do Templo
28º- Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29º- Grande Cavaleiro Escocês de Santo André da Escócia
30º- Cavaleiro Kadosch ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra
Tribunais
31º- Grande Inspector Inquisidor ou Grande Juíz Comendador
Consistório
32º- Sublime Cavaleiro do Real Segredo
Supremo Conselho
33º- Soberano Grande Inspector Geral

A estrutura do R.E.A.A. é dirigida por um Soberano Grande Comendador que preside ao Sacro Colégio e aos Soberanos Grandes Inspectores Gerais. É um Corpo Maçónico com Jurisdição independente, reconhecido internacionalmente e que tem a responsabilidade de manter a regularidade.


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RITO DE YORK(RY)
RITUAL E RITO DE EMULAÇÃO(REm)
O Rito de York moderno também conhecido como o Real Arco, teria sido criado por volta de 1743 e levado para Inglaterra em 1777. É o Rito mais difundido em todo o mundo maçónico . É o Rito predominante nos Estados Unidos. Por ser teísta está mais ligado aos países onde predominam os cultos evangélicos, onde o clero tem dado o apoio e o suporte necessário à sua evolução e desenvolvimento. Neste país, a sua fundação vem do ano de 1799 pela mão de Thomas Smith Webb que lhe deu a estrutura e doutrina filosófica com procedimentos gerais adaptados ao sistema maçónico, pelo que é normalmente identificado como “Rito Americano ou de York”.

No entanto, o Manuscrito Régio de 1389 (conservado no British Museum em Londres), diz-nos que sob o reinado de Athelstan, na cidade de York no ano de 926 houve um grande Congresso de maçons, convocado e presidido por seu filho o Príncipe Edwin e que teria sido nessa magna Assembleia que a Maçonaria teve o seu primeiro Regulamento Geral. Já neste Regulamento havia regras de comportamento no trabalho, na sociedade e até dentro da igreja., entre outros.

Posteriormente, o Manuscrito de Coke em 1583 refere também esta Assembleia e as reuniões feitas pelo rei Athelstan que convocava e dirigia as assembleias dos numerosos maçons operativos, associados em guildas. Nesta fase a Lenda de York passou definitivamente da tradição oral para a tradição escrita da Maçonaria Especulativa.

Assim, os autores crêem que o Rito de York seria o rito tradicionalmente praticado desde os tempos do rei Athelstan e que confirma a multissecular tradição maçónica de acordo com o Livro das Constituições de 1723. Num outro manuscrito conhecido como a Constituição de York, diria que a tradução dos anteriores documentos em 1807 teriam passado do Latim( que era o idioma das pessoas cultas) para o Inglês e em 1808 para o Alemão pelo I:. J.A. Schneider. Esta última tradução é publicada pelo editor I:. Krause, conhecido pelo Manuscrito de Krause e que estaria muito próximo da Constituição da Grande Loja Unida de Inglaterra em 1813.

Esta é a lenda de York. Contudo perante tantas evidências históricas que confirmam a veracidade do seu conteúdo, a maioria dos autores chamam-lhe a “Tradição de York”.
Na união dos maçons “antigos”(Grande Loja dos Antigos -1751) e dos “modernos”(Grande Loja dos Modernos - 1717) em 1813 foi oficialmente aprovado o ritual dos antigos como ritual oficial da Grande Loja Unida de Inglaterra e naquele momento recebeu o nome de Ritual de Emulação( o Emulation Working) com a particularidade de se manter a tradição de nada escrever e por isso nada se sabe ao certo o que foi aprovado.

Mas até chegar a esta fase muito fizeram para conciliar as diferenças ritualísticas das duas Grandes Lojas rivais, passando pela Loja da Reconciliação que harmonizou os rituais durante 3 anos até que em 1816 foi aprovado um novo ritual mantido até 1986, ano em que a GLUI decidiu que todas as referências a penalidades físicas fossem omitidas dos juramentos assumidos pelos candidatos nos três graus e pelo Mestre Eleito na sua instalação, mas mantendo-as nas cerimónias noutro momento.

Apenas em 1969, o Rito de Emulação foi oficialmente impresso com autorização oficial da GLUI, embora nesse ano já existissem diversas impressões não oficiais. Embora denominado Rito, os Ingleses consideram-no mais como um Ritual. O Rito representa as regras e cerimónias de carácter sacro ou simbólico que seguem preceitos estabelecidos e que se devem observar na prática. Em suma, representa o sistema de organizações maçónicas.

O ritual representa o livro que contém o conjunto de práticas consagradas pelo uso e por normas que deverão ser observadas em determinadas ocasiões. Isto é o cerimonial. Mas a principal característica deste Rito/Ritual é que todas as intervenções são realizadas de cor. No Rito de Emulação, os graus superiores estão agregados numa Loja de Marca ou num Capítulo do Arco Real com os seguintes graus:

- Mestre de Marca
- Ex-Mestre ou Past Master
- Muito Excelente Mestre
- Mestre do Arco Real
- Escocês Trinitário

Este é o Rito por excelência praticado em Inglaterra e largamente difundido em todos os paises de influência Inglesa. As jusisdições anglo-saxónicas mantém outras ordens de altos graus como por exemplo:

o Grande Conselho da Ordem dos Graus Aliados, o Grande Conclave da Ordem do Monitor Secreto, a Grande Loja e Grande Conselho da Real Ordem da Escócia, a Ordem de Cavaleiros Templários e Ordem de Malta(honorária), a Ordem da Cruz Vermelha da Babilónia.

Toda esta explicação era necessária para melhor compreendermos a génese do York.
Em relação ao Rito de York para além das Lojas Simbólicas (1º, 2º e 3º grau), os seus Altos Graus estão classificados assim:

GRAUS CAPITULARES
(conhecidos como Maçonaria do Real Arco)
*4º grau- Mestre de Marca
*5º grau- Past Master
*6º grau- Mui Excelente Mestre
*7º grau- Maçon do Arco Real
CONSELHO CRÍPTICO
(conhecido como Conselho de Mestres Reais e Escolhidos)
*8º grau- Mestre Real
*9º grau- Mestre Escolhido
*10ºgrau- Super Excelente Mestre
COMENDADORIA TEMPLÁRIA
(conhecida como Ordem dos Cavaleiros Templários)
*11ºgrau- Ordem da Cruz Vermelha
*12ºgrau- Ordem de Malta
13ºgrau- Ordem do Templo
Os graus Capitulares enfatizam as lições de regularidade, disciplina, integridade e reverência, a consagração do Sanctum Sanctorum e a descida do Espirito Santo no Templo. Ser exaltado como Mestre do Arco Real coroa de forma grandiosa os conhecimentos do Mestre Maçon.. É o momento em que a Lenda do Templo de Salomão é concluída. È o cume dos graus originais das Lojas Simbólicas, tal como praticadas nas antigas Lojas de Inglaterra antes de 1820. Estes graus explicam as origens da palavra substituta encontrada no grau de Mestre Maçon, o resgate da Palavra Inefável e o seu ocultamento no Real Arco. Os Capítulos são presididos e geridos por Sumo Sacerdotes.

A cúpula dos Graus Capitulares é um Supremo Grande Capítulo do Arco Real com jurisdição própria e reconhecimento internacional e é presidida por um Grande Sumo Sacerdote responsável por todos os Capítulos constituintes.

A Maçonaria Críptica forma o corpo central do Rito de York da maçonaria livre. Um Mestre Maçon que tenha aderido a um Capítulo de Maçons do Arco Real, recebido os quatro graus e queira depois procurar mais conhecimento pode ser admitido num Conselho de Maçons Crípticos. Os graus da Maçonaria Críptica são dos graus mais belos da Maçonaris Livre. A Maçonaria Livre é muito filosófica e ensina os seus ideais através de alegorias. É moralista e religiosa, mas não é uma religião. Não oferece uma teologia nem um plano de salvação. Contudo, oferece um plano moral para ser aplicado neste mundo.

O Rito Críptico tem o nome derivado da Palavra Críptica porque a cena dos graus de Mestre Real e Mestre Escolhido ocorre na Críptica subterrânea sob o Templo do Rei Salomão. A Palavra representa na alegoria maçónica a busca pelo homem de objectivos para a vida e para a natureza de Deus. Simbólicamente, a Maçonaria Livre ensina, na Loja, como a palavra se perdeu e sobre a esperança da sua recuperação. O Arco Real, no Capítulo, ensina como ela foi redescoberta. A Maçonaria Críptica, no Conselho, completa esta história ensinando como se preserva a Palavra inicial. O Grande Conselho de Maçons Reais e Escolhidos é presidido e dirigido por um Grão-Mestre Críptico sob cuja administração estão os Conselhos Crípticos geridos pos Ilustres Mestres.



As Ordens Cavalheirescas diferenciam-se de outras pela sua estrutura paramilitar. Os Estados Unidos por exemplo seguem a preceito a parafernália que é semelhante ao uniforme militar. Neste Rito só pode pertencer á Ordem do Templo quem for cristão.




A Comendadoria Templária com as respectivas Ordens da Cruz Vermelha, de Malta e do Templo está estruturada numa Grande Comenda de Cavaleiros Templários também com Comendas subordinadas. Estas Ordens Cavalheirescas são presididas por um Grande Comendador.

O Rito de York mantém para além da Ordem dos Sumo-Sacerdotes Ungidos e Consagrados e da Ordem da Trolha de Prata muitas outras estruturas de Altos Graus como por exemplo:
-Grande Conclave Imperial da Ordem de Constantino e das Ordens do Santo Sepúlcro e
de S. João Evangelista.
-Soberana Ordem dos Cavaleiros Preceptores
-Cavaleiros Defensores da Cruz
-Grande Conselho de Cavaleiros Maçons
-Ordem Maçónica de Bath
-Conselho de Grande Preceptores da Ordem de S. Tomás
-Grande Colégio dos Cavaleiros Templários do Arco Real.
-Cavaleiros Honorários da Cruz de York
E por outras estruturas laterais tais como:
-Alto Conselho da Sociedade Rosacruciana
-Real Sociedade dos Cavaleiros do Ocidente
-Grande Colégio de Ritos
-Conselho Imperial dos Nobres do Santuário Místico (Shrine).

Os Altos Graus do Rito de York apoia organizações maçónicas dirigidas por maçons, esposas e familiares como a Ordem de Amaranth, a Ordem da Estrela do Oriente, a Ordem do Santuário de Jerusalém bem como organizações para jovens, nomeadamente para rapazes a partir dos 12 aos 21 anos a conhecida Ordem DeMolay , e para raparigas a Ordem das Filhas de Job e a Ordem do Arco-Iris dos 12 aos 20 anos.

RITO ESCOCÊS RECTIFICADO-R.E.R.
O Rito Escocês Rectificado é um rito cristão com origem na Doutrina da Estrita Observância Templária do séc. XVIII (do Barão Carl von Hund -1722/1776- ) escrita no mais antigo documento maçónico francês (La carte inconnue de la franco-maçonnerie chrétienne). È um código maçónico cujo texto segue a lógica das Constituições do pastor Anderson mas sintonizado na crença do cristianismo como requisito primordial para a crença maçónica, o que o liga a uma tradição cavalheiresca que remonta aos cavaleiros templários.

O francês Jean-Baptiste Willermoz(1734-1824) – (iniciado em 1750, venerável em 1752 e grão-mestre em 1761) - realizou um intenso trabalho de pesquisa, condensação e depuração que resultou na sua actual versão. Willermoz sofreu a influência de Martinez de Pasqually fundador da Ordem dos Eleitos Coens (Elus Cohens) cuja obra continuou.

Willermoz foi assíduo frequentador das Lojas regulares françesas, dos Capítulos Templários Alemães da Estrita Obediência e dos Philalèthes, fundando em 1779 a Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa que reuniu à sua volta um grupo de maçons devotados a uma leitura espiritualizada e “mágica” dos ritos maçónicos, entre os quais Martinez de Pasqually, Luis Claude de Saint-Martin, Joseph de Maistre e o Conde de Saint-Germain.

Ensinava Willermoz que para encontrar a pedra cúbica, que contém em si todos os dons, virtudes ou faculdades, é necessário encontrar o princípio da vida. Esse espírito tem a faculdade de purificar o ser anímico do homem, prolongando a sua vida. E tem o condão de transformar os vis metais em ouro, encontrando-se nos três reinos da natureza. O Adepto teria que encontrar maneira de o manipular.

O código do Rito inspira-se no teosofismo de Martinez de Pasqually em que a doutrina esotérica deve comportar a revelação de verdades primordiais, comunicadas noutros tempos a seres privilegiados, mas com a possibilidade de ser transmitida aos que escolham a via do diálogo íntimo com o Criador.

O R.E.R. contou também com o trabalho de organização e depuramento ritualísta feito pelo Barão de Weiler, que rectificou algumas das lojas de Estrasburgo seguindo o rito da Estrita Observância Templária da Alemanha. Weiler instalou em 1774, em Lyon, o primeiro Grande Capítulo na região tendo colocado Willermoz como delegado regional. Posteriormente, foram constituídos mais capítulos em Montpellier e em Bordeaux. O sistema era constituído por 9 graus agrupados em 3 classes:

A primeira classe-Aprendiz, Companheiro e Mestre.
A segunda classe -Escocês Vermelho e Cavaleiro da Águia da Rosa Cruz.
A terceira classe -Escocês Verde, Escudeiro Noviço, Cavaleiro e Professo.
Estava e está ligado à mensagem de Amor e Tolerância do Novo Testamento sem detrimento da Justiça vinculada no Antigo Testamento.

Actualmente, o R.E.R. Completa-se por seis graus organizados em:
Lojas Azuis ou de S. João
1º - Aprendiz
2º- Companheiro
3º- Mestre
Maçonaria Rectificada
Lojas Verdes ou de Santo André
4º- Mestre Escocês de Santo André
Cavalaria Rectificada
Ordem Interior
5º- Escudeiro Noviço
6º- Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa
Existiam também os graus de inspiração sacerdotal integrados em Colégios de Profissão, hoje ocultos e portanto não praticados e que eram os Professos e os Grande Professos.

Os Altos Graus do R.E.R. são administrados por um Grande Priorado Independente sob a direcção jurisdicional de um Grão-Prior. E como todos os outros Altos Graus reconhecidos internacionalmente.

Todas as estruturas de Altos Graus mantem tratados de mútuo reconhecimento com a Grande Loja ou Grande Oriente a que os seus Irmãos pertencem e nos quais se devem manter em situação regular para poderem ter lugar naquelas estruturas.
Em resumo e para finalizar, na tradição judaico-cristã o conceito de rito refere-se a um corpo de tradição litúrgica normalmente correspondente a um determinado centro. Exemplos- falamos do rito romano ou latino, do rito bizantino , do rito ciríaco.
O conceito refere-se também a várias formas de actos religiosos agrupando três tipos de rito:

De Passagem, que produzem alterações na qualidade de um indivíduo(exemplo, os sacramentos do baptismo, do casamento ou de uma graduação);
Os de Adoração à divindade que tem lugar numa Igreja Cristã, numa capela, num mosteiro, numa sinagoga, numa mesquita;
E os ritos de Devoção pessoal que ocorrem em qualquer lugar sagrado ou numa peregrinação religiosa a um local de particular devoção (Fátima, Lourdes, Meca, etc...)

Na tradição simbólica e esotérica o rito é essencialmente uma expressão da interpretação dos usos e costumes da Fraternidade, das tradições transmitidas oralmente, desde que os maçons se reúnem a coberto para glorificar o Criador e evoluir na Arte Real. Isto, de acordo com as fontes de há 300 ou há 1000 anos.

O mais importante é que os ritos não são para os maçons e as suas organizações, bíblias, dogmas ou repositórios inquestionáveis de uma Verdade absolutizada ou sectarizada. São interpretações, exegeses, mergulhos na mais profunda dimensão dos Homens Livres, a sua profunda espiritualidade e sede de perfeição.
São caminhos mas não são O Caminho.

No décimo sétimo dia do quinto mês do A.D. de 2008 .
Alenquer, Bar do Além.
Victor A. Duarte, PGSIm., VGMhAd.

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