Friday, October 30, 2009
Proximas Tertúlias do Bar do Além do ano de 2009/2010
Janeiro, 23, Horizontes astrológicos 2010 (Fernando de Albuquerque)
Fevereiro, 20, O segredo Maçónico (Rui Bandeira)
Março, 20, A Teosofia (Jose Anacleto)
Abril, 24, O ciclo de Portugal de 17 anos em 2012 (Manuel Gandra)
Maio, 22, O amor não plátonico em Platão (Jose Manuel Marques)
Junho, 26, Cerimónia Ritual do Solstício (Nandin de Carvalho)
Julho, 10, Coração -dimensão espiritual (Ferrero Marques)
Agosto...................mês de pausa..................................
Setembro, 25, A Atlântida e a Verdade (Re)velada, (José Manuel Freire)
Outubro, 16, Livros de Dan Brown vistos por um cristã, (Isabel Girão)
Novembro, 20, O hermetismo (João Susano)
Dezembro, 4, Artesanato Mágico (orador a indicar)
Saturday, October 03, 2009
Bem sucedidda tertúlia no Bar do Além no Sábado 31 de Outubro sobre Lojas Maçónicas
- O que são as Lojas Maçónicas?
- Para que servem?
- Quais as suas funções?
- Onde se encontram?
- Que tipos há
- Que pessoas se encontram nas Lojas Maçónicas?
Pode dizer-se, de uma forma simplista, que a Maçonaria é uma fraternidade esotérica internacional, postulando uma via de evolução espiritualista não identificada com nenhuma confissão religiosa. Contudo, radica na tradição socioprofissional operativa dos grémios e corporações arquitectónicas da Antiguidade, da Idade Média e do Renascimento, expressa na proposta de cada um dos diversos Ritos que a constituem.
Para falar das Lojas, no tema hoje proposto, não podemos deixar de falar de Maçons e de Maçonaria. Tudo esta interligado.
“Os Maçons podem dividir-se em duas categorias: o Maçon que procura instruir-se e compreender e o Maçon indiferente.
Este último vê na Maçonaria um meio de promover-se e ser assistido. Para ele, a Maçonaria é uma sociedade como qualquer outra, mas mais prática.
O Maçon que procura instruir-se, pelo contrário, dá rapidamente conta que existem ensinamentos, que necessitam uma causa. Reflecte sobre tudo o que prende o seu olhar nas Lojas, nas palavras que ouve, no Ritual que se executa perante ele, e descobre então que deve existir uma ciência da Maçonaria, como existe uma ciência matemática que utiliza a álgebra.”
(Gerard-Vicent ENCAUSSE, químico francês, de nome simbólico PAPUS, no seu livro “Ce que doit savoir un Maitre” e citado, também, pelo Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, em 1979 Luís Dias Amado na sua Mensagem anual à grande Dieta, o Parlamento Maçónico)
Fazendo um breve enquadramento histórico da Maçonaria no nosso país podemos afirmar que as mais antigas referências conhecidas sobre a existência das primeiras Lojas Maçónicas especulativas em território português, surgem-nos nos processos jurídico-inquisitoriais do Tribunal do Santo Oficio de Lisboa.
Quase dois séculos mais tarde, e por influência dos ingleses radicados em Portugal na sequência da assinatura do Tratado de Methuen, em 1703, a primeira Loja Maçónica especulativa portuguesa identificada, surge cerca de 1728, fundada em Lisboa, pelo empresário católico inglês William Dugood, aí estabelecido com a sua família, sendo registada pela Grande Loja de Inglaterra.
Esta Loja – designada pelos Maçons católicos irlandeses como a Loja dos mercadores hereges – era essencialmente composta por empresários ingleses anglicanos e escoceses presbiterianos, sobrevivendo apenas até 1755, aquando da destruição maciça de Lisboa pelo terramoto de 1 de Novembro.
Por outro lado, uma outra Loja existia, a Casa Real dos Pedreiros-Livres da Lusitânia, estritamente integrada por clérigos regulares dominicanos, militares e empresários católicos irlandeses (além do engenheiro militar húngaro Carlos Mardel, interveniente directo na planificação urbanística e volumétrica da reconstrução pombalina de Lisboa, posteriormente ao terramoto de 1755). Reuniam-se mensalmente num restaurante junto ao Cais do Sodré, reflectindo sobre temas instrutivos, recreativos e económicos.
O que é a Loja?
As Lojas não são os edifícios onde se reúnem os Maçons, mas constituem a sua própria organização.
A Loja é o local onde os Maçons se reúnem (o mesmo que Templo).
A sua entrada principal localiza-se, simbolicamente no Ocidente, enquanto que o Venerável Mestre (aquele que preside) tem assento no Oriente.
A sessão deve, sempre, ter lugar num local recatado da indiscrição dos não iniciados, devidamente fechado e vigiado.
A forma de trabalhar na Maçonaria é uma forma ritualista. Uma maneira de disciplinarmos um debate onde podemos ter diversas opiniões, sem que no final cheguemos a alguma conclusão. Portanto o Ritual é que une os Maçons.
O Ritual Maçónico é o conjunto de actos que, coerentemente com a linha do pensamento filosófico do Rito a que pertence a Loja, estabelece a maneira adequada de realizar os trabalhos.
Através do Ritual, desde que devidamente interpretado e vivenciado, é que os Maçons se aglutinam nas Lojas.
Um conjunto de, pelo menos, três Lojas constitui uma Obediência. As Lojas são compostas por um mínimo de sete Mestres Maçons ou tratando-se de Triângulos Maçónicos por, pelo menos, três Mestres Maçons, divididos pelos seguintes cargos:
-Venerável: que é o Presidente.
-Primeiro Vigilante: responsável pelos Companheiros.
-Segundo Vigilante: responsável pelos Aprendizes.
-Orador: representante da Lei Maçónica e que sintetiza as conclusões de cada reunião.
-Secretário: redige as actas e convoca os Irmãos.
-Tesoureiro: responsável pelas finanças da Loja.
-Experto: responsável por preparar os candidatos aquando das provas de iniciação.
-Mestre-de-Cerimónias: responsável pela organização simbólica dentro do Templo.
-Hospitaleiro: responsável por visitar os Irmãos doentes e familiares destes.
-Guarda Interno: é o responsável por verificar a entrada no Templo, podendo impedir a entrada de pessoas ou Irmãos não autorizadas.
Uma Loja Maçónica é um “ser colectivo”. Um corpo de trabalhadores de simbolismo dedicados às mais variadas actividades, desde as litúrgicas às administrativas, como a apresentação e discussão de temas do nosso dia a dia, mas sempre tende por objectivo principal a Busca da verdade.
A Loja representa um Microcosmo dentro do Macrocosmo que é a Obediência em que está inserida.
As actividades da Loja desdobram-se em três planos igualmente importantes: Filosófico, Filantrópico e o Fraternal.
A Loja é o instrumento da Filosofia Maçónica para realizar seu objectivo de “construir uma Humanidade melhor e mais esclarecida”.
Para isso, têm que se recrutar novos elementos do mundo profano que, pela sua sabedoria, julguemos capazes de absorver os conhecimentos simbólicos, interpretá-los e exercitá-los no seu aspecto administrativo, como o ritualista, como filantrópico para os formar Mestres Maçons.
Repito, não é em vão que os três graus Simbólicos são os de Aprendiz, Companheiro e Mestre.
O aspecto administrativo diz respeito à continuidade da vida do organismo físico.
O segundo aspecto é relativo ao trabalho ritualista em que o resultado final, como nós Maçons dizemos, é o “desbastar da pedra bruta até chegar à pedra cúbica”. O debater questões para o aperfeiçoamento da humanidade.
Finalmente vem o terceiro aspecto, a finalidade verdadeira que deve ter uma Loja, a filantrópica. Nela um Maçon deverá ter uma intervenção activa na construção de um mundo melhor, mais Justo, Fraternal e mais Solidário.
O desenvolvimento equilibrado desses três aspectos tornará possível a realização dos seus objectivos, razão de ser da Loja.
A Loja deve estar organizada de forma a poder funcionar harmoniosamente, como uma verdadeira família e, como tal sujeita a percalços e vicissitudes, divergências e dissensões. Por que não? Afinal, todos ainda estamos no caminho, lapidando as próprias imperfeições com as “ferramentas” que o Simbolismo nos oferece.
Procuramos aprender mas, ao mesmo tempo, a Organização pede-nos compromissos, tarefas, atitudes...
Já tivemos problemas no passado e temos no presente, que graças ao esforço de valorosos Irmãos foram devidamente superados ou não.
Mas, parafraseando um conhecido aforismo, “o preço da nossa estabilidade é a eterna vigilância”.
Não se pode admitir que interesses puramente pessoais se sobreponham ao interesse comum, ultrapassando os objectivos maiores da Loja, mas no fundo a Maçonaria é composta por Homens e reflecte o espelho da nossa sociedade.
As Lojas nos dias de hoje:
- Nos dias de hoje existem, em termos filosóficos, três tipos de Lojas, as teístas, as deístas e as laicas.
Logo aqui se põe duas questões: sendo a Maçonaria anti-dogmática, como podem os Maçons estar a acreditar num Deus revelado? Então a Maçonaria só deverá ter Ateus? Pois o ser Agnóstico também é uma forma dogmática.
Não querendo aqui entrar nesta discussão que divide ao longo do tempo os Maçons só quero dizer que os Maçons devem ser Homens tolerantes e por isso as três correntes de Lojas devem conviver tranquilamente.
- Nas Lojas teístas, acredita-se num Deus revelado, chamam ao Altar do Compromissos Altar de Juramentos, tendo em cima deste uma Bíblia. Evocam nas Sessões o Grande Arquitecto do Universo e dizem nas mesmas, a celebre frase latina “UNIVERSI TERRARUM ORBIS ARCHITECTORIS AD GLORIAM INGENTI” – à Gloria do Grande Arquitecto do Universo. Ainda hoje existem Lojas em Portugal e não só que o evocam.
- Nas Lojas deístas tem uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas questiona a ideia do divino. Os deístas acreditam na possibilidade da existência de dimensões transcendentais. Contudo, não estão presos a nenhum tipo de mitologia mas com o dogma de Deus. Acreditam num Deus, mas não praticam nenhuma religião em particular.
- Nas Lojas Liberais, aparecem em 1872, quando se instaurou nas Lojas o princípio da Liberdade Absoluta de Consciência que não tem nada a ver com as teorias do liberalismo económico, mas foi nessa altura surgiu uma invocação, nas Sessões Maçónicas, o deixar de se invocar nas mesmas Sessões o Grande Arquitecto do Universo, o GADU e o ser “Um Maçon livre numa Loja Livre”.
- As Constituições de Anderson de 1721, feitas por um pastor anglicano, ao que se consta não Maçon, e que hoje estão completamente desactualizadas, são uma espécie de princípios imutáveis da conduta de um Maçon, os chamados Landmarks.
Um dos Landmarks de Anderson, foi a de que só podiam entra homens na Maçonaria. Homens no género masculino.
Este, meus amigos, PARA MIM, não é o caminho, o caminho é só um, o das Lojas mistas (Masculinas e Femininas).
Por isso, PARA MIM, o grande combate das Lojas no século XXI é o de serem mistas
É inconcebível nos dias de hoje, em pleno Século XXI, em que a igualdade de género é uma realidade se possam ainda arranjar argumentos para essa separação e nos estarmos a reger por princípios do Século XXVIII.
- De qualquer modo, um Maçon, deve ter a liberdade de escolher uma Loja Masculina, Feminina, Mista, o Rito que quiser, deísta, teísta, laico, na Obediência que quiser.
Mas a relação entre Irmãos deverá sempre pautar-se pela divisa que “todos somos Iniciados”.
- O “Dura lex sed lex” é uma expressão latina cujo significado em português é "A lei é dura, porém é a lei". Mas a lei Maçónica é diferente, da do comum dos mortais e rege-se pelas divisas Fraternidade e Tolerância. Tolerância de saber ouvir aqueles que pensam diferente de nós.
Mesmo em organizações Profanas (que não são Maçónicas), os Maçons devem sempre reger-se por este princípio das Leis Maçónicas, mas deveríamos seguir aquele velho provérbio chinês de Confúcio, que nos diz: «Quando os teus inimigos te atacam, senta-te à beira do rio e espera que os cadáveres deles passem por ti».
Portanto a Inter-relação de Irmãos da mesma e de diversas Lojas e Obediências é fundamental
- Na minha experiência em Loja, com o nº 5 do PSD e seu director de informação à altura, outro, um Presbítero da Igreja Lusitana, que ao entrar para a Maçonaria em 1986, era membro do Partido Comunista e Padre da Igreja Lusitana, que escreveu uma carta a Álvaro Cunhal, a que este lhe respondeu, alegando a impossibilidade entre Comunismo e Maçonaria, outro ainda, um socialista convicto, outro de extrema esquerda e outros sem partidos.
Estes Maçons tinham diversas religiões, diversos partidos, mas puderam “habitar” e trabalhar na mesma Loja, discutindo tudo e todos e manter relações Maçónicas e Profanas com Irmãos ditos Regulares e Obediências com que o Grande Oriente Lusitano não tinha relações
- Desmistificamos o mito que os Irmãos ditos irregulares não têm nenhuma relação com os ditos regulares.
Lembremo-nos que um grupo de Maçons no seio do Grande Oriente Lusitano procurou ganhar, sem sucesso, as eleições para o Grão-Mestrado em 1983, saindo inconformados da Obediência para fundar uma outra em Novembro do ano seguinte, a Grande Loja de Portugal, com o objectivo de adquirir o reconhecimento regular de funcionamento maçónico-institucional por parte das Obediências tradicionalistas já que o Grande Oriente Lusitano (que entretanto abandonara, em 1982, a designação de Unido) tinha relacionamentos diplomáticos apenas com as Obediências ditas liberais e mais politizadas, como a Grande Loja Unida de Inglaterra e a Grande Loja Nacional Francesa.
Mesmo acontecendo estes factos fizeram-se “Fraternais”, por Irmãos de diversas Obediências e Potências, mantiveram-se contactos privilegiados…só assim faz sentido.
Na Politica a relações entre Maçons:
- Em Março de 1996, na cerimónia final do encontro entre líderes europeus e asiáticos, decorreu em Banguecoque, na Tailândia, chamou-se a atenção para o curioso aperto de mãos que uniu todos aqueles estadistas, no final dos trabalhos. Quem viu, reparou que todos deram a mão direita, por cima da esquerda, ao parceiro do lado esquerdo, e a mão esquerda, por baixo da direita, ao parceiro do lado direito. Este gesto simbólico dos Maçons, chama-se “Cadeia de União” que é feita no final de cada Sessão. Entre outros estavam: o chanceler alemão HELMUT KHOLN, o primeiro-ministro chinês, LI PENG, o chanceler austríaco, FRANK VRANISKY, o primeiro-ministro português, ANTÓNIO GUTERRES…. Foi certamente um acto “provocado” por Maçons, pois estes sempre estiveram nos actos mais importantes da História Mundial, como na:
- Constituição dos Estados Unidos que é Maçónica;
- A do Brasil também;
- A Constituição Portuguesa é também de inspiração Maçónica;
- Os princípios programáticos da ONU;
- Da constituição da CEE;
- Da Liga Internacional dos Direitos do Homem;
- Da Declaração Universal dos Direitos do Homem;
- Na Universidade Livre de Bruxelas;
- Nos Rotários;
- Formação da UNESCO;
- Formação da UNICEF;
- Da Cruz Vermelha, etc.
Entre Maçons:
Existe o:
- O “G.I.T.E.” – que é um Grupo Internacional de Ajuda Mútua no Turismo, que em 2008 tinha 2.221 membros repartidos por 55 países.
- A “JEUNESSE FRATERNELLE – PONT DE L’AMITIÉ” – Amizade Fraternal de Jovens, numa Colónia de férias em Vichy, para filhos de Maçons.
- O “CLIPSAS” - CENTRO DE LIGAÇÃO E DE INFORMAÇÃO DAS POTÊNCIAS SIGNATÁRIAS DO APELO DE ESTRASBURGO.
O CLIPSAS é numa organização internacional da Maçonaria liberal de todo o mundo. Aderindo à ética proposta pelos fundadores, de se submeterem com toda a fidelidade, de tolerância, de fraternidade e de união.
O Seu objectivo é congregar Maçons, homens e mulheres, que consideram que a LIBERDADE ABSOLUTA DE CONSCIÊNCIA que é a grande vitória da humanidade sobre ela mesma.
Casos pessoais com membros Regulares:
- Inácio Ludgero/Nadin de Carvalho em Maio de 1994 a propósito de Reportagem na Visão sobre a Grande Loja Regular de Portugal;
- Inácio Ludgero/Nuno Nazareth Fernandes/José Anes, em Maio de 1994, sobre Cerimónias de Elevação através do Grande Priorado Independente da Helvética (Rito Escocês Rectificado), nos Claustros do Convento de Cristo em Tomar;
- Inácio Ludgero/Nandin de Carvalho, em Janeiro de 1998, pedido de divulgação de notícias;
- Inácio Ludgero/José Anes, em 29 de Junho de 2001, no 10º aniversário da Loja Regular de Portugal, na Costa da Caparica, onde fui convidado para a cerimónia e banquete comemorativo.
Como um jornalista, Maçon, ateu, posso ter este convívio com Regulares e crentes em Deus?
Claro que sim, porque nos respeitamos que cada Irmão tenha a sua crença, o seu género, a sua raça, a sua orientação política ou sexual, que seja republicano ou monárquico. Todos somos Iniciados, todos somos Maçons, todos somos Irmãos.
- A Maçonaria é uma Ordem, à qual não podem pertencer senão Homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz.
- Lobby? Tráfico de Influências? Nada disso e como alguns exemplos temos:
- Sabe-se o que se passa nas reuniões de direcção de qualquer clube de futebol?
- Sabe-se o que se passa nas reuniões das administrações das empresas onde trabalhamos?
- Sabe-se o que se passa nas reuniões de conselho de ministros?
- Sabe-se o que se passou em casa, numa reunião de família de A, B, C ou D?
- Porque razões têm de vir para a opinião pública as reuniões de uma Loja Maçónica, que dentro dele ainda por cima nos tratamos por Irmãos?
- Alguém é nomeado ministro e escolhe para seu braço direito:
A- Aquele que é altamente competente, mas não tem a sua confiança.
B- Aquele que não é tão competente, mas tem a sua confiança total.
- Quando em qualquer posição que tenhamos, devemos escolher sempre gente da nossa confiança.
Vamos falar no verdadeiro Trabalho das Lojas:
No Estrangeiro:
- Da Loja Albert Camus, em Paris do Grande Oriente de França:
- Tem uma Organização chamada “Université Sans Frontière”, que estabeleceu parcerias com diversas Associações e entidades regionais. A saber,
- Acções para as Colectividades Territoriais e Iniciativas Sociais, Desportivas, Culturais e Educativas;
- Agricultura Sem Fronteiras, com intervenções na Europa (França, Roménia, Moldávia e Kosovo); Médio Oriente (Líbano); África (Mali, Guiné-Bissau, Guiné-ConaKry, Burquina Faso, Nigéria, Senegal, Burundi, Togo, Níger, Madagáscar, Argélia, Mauritânia e Republica Democrática do Congo), na Ásia (China Vietname) e na América Central e do Sul (Honduras, Haiti, Nicarágua e Argentina).
- Associação Viver Solidariedade Internacional;
- “Centraider”, Associação de Cooperação e Solidariedade Internacional;
- Associação para a Protecção do Ambiente e o desenvolvimento do Eco Turismo;
- Na Nigéria, a ONG - Bani Ba Haw: Organização para o desenvolvimento integrado (Saúde, educação e ambiente) que no passado Natal enviou num contentor com 4 toneladas de livros, 70 computadores, 50 impressoras uma sala completa de operações e diverso material médico e ainda o envio de dois camiões com livros e mobiliário.
- Na Costa do Marfim, a associação para o desenvolvimento económico da Região da cidade de Mankono, com a renovação das instalações sanitárias e administrativas no Hospital;
- No Mali – Assembleia Regional da cidade de Mopti;
- No Mali – Associação Malinesa para o Desenvolvimento conjunto;
- No Mali – Associação dos Professores Malineses Emigrados de volta ao País.
- Com a colaboração da UNESCO, no Benim na análise da poluição aquática de iodo e na Tunísia na realização de projectos de mosaicos.
- A ORDEM de SHRINE, uma fraternidade Internacional com cerca de 1 milhão membros, com sede nos Estados Unidos, fundada pelo actor Billy Florence e pelo físico Walter Flaming em 1872 que tem como principal finalidade filantrópica a de proporcionar tratamento ortopédico gratuito às crianças em Los Angeles, até aos 18 anos. Actualmente patrocinou 19 hospitais ortopédicos (com 905 camas) e três institutos para queimados (90 camas). Os orçamentos dos hospitais da ORDEM de SHIRENE para o ano de 1998 excederam os 400 milhões de dólares, mais 1,25 milhões de dólares dia.
Até 1998 e nestas 22 unidades já receberam tratamento mais de 165.00 crianças.
Todos os tratamentos nestes hospitais são completamente gratuitos, não aceitando subsídios estatais para custear os tratamentos médicos nos actuais 22 hospitais e institutos (20 nos estados Unidos, um no México e outro no Canadá).
As receitas financeiras são obtidas através de diversas actividades pelos seus membros, voluntariado na organização de eventos, voluntariado nos hospitais ou transporte de doentes.
-Na “Fundação Ara Solis” – do Grande Oriente Ibérico e com sede na Corunha, dedica parte da sua actividade a colóquios e conferências donde obtém alguns fundos através de leilões venda de quadros entre Irmãos. Tem ligação com uma ONG da Nigéria de apoio às grávidas.
Também está a implementar que na recolha de fundos que é feita em todas as Sessões de Loja Maçónica, a partir da circulação do Tronco de Solidariedade, que circula no final de cada Sessão, em que o seu conteúdo reverterá para um fundo comum de Solidariedade. Essa tarefa feito pelo o Hospitaleiro de cada Loja, neste momento o GOI, quer alagar esta iniciativa a mais Orientes e Grandes Lojas.
Em Portugal:
- Chegam aos nossos dias, o Asilo de S. João, mais tarde denominado Internato de S. João, fundado pelo Maçon José Estêvão de Magalhães e outros, em 1862, para acolher crianças órfãs do sexo feminino, o Asilo de S. João, no Porto, fundado em 1891 para acolher rapazes órfãos e a Escola Oficina nº 1, fundada em 1912, que teve por origem a Sociedade Promotora de Escolas, que teve como fim o ensino elementar, a formação de carácter técnico específico, o que permitia que os alunos ao saírem, pudessem exercer uma profissão.
- Prémio anual “Fernando Valle”, ao melhor aluno da Escola onde estudou este destacado médico, dado pelo Soberano Capítulo de Cavaleiros Rosa Cruz, Grande Capítulo Geral do Rito Francês em Portugal.
Na Política:
- A Maçonaria intervém na Guiné-Bissau em 1998 para mediar o conflito, a partir do contacto feito pela Junta Militar Guineense da altura, ao então Grão-Mestre da Maçonaria Regular, Nandin de Carvalho, o próprio, presente poderá falar disso.
- Em 1999 em Timor, depois do referendo de Agosto, a mudança de posição politica do presidente Bill Clinton, iniciado na Maçonaria através da Ordem De Mollay, com Ramos Horta e o Grão-Mestre da Grande Loja Regular dos Estados Unidos.
A posição sobre Timor (em 8 de Agosto de 1999) tomada na revista “O Aprendiz” da Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal no seu número de Outubro de 1999.
- O Serviço Nacional de Saúde, foi discutido nas Lojas do Grande Oriente Lusitano em 1979, por António Arnaut, à época Ministro da Saúde.
- Cito agora para finalizar, Fernando Valle, médico em Coja (Arganil), que morreu com 104 anos e na altura, considerado o mais velho Maçon do mundo, com 81 anos de Maçonaria (iniciado em 1923), pois o seu exemplo cívico e fraterno é testemunhado por muitos Maçons mas também, por muitos milhares de profanos a quem ele assistiu como médico ao longo da sua vida, sem nunca ter cobrado deles um centavo. Aos pobres, muitas vezes, lhes dava dinheiro do seu bolso para mitigarem as suas necessidades. Estão vivos para o testemunharem: Maçons e profanos. Dizia Fernando Valle num poema de 28 de Janeiro de 1930:
“Creio no mundo da Justiça! Creio no triunfo da
Verdade! Creio na Liberdade, que é a garantia do
Espírito e da Inteligência, que é a própria Natureza
Humana.
Penso que a comunhão no sofrimento e na luta deve
aproximar todos os homens; sou democrata.
Sou assim, se isso é lícito dizer-se, um republicano
progressivo.
A sociedade humana avança e desenvolve-se gradualmente,
aproximando as condições dos homens,
distribuindo mais equitativamente a instrução,
problema capital entre nós, e a riqueza.
Os nossos males não provêem do facto de haver
idealismo a mais, vem exactamente do contrário, de
não haver nenhum.
Urge levantar o vigor moral deste povo atormentado
que continua sem pão para a boca, nem alimento para
o espírito, só, e abandonado às suas dores e à sua
ignorância.
Eu creio em absoluto na marcha progressiva da sociedade,
sou contra todas as formas políticas que possam,
ainda que por momentos,
entravar esse progresso.”
- E dizia-nos: “A Maçonaria, é a Luz! A República o Caminho!”
Eu sou livre-pensador, ateu, penso; sou republicano, falo. Para mim ser Maçon é um motivo de orgulho.
Considero que jornalistas Maçons devem sempre respeitar as obrigações deontológicas e éticas do seu próprio código, assim como o compromisso de honra que assumem no dia da sua Iniciação, que o prestam de livre vontade, compromisso que não contém nada que ponha em causa a honestidade de ninguém, nem a deontologia de nenhuma profissão. Saber que à porta do jornal fica o jornal e à porta da Maçonaria fica a Maçonaria.
A Internet, os meus livros, os meus papeis, os meus Irmãos, me ajudaram neste trabalho que aqui hoje vos apresento, e como dizia Albert Camus, Prémio Nobel da Literatura em 1957,
“Não quero ser um génio. Já tenho problemas suficientes em tentar ser um homem”.
Thursday, October 01, 2009
notícias da Tertúlia e almoço debate sobre a Maldição dos Templários
Um documento, apreendido pelas tropas de Napoleão depois de terem invadido a cidade de Roma, em 1809 e referido por Gérard de Sede descrevia o testemunho de um templário, de nome Jean de Châlons aludindo a “três carroças de palha puxadas por cinquenta cavalas que haviam saído, na quinta-feira, 12 de Outubro de 1307 (a véspera da prisão dos templários), do Templo de Paris, conduzidas por Hughes de Châlons, Gérard de Villers e cinquenta outros cavaleiros, transportando «totum thesaurum Hugonis Peraldi [Hugo de Pairaud, o grande Visitador de França]“.
O mesmo templário teria afirmado que o conteúdo das três carroças teria sido embarcado no porto templário de La Rochelle e seguido em 18 navios da armada dos templários com destino desconhecido, mas que, certamente seriam paragens mais amistosas para a Ordem do que as de França… Seria o porto de templário do Baleal (Peniche), aproveitando o bom acolhimento que Dom Dinis deu a tantos frades fugidos de França e a recusa sistemática que sempre deu à Santa Sé quando esta tentou estender a Portugal os processos que incendiavam França?
Seria este tesouro composto por mapas antigos, informações geográficas e documentos que puderam depois ser usados na “Escola de Sagres” e no começo do processo dos Descobrimentos portugueses? Seriam estes documentos e ensinamentos perdidos o cerne da mensagem do “Espirito Santo” que Dom Dinis depois se esforçou por disseminar e que iria até onde fossem todas as naus das Descobertas e da Expansão?
Monday, August 10, 2009
A Maldição dos Templários, e o eclipse da Ordem em 14/9/1309

(anátema do último Grão-Mestre)
Caríssimas Tertulianas
CaríssimosTertulianos
Os textos de apoio já foram divulgados há muito e sei que o interesse de todos os tornou já avocados para esta nossa Tertúlia, pelo que me dispenso de os repetir, estando crente que muitos até os dispensariam dado que é inúmera a literatura desta temática.
Vamos assim reter a essência desta questão em poucas linhas:
Em 1291 perde-se São João de Acre (5 de Abril a 28 de Maio: 54 dias) e a polaridade da Ordem do Templo de França situa-se na Ilha de Chipre. Qualquer “campanha” contra esta Ordem teria sempre êxito por se ter perdido a Terra Santa, para além do poder material da sua estrutura.
O Prior da Comenda de Monte Falcão, Sequin de Floryan, após ser expulso da Ordem, denuncia perante Jaime II de Aragão escândalos e corrupções, não merecendo do “Aragonês”(dizia-se Salomão do Ocidente) qualquer atenção, pelo que toda a sua vingança é oferecida ao Rei de França, Filipe «o Belo», ávido por arranjar uma motivação credível que materializasse a sua arquitectura de consolidação do poder real e das finanças de sustentação.
A 14 de Setembro de 1307 chancela Filipe IV a Ordem de Prisão de todos os Templários, dirigida aos Oficiais Reais de todas as Regiões da França, para ser aberta apenas a 13 de Outubro desse ano. Dois anos mais tarde, a 14 de Setembro de 1309, os Templários franceses, ainda em liberdade e que não tinham seguido o exílio, entregam-se às prisões do Rei, em haraquiri sagrado. Todos tinham de ser ouvidos sobre as 11 acusações fabricadas por Nogaret.
Seja maldição ou não atribuída ao último Grão-Mestre da Ordem do Templo, certo é que até chegar «alguém» ao patíbulo de Luís XVI, em 1793, para dizer «Jaques de Molay estás vingado», ocorreram os seguintes factos:
Filipe IV morre em 1314, na noite de Santo André, extinguindo-se a sua linhagem em 1328 (200 anos após o Concílio de Troyes), por os seus 3 filhos, Luís X, Filipe V e Carlos IV, terem morrido sem deixar descendência, sendo apelidados de «reis malditos». O Papa «maldito» morre antes, a 20 de Abril de 1314.
A mesma maldição do Ramo dos Capetos se repete no dos Valois, com os 3 filhos de Henrique II, Francisco II, Carlos IX e Henrique III, bem como no dos Bourbons, nos 3 irmãos Luís XVI, Luís XVIII e Carlos X.
Com 22 Grão-Mestres da Ordem do Templo, em França, apenas existiram mais 22 reis, de Filipe IV ao guilhotinado Luís XVI. Para os querem contar 23 (o X ou Y dos 22 cromossomas ou Arcanos) então Luís XVII (17) morre num mistério trágico, como trágico era uma Ordem com 2 Grão-Mestres, com o «banido» Jean de Thierry (1184-1188), recusando-se pegar em armas contra o Saladino, em tempo do maior sanguinário e infâme Grão-Mestre Gérard Ridefort, quase auto-eleito em 1187, por intrigas, ambições e corrupção da Ordem.
Em 1315, em quase toda a Europa, as sucessivas chuvas torrenciais, durante 3 anos, originaram fome, desnutrição e ruína económica, culminando com a Peste Negra de 1348.
Filipe de Marigny, Arcebispo de Sens, que ordena o 1ª Fogueira a 13 de Maio de 1310, onde ardem 54 Templários, teve morte misteriosa.
Muito se tem escrito sobre os Templários, mas só se pode escrever o que se prova, em raciocínio académico. Sabem os verdadeiros Templários a verdade da CHAVE de uma missão por cumprir, incumbida a Portugal, sem revelação, mas revelada aos verdadeiros Iniciados desta Ordem que nunca deixaram de existir. Não se é médico por se ler livros de Medicina, mas jamais se será Templário se não for por Iniciação no Plano Imaterial.
Amadas Amigas e Amados Amigos desta Tertúlia:
Deixo ao vosso pensamento as seguintes questões que se acreditardes nos seus axiomas um dia tereis a REVELAÇÃO da Senhora da Iria, existente numa Igreja de Tomar, «vinda» do século IX, bastando para tal meditar na simbologia iconográfica existente na base da torre da Igreja de São João Baptista de Tomar, no Largo da Estátua a Mestre Gualdim Pais, tão idêntica nas ruínas do Palácio de Cnossos, na Antiga Grécia, ou na Bandeira do Tibete.
Os 3 Pastorinhos de Notre Dame (Veríssimo, Máxima e Júlia), apareceram em Lisboa, em 307 d.C., 1000 anos antes de 1307, figurando o seu historial na Igreja de Santos, junto da Embaixada de França, sendo seu Dia a data de 3 de Outubro, ocupado que está sempre o Dia Litúrgico de 13 de Outubro com o único Santo-Rei da Europa, São Eduardo de Inglaterra, o qual morreu em 1066, 600 anos antes do grande incêndio de Londres.
A Bula Papal Datum Omne Optimum, lavrada pelo Papa Inocêncio II, ratificando a Regra e a Ordem estabelecida 11 anos antes (22:2), no Concílio de Troyes, em 1128, teve lugar a 13 de Maio de 1139, ocorrendo a 1ª fogueira contra os Templários 171 (17 de Portugal) anos depois, neste dia.
Em 139 a.C. assassinam Viriato, em 1139 (dia de São Tiago) ocorre o «Milagre» de Ourique, em 1319 surge a Ordem de Cristo (Papa João XXII, após o 21º ser de Portugal)) e em 1913, em França, o Rito Escocês Rectificado, de raiz cristã, surge com seus Graus Templários.
Sendo todas as Bulas principais datadas dos dias 22 (NOV1307: Pastorales que legitima a prisão dos Templários; MAR1312: Vox Excelsis, Vox Clamentis segundo investigado, com notação de 3 de Abril, que «extingue» a Ordem do Templo; MAI1312 (1311?): Rex gloriam virtutem excomungando todos os novos Templários), bem as nomeações Papais de Bispos e Cardeais, chegando a ser lavrada a de 22DEC1313 que nomeia os 3 Cardeais (Nicolas de Fréauville, Arnaud de Auch e Arnaud Nouvel) para decidir dos Altos Dignitários presos, verificamos que a França e Portugal assenta em bases 22 evolutivas.
Que a Ordem do Templo é erigida após 66 (22x3) Patriarcas de Jerusalém, sendo ela Consagrada por Théoclètes, o 67º após o Apóstolo João.
As Aparições de Fátima, em 1917, vão de 13 de Maio a 13 de Outubro, após ser Ministro dos Negócios Estrangeiros o sucessor e descendente de Egas Moniz, de mesmo nome e «Nobel» da Medicina, com Rudolf Hess. Assim existia, para além de Martim Moniz, Febo Moniz e Botelho Moniz ao longo de 9 séculos.
A Exaltação da Santa Cruz (14SET335) sempre foi seguida por Filipe o Belo, quer na feitura da Ordem Secreta, a 14 de Setembro de 1307, quer na feitura da Ordem Directa, a 14 de Setembro de 1309, dizendo esta: …d’árrêter tous les frères sans exception aucune, de les retenir prisonniers…de saisir leurs biens, meubles et immeubles,…dans tout le royaume de France…Dizia ainda a decisão real: les commissaires et l’inquisiteur doivent examiner la verité avec soin, par la torture s’il en est besoin… ils doivent être prévenus d’avoir à avouer ou être mis à mort. O Bispo de Sens que fez arder os primeiros 54 Templários a 13 de Maio era irmão do Tesoureiro do Rei, outro «maldito» de morte trágica, talvez violando o mesmo Arquétipo de l’or des róis celtes du Velay, cujo Guardião Eterno Templário é Arnulphe de Chapteuil, bem alusivo no filme de Indiana Jones, morrendo todos os que são ávidos de riqueza porque não procuram o GRAAL, dito que: le château de Tomar est-il le château du Graal, un édifice construit à l’image du Temple spirituel? Assim se pergunta ainda em França.
Qual será o verdadeiro SEGREDO DE FÀTIMA?
Bem-Hajam por me escutarem. João Santos Fernandes
Saliento, no entanto, o dia 14 de Setembro de 1309 como um marco final de «entrega» voluntária para julgamento dos Membros da Ordem do Templo, em França, Dia da Exaltação da Cruz, explicação que teremos oportunidade de melhor explicitar.
João Santos Fernandes
700 ANOS APÓS A QUEDA
1307-1309
Causas históricas
De 987 a 1328 a dinastia dos Capetos, com 14 Reis (o 1º Hugo, o Capeto) fizeram um esforço enorme para unificar a França, desmembrada no fim da dinastia anterior, a carolíngia (de Carlos Magno) em grandes terras feudais e eclesiásticas. Para a estratégia real de união, eliminar focos de independência e de riqueza a favor do poder do Rei seria melhor conseguida se tivesse o inicial apoio do Papa de Roma. Eliminando o poder do Sul de França, do Conde Toulouse, o rei Filipe Augusto (séc. XIII) com o Papa Inocêncio III, fazem a Cruzada contra os Albigenses (o extermínio dos Cátaros) e travam a Norte a guerra contra os Plantagenetas, inventando heresias e levantando fogueiras conta tudo o que era herético.
O engrandecimento da Ordem do Templo (criada em 1128, pelo Concílio de Troyes), começava a seduzir os Reis, até que Filipe, o Belo pede a sua matreira entrada nesta Ordem, a qual lhe emprestou enormes somas de dinheiro. Ao mesmo tempo cria o Rei os Estados-Gerais e uma nova classe de apoio, os Legistas (tudo o que servir o rei será lei), as bases do absolutismo, agora virado contra Roma (Papa Bonifácio VIII) e contra a rica Ordem do Templo, culminando o engrandecimento da monarquia com Luís XIV.
Causas enigmáticas
Quando uma Ordem espiritual, ou um Reino, viola as leis do Universo e se torna poderosa e material, definha porque esquece o ser humano. O poder templário e o absolutismo francês, em tempos diferentes, parecem cair de igual modo. O Rei Luís XVI (Revolução Francesa) condenado à morte pelo seu primo Filipe de Orleães, era o 22º sucessor de Filipe, o Belo. Jaques de Molay, era o 22º Grão-Mestre da Ordem do Templo e foi o último, queimado na fogueira. Para quem conte 23 Grão-Mestres (com Jean Terric), o 23º sucessor de Filipe, o Belo, o Delfim Luís XVII, desaparece em circunstâncias trágicas e de mistério. Diz-se que após Molay, de 1314 a 1804, mais 22 Grão-Mestres existiram, mas o que dá um fecho de ciclo iniciado em Toulouse, com o massacre dos Albigenses, é a ordem do Cardeal Richelieu, em 1632, para decapitar Henry II de Montmorency nesta cidade. Seria este o último Grão-Mestre da Ordem do Templo, secretamente reconstituída?
Coincidências da História ou talvez não
A Ordem do Templo era uma multinacional nos séculos XII e XIII. Em 1187, existiam 2 Grão-Mestres: Jean Terric (eleito em 1184) e Gérard Ridefort, eleito neste ano, por estratégias de poder. Em 1188 Jean Terric abdica, um caso raro. São 70 anos após 1118, o embrião da Ordem do Templo, em Jerusalém. Faltavam 118 anos para 1307, a prisão inicial dos Templários, a 13 de Outubro, Sexta-Feira, 22 anos depois de Filipe, o Belo, ter sido coroado Rei (1285), apenas com 17 anos. A Bula do Papa Clemente V (Vox in excelso) que irá abolir a Ordem do Templo, terá a data de 22 de Março de 1312.
Em Portugal e nos Reinos Ibéricos, tudo tem historial diferente, mas o Concílio de Salamanca que iliba os Templários aquém Pirenéus, é convocado para 13 de Outubro de 1318 (abre a 21) e a Ordem do Templo, sediada em Tomar, muda para Ordem de Cristo pela Bula do Papa João XXII (22), o prelado francês Jaques (nome de Molay) Duèse.
As origens das Cruzadas e a realidade Ibérica
Durante séculos, a partir das conquistas árabes, muçulmanos, judeus e cristãos, coexistiram na Península Ibérica, uma originalidade civilizacional de 711 a 1492. Mesmo em terras do Islão, o princípio da dhimma (protecção) durou 4 séculos (636-1078) e um dos mais poderosos Califas, Haroud-al-Raschid, enviou as Chaves do Santo Sepulcro ao Imperador Carlos Magno.
A causa primeira de todas as Cruzadas foi a aparição, no início do séc.XI, dos Turcos Selsjlúcidas que destruíram desde logo o Império Árabe de Bagdad e ameaçavam Constantinopla, por consequência a Europa. O último dia do Concílio de Clermont, em Auvergne, a 29 de Novembro de 1095, noite da Vigília de Santo André (e dia da morte de Filipe, o Belo) o Papa Urbano II dá a sua anuência ao pegar de armas para libertar o Santo Sepulcro. As Cruzadas iniciaram-se a 15 de Agosto de 1096, mas sem Reis ou Imperadores, pois estavam excomungados. O rei de França, então, se chamava Filipe.
Quando a Europa Central queimava heréticos nas fogueiras, o Rei Afonso X, o Sábio, avô do Rei D. Dinis, encorajava os trabalhos comuns das 3 religiões de Abraão. As Capelas Octogonais Templárias, como as de Eunate, Puy-en-Velay e Tomar, não foram cidadelas de guerra santa ou agências bancárias. As insígnias do Tosão de Ouro em Tomar, Ordem criada em 1431 para o casamento da filha de D. João I com o Duque da Borgonha, ano da morte dos Condestáveis de França (Joana d’Arc) e de Portugal (D. Nuno Álvares Pereira), números de 1314 na morte de Jaques de Molay, dão um cunho de espiritualidade Templária diferente de Jerusalém e depois patente nas Caravelas dos Descobrimentos, com a Cruz de Cristo.
O Ciclo Templário de 1307/1309 ao longo da História.
Quando o convertido Rei de França, Clóvis, em 507, ocupa o Reino de Toulouse, há 1500 anos, destronando o Rei Visigodo, Alarico, que aqui tinha convocado o Concílio de Agde, a 11 de Setembro de 506, unindo todos os cristãos, jamais houve paz e ainda hoje o problema Basco é disso fruto, pois apenas se soube resolver Andorra. Os que fugiram para aquém dos Pirenéus, precisam de estudar as suas origens. Vejamos o que passou, em efeméride, em 2007, para além dos 1500 anos após Clóvis:
800 anos após a excomunhão do Conde de Toulouse, Raymond VI, por aderir à causa dos Cátaros.
700 anos após a prisão dos Templários, os quais se acabam por entregar, sem resistência, na data de 14 de Setembro de 1309, segredo litúrgico.
500 anos após Lutero, com 24 anos, se ter insurgido contra as indulgências e a Inquisição.
400 anos após se ter criado a Nova França, no Canadá. Samuel Champlain, em 1608, fundará o Québec, pomo de discórdia da frase de De Gaulle: viva o Québec livre. Livre de quê?
300 anos após uma outra Ordem, a Companhia de Jesus, em França, ter iniciado a Cruzada contra os Jansenitas e em 1709 terem sido expulsas 22 idosas religiosas de Port-Royal des Champs. Uma repetição Cátara, com fogueiras e prisões, de tal modo que em 1715, ano da morte de Luís XIV, haver mais de 2000 pessoas presas. Como na Ordem do Templo, o Papa em 1773, abolia os Jesuítas, restaurando a sua Ordem, como em Portugal, onde está o seu primeiro Mosteiro, em Lisboa, na Mouraria.
200 anos após 1807, quando Napoleão ocupa o Vaticano e se proclama de Carlos Magno, herdeiro de São Pedro e Mestre Supremo de Roma.
Uma conclusão para meditar
Quando estamos a analisar a fuga da Corte para o Brasil, 200 anos após a prisão dos Templários ou falamos sobre o assassinato do Rei D. Carlos I esquecemo-nos de criar um verdadeiro Código da Vinci (e não a patranha que nos venderam) para grandes ciclos da História dos Povos e da Humanidade. Como foi selada, com rituais Templários, a Velha Aliança Portugal-Inglaterra, é preciso analisar que o assassinato do Rei Carlos I de Inglaterra deu origem à República Inglesa ou de Cromwell. Outrossim em Portugal, em 1910. Mas é o casamento da filha de D. João IV, negociado pelo Padre António Vieira, o Jesuíta da Profecia e do Delito de Opinião, que vai restabelecer a Monarquia Inglesa, com Carlos II.
Podemos não ser Templários ou de qualquer Ordem, pois Cristo não nos ensinou poderes ocultos. Através de São Paulo, o que perseguia cristãos e nem foi seu discípulo em vida, aprendemos que somos Deus (despertai o Cristo que está em vós) e que só precisamos de ver, claramente visto. Sabemos que é assim em todos os credos-de-fé, mas hoje é difícil despertar os Templários de Alá, os Fidâ’iyûn, como em 1090, em Alamut. Sabia Abrão, aos 99 anos chamado Abraão, que viriam os Cavaleiros Essénios para evoluir a Humanidade. Tomar é esse Arquétipo, por isso o rio Nabão dos Templários evoca os Nabateus, o povo do Templo de Petra.
Quando hoje muitos analisam o 11 de Setembro de 2001, se esquecem de um ciclo menor da Lua, de 28 anos, sobre o 11 de Setembro do Chile, ou 28 anos sobre as Torres de Hiroshima e Nagasaki. Assim viria a cair o Muro de Berlim, 28 anos após 1961.
Fechadura final
Por muito que se esgrima no plano teológico, filosófico ou de qualquer tese académica, a Iniciação nos Mistérios é tão simples que basta seguir duas Leis Básicas do Universo: tudo é acção-reacção, segundo Matrizes Universais e tudo o que está em Cima é como o que está em Baixo. Na Gruta de Belém estavam os Reis Magos.
João Santos Fernandes(*)
Textos de apoio-2
Réflexion d’un serviteur de Dieu,
Au Monde et à moi-même.
Joao Fernandes
Clef de l´énigme Templier en France
Pour des motifs peu connus Philippe le Bel demanda son affiliation à l’Ordre du Temple et fut le premier roi de France à pouvoir visiter la cité des Templiers, une vue de splendeur pour les appétits du roi dont les finances avaient été mises à mal par des guerres incessantes.
De 987 à 1328, la dynastie capétienne, avec 14 rois, travaillèrent d’un effort persévèrent à une même œuvre qui fut considérable, l’unification de la France, moncelée en grands fiefs depuis la fin de la dynastie carolingienne (4 duché, 7 comté et 7 évêchés-comtés).
Le domaine royal, agrandi au Nord et à Ouest par la lutte contre les Plantagenets, s’étendit au Sud par la croisade des Albigeois. Le roi Philippe Auguste, avec le pape Innocent III, contre les hérétiques sujets du comte de Toulouse (l’un des plus puissants seigneurs du royaume) avait donné à Philippe le Bel une même rêve et son mariage avec la fille du comte de Champagne commença à déborder sur l’ancienne Lotharingie, comme Languedoc.
Pour achever l’unité du royaume, Philippe essaya d’enlever aux rois anglais leurs dernières possessions de France, et de soumettre des villes du comté de Flandres. Pour crier un autre pape Innocent III, en 1305, Philippe faisait élire pape l’archevêque de Bordeaux, Clément V. Le roi n’avait pas la piété de son grand-père, saint Louis, mais un politique peu scrupuleux comme Philippe Auguste.
À cause des luttes avec le pape Boniface VIII et après avec le procès des Templiers, Philippe le Bel avait crié des personnages nouveaux : les Ètats-Génèraux et les Légistes. Les premiers, ces assemblées, étaient composées, non pas de députés élus par les Français, mais de personnages notables, choisis et désignés par le roi lui-même parmi les nobles, les ecclésiastiques, les bourgeois, jamais le peuple. Ces notables étaient réunis, non pas pour délibérer et discuter avec le roi, mais pour entendre ses décisions, dire oui à tout ce qu’il demandait et rapporter dans les provinces les volontés du souverain.
Les Légistes posaient en principe que «ce qui plait à faire au roi doit être tenu pour la loi». C’est le principe de la monarchie absolue qui devait triompher en France trois cents ans plus tard et durer jusqu’à la Révolution. Louis XVI, condamnaient à mort par son cousin, Philippe d’Orléans, était le 22 ème successeur de Philippe le Bel. Jaques de Molay étaient, le 22 ème Grand Maîtres du Temple. Même avec 23 Grands Maîtres, non oubliant Jean de Terric, la malédiction reste «numérologiquement» valable, puisque le 23 ème descendant de Philippe le Bel était le Dauphin Louis XVII qui disparut dans circonstances mystérieuses et tragiques. On dit qui après 1314 jusqu’à 1804 une autre tranche de vingt-deux Grades-Maîtres avait lieu. Henry II de Montmorency, décapité à Toulouse sur l’ordre de Richelieu en 1632, était-il le dernier Grand-Maître de l’Ordre du Temple secrètement reconstitué ? .
En 1294, Philippe le Bel, ayant besoin d’argent, leva un impôt sur le clergé. En 1301 le pape, sans demander le consentement du roi, créa un nouvel évêché dans le royaume de France, à Pamiers. Le roi fit arrêter l’évêché, Bernard de Saisset, sous prétexte de haute trahison. L’accusation formulée par un légiste, Guillaume de Nogaret, était fausse. En 1303, le roi senti que l’appui de la nation lui était indispensable et, pour soulever la nation, publia une fausse bulle, où il exagérait les prétentions pontificales. Au mois d’avril 1303 le pape Boniface VIII excommuniait le roi de France.
La mort de Boniface, un mois après l’attentat d’Anagni, en 7 septembre 1303, commandé par Nogaret et la famille des Colonna en Italie, donnait la victoire au roi de France. Le nouveau pape Benoît XI leva l’excommunication lancée contre Philippe, mais refusa d’absoudre Nogaret. Nogaret le fit empoisonner. C’était très « dangereux » empoisonner le pape Boniface VIII, Benedetto Caetani, parce qu’il était Grand Initié de l’Etoile Glorieuse, un Ordre de trace mystérieuse et énigmatique, dans les Mystères de la Tradition Ogdoadique, avec influence dans l’architecture et le rituel de l’ancien Ordre du Temple. Après 500 ans (1807), dans une lettre, Napoléon rappelait l’arrestation de Boniface VIII par les agents de Philippe le Bel, ayant été communiqué au colonel de gendarmerie Radet (« Nogaret »), changé de l’organisation de la police en Italie. Le 6 juillet 1809, le jour de la bataille de Wagram, il entra par effraction au Quirinal et mi en arrestation le Pape. Pie VII refusa de donner l’investiture spirituelle aux évêques nommés par Napoléon.
En 1305, Philippe le Bel faisait élire pape l’archevêque de Bordeaux, Clément V qui finit par s’installer à Avignon (1309). Philippe arracha à Clément V l’abolition de l’Ordre des Templiers dont il convoitait les richesses. La bulle Vox in exelso, du 22 mars 1312, supprima l’Ordre mais le pape ne l’abolit pas. Bertrand de Goth, le pape, était l’un des rejetons de Bertrand de Blanquefort, l’un des grands administrateurs de l’Ordre, élu Grand Maître en 1156, mort en 1169 (13 ans). Sa famille s’unit aux De Goth, une grand lignée de Guyenne et Gascogne.
En 1306, menacé par une violente émeute populaire, préparé par le roi, Philippe se réfugia dans l’Enclos du Temple. C’est à sa demande, et à celle du pape qu’un an au paravent, Jaques de Molay quitta Chypre pour s’installer à Paris. Se liant d’amitié avec le Grand Maîtres du Temple, le roi lui demanda d’être le parrain de l’un de ses fils et, aux obsèques de la belle-sœur du roi, c’est le Grand-Maîtres qui fint le cordon du poêle. Philippe le Bel utilisa l’or du Temple pour acheter l’île d’Oléron, et doter sa fille Isabelle de 500 000 livres, lons de son mariage avec le roi d’Angleterre. Philippe empruta aux Templiers 725 000 livres.
L’Ordre du Temple devint une véritable multinationale des XII ème et XIII ème siècles, ce qui suscita les pires jalousies de la parte des rois. Quelques Grand-Maîtres ne voulont que le pouvoir et la puissance temporelle, comme Gérard Ridefort, élu en 1187, puissant protecteur (avec Honorius, patriarche de Jérusalem) du comte Guy de Lusignan au comté de Jaffa et depuis au trône de Jérusalem, malgré l’opposition des Templiers. Il y avait en 1187 deux Grand-Maîtres : Ridefort et Jean de Terric, relu en 1184 il abdiqua en 1188. À cet an commença l’anathème du Temple, 70 ans après 1118 et 118 ans avant de 1307. Les Lusignan emmenèrent la chrétienté d’Orient à la catastrophe et à la mort.
Philippe le Bel, monté sur le trône à 17 ans, en 1285, procéda contre les Templiers comme on avait procédé contre le pape Boniface VIII. Le 13 octobre 1307 les Templiers furent arrêtes en masse par toute la France, 22 ans après le couronnement du roi et 100 ans après l’excommunication du comte de Toulouse, Raymond VI, par le pape Innocent III, par volonté et désire de Philippe Auguste, roi de France, pour acquis à la cause cathare. Contre les Templiers comme contre les Albigeois.
Il y avait, en effet, des Templiers dans les autres pays, mais les souverains n’étaient nullement décidés à imiter Philippe le Bel, comme Portugal. La branche portugaise de l’Ordre du Temple fut recrée en 1319, sous le nom d’Ordre du Christ, nommé tout d’abord Milities Christi, par la bulle du pape Jean XXII (22), le Français Jacques Duèse. Aux royaumes de la Péninsule Ibérique, les Templiers furent reconnus innocents à l’unanimité du concile de Salamanque, ouvert le 21 octobre 1318.
Pendant plusieurs siècles, à partir de la conquête arabe, musulmans, juifs et chrétiens ont coexistés dans la Péninsule Ibérique, une originalité de 711 à 1492. En terre d’islam, le principe de la dhimma (protection) avait fini après plus de 4 siècles (636-1078) et l’un des plus puissants des empereurs arabes, le Kalife Haroud-al-Raschid, avait même envoyé à Charlemagne les clefs du Saint Sépulcre.
La cause première de toutes les croisades est, en Orient, l’apparition, dans le cours du onzième siècle, d’un nouveau peuple musulman, les Turcs Seldjoucides. Les Turcs détruisirent l’empire arabe de Bagdad. Ils menaçaient Constantinople par conséquent l’Europe. Aux croisades, avec mise en route fixée par le pape français Urbain II, au 15 août 1096, pour la délivrance du Saint-Sépulcre, aucun roi ne prenait part. Le roi de France, Philippe, et l’empereur Henry IV était excommuniés. Malheureusement le peuple chrétien pour la délivrance de Jérusalem sera français, allemand et italien.
Le pape Urbain II, un Français, avait réuni un concile à Clermont, en Auvergne, pour s’occuper de la réforme du clergé de France. Le dernier jour du concile, le 29 de novembre 1095 (le jour de la mort de Philippe le Bel en 1314), nuit de la Vigile de saint André, fut une invocation aux armes pour la délivrance du Saint-Sépulcre. Obtenir le pardon des fautes et gagner une place en paradis sont paroles de tous les chefs pour des personnes pénétrées de cette croyance, en croisades de l’Histoire. Hier et aujourd’hui.
Un Grand Initié, Arnaud de Brescia, proche du philosophe et théologien Abélard (1079-1142), agitait Rome et France avec les vices et les abus du clergé. Le succès de ses sermons, a la fin des années 1130, inquiétant les autorités ecclésiastiques et surtout saint Bernard de Clairvaux. Au Concile de Sens (1141) Abélard fut condamné sous la pression de saint Bernard qui lui reprochait de soumettre la foi et l’Écriture à l’examen critique de la raison. Arnaud se trouvait aussi à Paris, mais il reprendre le chemin de l’exil. Il se rendit à Zurique. Saint Bernard l’apprit et alerta les autorités religieuses. En 1155 (10=55 et 55=11x5), arrêté par l’empereur Frédéric Barberousse (1152-1190) puis livré au pape Adrien IV, Arnaud de Brescia fut pendu, son cadavre brûlé et son cendres jetées au Tibre pour éviter tout culte populaire sur son tombeau. On peut dire qui Arnaud fut le précurseur des libertés démocratiques, la première victime officiel de la bûcher, avec la pression de saint Bernard et le l’Ordre du Temple en France et une espérance avant saint François d’Assise.
En 1314, avant l’heure de la bûcher de Jaques de Molay, le Grand-Maîtres déclara : je ne suis qu’un pauvre chevalier illettré. La vérité c’est qu’il existait une autre hiérarchie templier, inconnu. Certains historiens donnèrent à ces gouvernants le nom de Temple Noir. Je peu dire que les « inconnus » nous avons donner une leçon initiatique : après le suplice de Jaques de Molay, des compagnons et des chevaliers, vêtus en maçons libres s’approchèrent du bûcher pour en recueillir les cendres, les jetèrent en direction du palais du roi, et prononcent l’énigmatique macbenash. En 1431 (1000 ans après le concile de Éphèse qui a condamné Pélage), une année avec les mêmes nombres de 1314 (1000 ans après le concile de Arles, la « guerre » des évêques de Rome et Bretagne), avec le même procès des Templiers, qui est-ce qui a dit macbenash avec les cendres de Jeanne D’Arc qui les Anglais firent jeter à la Seine ? . La Filiation dite d’Aumont, de Beaujeu, de Larmenius, peut-être seulement par l’archange saint Michel qu’elle vit, au milieu d’une grand lumière en 1425 ?
Aujourd’hui, en 2007 :
· 800 ans après l’excommunication de Raymond VI, pour acquis à la cause cathare.
· 700 ans après l’arrestation des chevaliers dans toute la France. Bernard Gui est nommé inquisiteur à Toulouse. La justice royale de Philippe le Bel adopte la procédure inquisitoriale. Le système français est régi aujourd’hui par des procédures de l’Inquisition, et qui sont enracinées avec le Code d’instruction criminelle de Napoléon, en 1808, élaborée en 1807. La loi du 15 juin 2000 n’a pas rompu avec l’héritage de l’Inquisition.
· 600 ans après l’assassinat du duc d’Orléans, Louis, frère de Charles VI.
· 500 ans après Luther, avec 24 ans, s’élever contre l’abus des indulgences et la Inquisition. La bulle d’excommunication de Luther fut jeter par lui et les étudiants dans un bûcher à la place de l’église de Wittenberg. La crise provoquée par Luther, comme la crise de Arnaud de Brescia, eut un double résultat : un Concile à Trente, comme Troyes, et la création des ordres nouveaux, la plus remarquable la Compagnie de Jésus (…consacrer au service de Dieu, d’aller en Palestine pour y travailler à la conversion des musulmans et servir les pauvres, enfin d’obéir en tout aux directions du pape-le 15 août 1534- Ignace de Loyola, François-Xavier, trois Espagnols, un Portugais et un Savoyard) comme l’Ordre du Temple, sans armes.
· 400 ans après la Nouvelle France sur les rives du Saint-Laurent, au Canada. Samuel Champlain, un capitaine de la marine royale, fonda Québec en 1608.
· 300 ans après le recommencement de la persécution du Jansénisme ( le plus célèbre janséniste fut Arnauld), avec « l’épée » des Jésuites. Brûlées et emprisonnés beaucoup de fois, en 1709 vingt-deux vieilles religieuses établies à Port-Royal des Champs, en furent expulsées par le lieutenant général de police, assisté de 300 soldats. Quand le roi de France, Louis XIV- qui avait un Jésuite pour confesseur- mourut (1715) plus de deux milles personnes étaient emprisonnés par le zèle orthodoxe du roi et des Jésuites. Le pape, en 1773, abolit la Compagnie. François-Xavier savait pourquoi.
· 200 ans après « la revanche des Templiers » quand Napoléon, en 1807, fit d’abord occuper les États pontificaux. Napoléon se réclamait de Charlemagne, « Empereur des Français et son auguste prédécesseur », donateur du patrimoine de Saint-Pierre, par conséquent maître suprême de Rome.
· 100 ans après la renaissance du Rite Ecossais Rectifié par la main de Édouard de Ribaucourt (née à Suisse, en Payerne, le 8 décembre 1865) qui en 1910 fit renaître la Loge Le Centre d’Amis fondé sur le 2 février 1793 (10 jours après la mort de Louis XVI, avec absorptivité de la Loge Guillaume Tell), par la main de Alexandre Roettiers de Montaleau, fondateur du Grand Directoire de Neustrie, en 1807, donc l’Ordre des Chevaliers Bienfaisants de la cité Sainte existé, sains avoir confusion qui sont les nouveaux Frères Élus. Est-ce J.-B. Willermoz le savait ?. Il y a vraiment la Classe Secrète d’un Ordre Intérieur comme C.B.C.S., mais ni tous « voit » les Frères de l’Ordre de Chevalerie Céleste.
· 1 ans après la France (et l’ancien comté de Flandres) avoir dit Non a une nouvelle Europe, seulement avec les États-Généraux de Philippe le Bel et l’argent des nouveaux Templiers d’une autre Table Ronde. La Déesse Europe n’a besoin des Empereurs ni de sociétés secrètes à prétention initiatique. Pour être reçu au Chambre du Milieu, référence à un Royaume du Centre, on doit, seulement, avoir la connaissance de Dieu en nous et de nous en Dieu. Malheureusement, aujourd’hui, la famille n’est pas une école ésotérique. L’argent global, comme en 1307, a été la cause de la maladie.
La différence parmi Bagdad en 1107 et 2007 c’est nulle. L’occupation des Turcs et des Américains sont des cycles, même sains Templiers. La différence parmi les situations des Arméniens et des Kurdes en 2007 et 607 av.-C. c’est nulle. Une coalition des Babyloniens et des Médes, comme les Etats-Unis et Royaume-Unie, ruina l’empire assyrien et sa capitale.
Aujourd’hui, comme pendant les siècles, on cache la vérité aux populations. Nous avons besoin des Ordres Initiatiques. Il y a plusieurs, mais la plupart d’entre elles assument d’autres fonctions que la fonction Initiatique. Le « monde » encourage seulement celles-ci avec l’action sociale ou se rapprochent des clubs de service. L’Ordre du Temple, en France, a oublié :
Toute guerre gagnée est gagnée d’avance par la préparation qui a été faite. L’aide divine n’intervient jamais contre les mouvements de la volonté.
Le combat intérieur, appuyé sur le bâton et avançant à la lumière d’une lampe comme l’Hermite, symbolisée aussi au « Candélabre Neuvième ».
Le 13 octobre 1307, vendredi, plus que le double Treizième Arcane, du jour et de l’année, nous « voit » la Rose, avec 13 pétales, comme Notre Souverain Maître et ses Apôtres. Le vendredi 13 mai 1239, environ 180 hérétiques sont livrés aux flammes, en Champagne. Les bûchers de Robert le Brouge et du pape Grégoire IX n’avait pas être condamné par les Templiers de France. Aux royaumes de la péninsule Ibérique, beaucoup de fois, les fils des rois ont complété son éducation auprès des émirs et des écoles musulmanes. Quand l’autre Europe brûlait les hérétiques le roi de Castille Alphonse X le Sage encouragea les travaux communs des érudits juifs, chrétiens et musulmans. Son petit-fils, roi de Portugal, Dinis le Laboureur, avec ses Ordres, a recrée en 1319, la branche portugaise de l’Ordre du Temple, nommé Ordre du Christ.
Qui la France et L’Eglise de Rome et les Ordres Initiatiques d’aujourd’hui faisaient de son mieux pour entendre l’originalité de la péninsule Ibérique. Les chapelles templières octogonale à Eunate et Puy-en-Velay ou celle du château templier de Tomar, ne sont pas lieu ou citadelles de la guerre sainte ou des agences bancaires. Ici, comme au Saint-Sépulcre, est le lieu de la transformation spirituelle intérieur, de la nouvelle naissance. Les sculptures et insignes de la Toison d’Or à Tomar donnent un sens spirituel a l’épopée templière, non à Jérusalem mais aux caravelles, frappés de la croix templière. Cette spiritualité finie le Philippe le Bel de Portugal le roi Manuel I le Heureux. Heureux non par sa bonne fortune mais pour voir Le Vingt et unième Arcane, Le Monde, répandu par les Portugais autour du Monde et qui fini avec Afonso de Albuquerque après 1507.
Le pape Jules II se refuse à donner l’Inquisition au Portugal, malgré les invocations du roi portugais. Le Pape de la Renaissance, du vraiTraité de Tordesillas, de la Chapelle Sixtine (nom de son oncle, le pape), un Frère Élu comme Boniface VIII, savait qui après sa mort ne reste au Portugal et en Espagne qui la croisade contre les nouveaux hérétiques. L’Ordre du Christ avait « sa mort » avec l’empoisonnement du roi Jean II le Prince Parfait . C’est difficile de dire si la règne ou une jeune femme, comme pour le pape Benoît XI, ont lui donné des figues empoisonnées dans une corbeille. Qui est la main de Nogaret au Portugal le 25 octobre 1495 ?.
Derrière le Message de Fátima 1917 et ses jours Alpha et Omega de 13 mai et 13 octobre, un lieu aux environs de Tomar et de son église Vierge d’Iria, il y a un rébus Templier :
· Le complot pour assassiner Viriato est accompli en 139 av.-C.
· La bulle Omne Datum Optimum, qui confirma la règle templière élaborée durant le concile de Troyes, en 1128, est accompli le 13 mai 1139.
· Le Mythe d’Ourique et la vision du roi de Portugal a lieu le 25 juillet 1139.
· Comme en Champagne le 13 mai 1239 (100ans après 1139), le premier massacre templier est accompli le 13 mai 1310, sur ordre du nouvel archevêque de Sens, Philippe de Marigny, 54 templiers montent sur le bûcher.
· Le concile de Salamanque, ouvert le 21 octobre 1318, avait donné 8 jour auparavant pour l’arrivée des délégations, c’est-à-dire le 13 octobre.
· La bulle du pape français Jean XXII (22), Jacques Duèse, Ad ea ex quibus, a recréé en 1319 au Portugal l’Ordre du Temple sur le nom d’Ordre du Christ.
· En France, en 1913, Édouard de Ribaucourt, serait le premier Grand-Maitres de la G.L.N.I.R. ou le Rite Ecossais Rectifié, au racine chrétienne, donne la lumière à l’Ordre des Chevaliers Bienfaisants de la cité Sainte.
· Le pape Benoît XV à la fin du I Guerre Mondiale a canonisé les Connétables de France et Portugal (morts en 1431) et à la fin de la II Guerre Mondiale le pape a été donné le titille Docteur de l’Église à saint Antoine de Lisbonne et Padua.
L’Histoire du Monde et des peuples, comme la nôtre vie dans une famille, c’est très facile d’entendre, parce qu’il y a toujours une matrice d’autant plus complexe que somme globale et universel. Il n’y a pas des erreurs dans les Matrices et ses règles sont action-réaction devant la perfection des objectives évolutifs.
Je vous donne un exemple simple pour un templier et difficile pour un politique : la résolution du problème basque, en Espagne. En 507, il y a 1500 ans, le roi catholique des Francs, Clovis occupa le riche royaume de Toulouse. Son chrétien roi wisigoth Alaric II trouva la mort et sa mission de réconciliation entre chrétiens et catholiques est finis, malgré le désire du concile à Agde, le 11 septembre 506. Avec un peuple réfugié au deçà des Pyrénées, la situation attend siècles pour une résolution. Les croisades contre les Albigeois et « l’autre Alaric, le comte de Toulouse » et les croisades contre les Basques et « l’autre Alaric, Sabino Arana Goiri » ont-elles résolut l’erreur de Clovis ?
Aujourd’hui, en 2007, l’ETA, les Basques, le roi d’Espagne, les Français et son Président doivent expliquer les origines et trouver la solution, comme les pouvoirs anciens ont trouvé pour Andorre.
Le mur de Berlin fut une construction humaine, mais il a durée une petite oscillation lunaire de 28 ans. Aussitôt le même temps parmi Hiroshima/Nagasaki et le 11 septembre au Chili et à l’égal de 2001 aux Etats-Unis.
Que c’est qui le désespéré Adolphe Hitler voudrait trouver au Château Templier de Tomar pour sauver sa guerre qu’il a commencée le 11 mars avec l’occupation de l’Autriche (rends célèbre au filme Musique au Cœur) et changée de batterie le 11 septembre 1939 en Pologne ? .
Je pense les gouvernements et toutes les organisations du monde ni s’aperçoivent qu’il faut exécuter le pouvoir avec Foi, Science et Raison, au nom de tous et pour tous. La globalisation sans avoir ni feu ni lieu serait comme le pouvoir des Templiers en France et le pouvoir de Philippe le Bel, sans son peuple, seulement avec les Légistes et les États-Généraux.
Le pouvoir des humains c’est très bien expliqué à la Bible par Livre de Qohelet : l’illusion.
La force mental, astral et céleste doit être réveiller. Comme a dit saint Paul réveillait Le Christ qui est à vous. Le Monde est marqué par un cycle de confusion et des forces obscures, dont les combats ont lieu sur plusieurs plans. Nous n’avons besoins des Templiers pour l’action sociale ou pour des services qui le « monde » tolère et encourage aux Ordres Initiatiques, aux mains des chevaliers soumis ont ne savait bien à quoi. Nous n’avons besoin des Templiers qui combat entre eux e ses Ordres, comme ils ont fait en Palestine et en Europe. Nous n’avons besoin des financiers Templiers pour susciter les pires jalousies de la part des pouvoirs et des peuples. Nous avons besoin de croire qui Dieu est dans nous-même et il faut aider l’Humanité par le « pensée-forme » en suivant la devise : non pour nous, seigneur, nom pour nous mais pour la gloire de ton nom. Nous avons besoin des Ismaéliens, les « Templiers d’Allah », l’Ordre qui s’établi en Perse en 1090, avant de s’étendre en Irak et Syrie, en 1181 (année 1118 pour les Templiers), avec ses moines, les Fidâ’iyûn, à la forteresse d’Alamut.
Comme disait La Fontaine en tout chose il faut considérer la fin.
Quand je suis élève au lycée, j’ai étudié l’Histoire de France et du Monde aux livres de Albert Malet. En comparaison de les autres historiens, sa vision « m’a donnée » la vision analogique de l ‘Histoire.
Pour tous que j’ai dit je termine avec analogie :
Le 13 octobre 1307 a lieu dans un jour qui pour la liturgie chrétien est à la dévotion de Édouard Le Confesseur, roi d ‘Angleterre mort en 1066, l’unique et vrai Chevalier du Temple qui je cognai au Moyen Age, comme roi. Un saint sans Ordre du Temple.
Philippe le Bel a fait aux Templiers la même chose qui le roi Édouard I d’Angleterre avait fait aux Juifs en 1290, fit courir des rumeurs sur des prétendus rites pendant lesquels ils auraient crucifié des enfants ou profané des hosties. Les rois avaient besoin d’argent.
Après la mort du saint roi anglais, le « 13 octobre 1066 », depuis 600 ans, en 1666, le feu qui a brûlé Londres cela devait arriver.
Celui qui sème le vent moissonnera la tempête, en 1307 comme en 2007. Grand merci pour votre attention.
João Santos Fernandes (*)
Sunday, August 02, 2009
I feira do Oculto encerrou dia 2 de Agosto às 24h com votos de boas férias! Recomeça a 26 e 27 de Setembro.
Bons dias!
Terminou mais um ano de actividades da Tertúlia, como sempre com o patrocínio do Alenquer Camping e do Bar do Além, de que se destacam para além dos almoços debate, a realizaçao do ritual do Solsticio de Verão, a I feira do Oculto do Bar do Além no primeiro fim de semana de Agosto, e o apoio a várias provas desportivas e de lazer no novo estádio de areia de praia do camping, nomeadamente de andebol e futebol de praia, e de petanca e golfe de praia.
No período anual de 2009/2010 a Tertúlia do Bar do Além, o Bar do Além e o Alenquer Camping vão desenvolver outras inciativas, e desde logo um campeonato e competição permanente de jogos de cartas de salão (canasta e king) de acordo com as inscrições dos interessados, e com classificaçao por equipas ou individual, a distiguir de acordo com prémios a definir. Os interessados devem desde já realizar a sua pré inscrição, que é gratuita. (mail bar.do.alem@gmail.com, tel 934289375)
Entretanto, os mensais e tradicionais Almoços Debate da Tertúlia, recomeçam no sábado 26 de Setembro, às 12h com o orador Cor. João Fernandes, sobre o tema: a Maldição dos Templários. Oportunamente seguirá o mail de informação.
Recorda-se que os participantes nas actividades da Tertúlia gozam de preços especiais no alojamento nos bungalows do Camping, e podem também reservar aqueles espaços para as suas festas e iniciativas particulares.
Para seguirem as notícias do Blog da Tertúlia os interessados a inscreverem-se como seguidores no próprio web site do blog, na rubrica seguidores, podem colocar para receberem informações regulares, apenas o seu e-mail.
Boas férias pois, e votos de regressos com ideias e propostas para o programa da tertúlia, inclusive de novos endereços de outros interessados nas nossas actividades! Bem Hajam.
Wednesday, July 29, 2009
I Feira do Oculto no Bar do Além de 31 de Julho a 2 de Agosto (Alenquer) - das 18h às 24h
COM:
Ana Pires(terapeuta vibracional)
Chetan Puri (guru orientador espiritual)
Isabel Gil ( tarologa)
Helena (runas )
Bancada de artigos HINDUS
mais informações em http://www.bardoalem.blogspot.com/
Sunday, July 26, 2009
I Open Nacional de Setas de Alenquer com apoio do Bar do Além (5 e 6 de Setembro 09)

Treinos e ensaios permanentes no Bar do Além,
Tuesday, July 07, 2009
Fotos da Cerimonia de evocação do Solsticio de verão de 2009
o texto do ritual utilizado e uma referência a cerimónia realizada encontra-se no post anterior: As fotos agora incluídas representam uma imagem parcial da cerimónia, e devem-se à gentileza de Tereza Del Pilar.
Sunday, June 21, 2009
Cerimónia de evocação do Solsticio do ano de 2009 a 27 de Junho (Midsummer Fest): Fotos e texto Ritual
1) O texto ritual recriado pelo Secretário da Tertúlia do Bar do Além, Luis Nandin de Carvalho, teve por base recolhas feitas na Internet, elementos de tradição oral de diversas origens, e o livro Os solstícios História e Actualidade de Jean Mabire e Pierre Vial (ed. Hugin, 1995).
2) Este documento nada tem de secreto nem tem a pretensão de constituir nenhum repositório de natureza histórica, nem de constituir nenhum procedimento para qualquer tipo de iniciação, ou práticas de superstição visando a obtenção de resultados ocultos.
3) Os elementos constantes do ritual contêm factores de evocação de práticas ancestrais imputáveis a remota origem celta, bem como de costumes de origem tradicional associadas à noite mais curta do ano (São João 24/Junho), prenúncio portanto do dia mais longo.
4) A decisão de levar por diante a evocação do Solstício de 2009, teve como ponto de partida a tertúlia sobre a teorização dos solstícios, realizada em 6/6/09, disponível aos interessados neste blog, e o interesse de um conjunto de membros da Tertúlia do Bar do Além, em realizar um exercício prático de uma cerimónia de evocação solsticial dita de mid summer.
- Dia 27 sábado a partir das 20h, chegada dos participantes inscritos préviamente, (maioritáriamente vestidos de branco) recepção e secretariado com entrega do ritual e de uma vela/tocha a cada um.
- Após o por do sol, após uam nota oral explicativa, deu-se a deslocação dos participantes em cortejo de fila silenciosa, para a plataforma da cerimónia, seguindo o Mestre-de-cerimónias com o seu archote.
- O Mestre Celebrante acompanhado de três Co-celebrantes assume a sua posição a Oriente ou nascente, (com uma mesa como altar) e os demais 3 nos outros pontos cardeais: Ocidente ou poente, Norte e Sul todos empunhando archotes. Forma-se assim um pentagrama, com o Mestre de Cerimónias, com cinco pontas, no quadrado dos pontos cardeiais, inscrito no círculo dos participantes.
- A cerimónia de evocação do Solstício de Verão foi desenvolvida de acordo com o ritual abaixo, dado préviamente em versão perliminar aos participantes, ligeiramente diferente da versão definitiva agora reproduzida.
***********************************************************************************RITUAL
ABERTURA
À chegada do cortejo dos participantes, conduzidos pelo Mestre de Cerimónias, com o seu archote aceso, no fogo do ano anterior, estão já presentes os celebrantes, nos pontos cardeais, revestidos por túnicas negras, e formando um quadrado (em 2009 foi emitida música adequada, com trechos de Beethoven) :
O celebrante do ocidente, a poente (archote apagado)
O celebrante a Norte (idem)
O cebrante a Sul) (idem)
- Mestre de Cerimónias (coloca-se ao lado do ponto a ocidente)
(com o seu archote aceso, simbólicamente a partir de um fogo do ano anterior)
- Minhas Senhoras e Senhores, Meus Irmãos
Neste final de um dos dias mais longo do Ano, e prenúncio da noite mais curta deste ano, encontramo-nos aqui livremente para celebrar a Festa Solsticial de Verão, atravès de um Fogo de São João, ao fim de um ano de trabalho de trabalhos e sementeiras, e em vésperas de colheitas.
Peço-vos que cada um queira tomar a sua vela/tocha em ambas as mãos, que será oportunamente alumiada, com transmisão do fogo do meu archote, e que participem neste grande círculo, por detrás dos celebrantes situados nos quatro pontos cardeais, formando um quadrado, e a distância cautelar , a fim de se evitarem incidentes.
(Pausa para os participantes munidos de velas formarem o Circulo, que de seguida são acesas através do archote do Mestre de Cerimónias, uma a uma, sem que os participantes saiam dos seus lugares, formando assim um anel de fogo)
Logo que sejam solicitados, vão testemunhar e participar em 3 fases sucessivas :
Agradecemos a todos a vossa presença e a vossa participação interessada!
- Celebrante do Sul – Foi com mãos humildes que recolheram da Mãe Terra os madeiros necessários a sua formação.
-C. do Oriente - Que dimensões tem a Fogueira ?
-C. do Norte -
-Três côvados de base,
- Quatro côvados de altura,
- Cinco côvados de diagonal
-C. do Oriente - Quem a protege?
-C. do Norte - Uma Imensa abóboda Celeste , cheia de estrelas!
-C. do Oriente -Está portanto sob protecção dos Espíritos Celestes ?
-C. do Oriente -Quem a guarda?
-C Norte - Cinco Grandes Archotes colocados à distância justa e que figuram assim, as Cinco Pontas Sagradas da Estrela.
P-C. do Oriente- Porquê?
Celebrante do Sul- Para que as Leis Celestes se reflictam sobre a Terra nas Leis dos homens, afim que aquilo que está em Baixo seja como aquilo que está em Cima.
-C. do Oriente. Que assim seja, é por isso que o traçado desta Cerimónia, e segundo a Palavra, é como a abóbada celeste em todas as suas partes.
Celebrante do Ocidente - Assim é, a fim que a Humanidade receba a Paz, e que a gloria dos pensamentos dos Homens permaneça em Harmonia.
Pausa
-C. do Oriente - Que o Céu se reflicta então sobre a Terra e que assim, no horizonte do Oriente, seja alumiada o primeiro Archote, a Nascente!
Mestre de Cerimonias dirige-se em esquadria, no sentido sinistorsum, identico ao periplo da luz solar, alumia o Oriente, e retoma o seu lugar,
-Mestre de Cerimónias alumia o Norte, retoma o seu lugar e depois de chamado, pelo Celebrante do Oriente, dirige-se para Sul
-C. do Sul - Afim que tudo seja perfeito do Ocidente ao Oriente, que seja alumiada o terceiro Archote, ao Meio Dia, a Sul!
Mestre de Cerimonias alumia o Sul, retoma o seu lugar, e depois de chamado, dirige-se para Ocidente
C. do Ocidente -Que o Céu e a Terra se unam, e que assim, seja alumiada a quarta Tocha no horizonte, a poente!
Mestre de Cerimonias em silêncio, alumia o Ocidente, depois rertoma o seu lugar
C. do Oriente - Que o Ocidente e o Oriente se unam agora, e que assim, no horizonte, do nascente ao poente, e do norte ao sul, fique completa a estrela Sirius de cinco pontas, no firmamento celeste.
È o momento de evocarmos os votos propiciatórios das três velas no altar :
Que o Mestre de Cerimónias acenda e consagre a vela vermelha !
- Que esta vela fique acesa em recordação de todos os mortos/ das familias que nos precederam nesta terra/ e sem os quais não seriamos quem somos!
Que o Mestre de Cerimonias acenda e consagre a Vela Azul !
- Que esta vela fique acesa em testemunho e fidelidade/a todos os faniliares e amigos ausentes/que não podem estar aqui connosco nesta noite/mas que partilham a nossa fé no eterno retorno à Luz
.
Que o Mestre de cerimónias acenda a vela Verde !
- Que esta vela fique acesa na esperança que todas as crianças/que vierem a nascer/ e possam perpetuar os nossos valores sob o fogo do sol !
C. Oriente -Que este simbolismo nos recorde o permanente combate diário da Luz sobre as Trevas.
C do Norte - Que esta nossa Noite não seja senão de Luz!
C do Oriente - No Início dos Tempos era a Lógica, e a Lógica estava perto de Deus Criador, e a Logica éra o Criador. Estava no Início próximo do Criador.
Tudo foi feito por Ele, e nada do que foi criado foi feito sem Ele. Ele era a Vida, e a Vida era a Luz dos Homens. E a Luz iluminava as Trevas, e as Trevas não a ocultavam.
C do Norte - Que todos aqui presentes e que nos circundam sejam animados, como nós assim estamos, de sentimentos fraternos, de união, de paz et de amor por todos os seres.
C do Sul- Que estes Lumes e Archotes Misteriosos que vão embrasear-se neste Fogo, nos recordem que a Chama Espiritual que nos foi transmitida, nunca fique jamais extinta em nós !
C do Oriente - Que os Archotes nos iluminem na realização da nossa Obra comum.
- Demos, todos os celebrantes, um passo, com o pé direito, em direcção à fogueira !
Que estas Chamas nos inflamem de solidariedade no trabalho, pois que as Leis da Harmonia que regulam o Universo nos dão um tão admirável exemplo.
C do Norte -Que a Luz nos acompanhe !
C do Sul - Que a Alegria esteja nos corações!
C. do Oriente - Que a Fraternidade e a Solidariedade reinem para Sempre!
Vivat, Vivat, semper Vivat-Todos :
C. do Oriente Que acendamos a Fogueira !
C. do Oriente, Norte, Sul, Ocidente e Mestre de Cerimónias, ateiam a fogueira com as suas tochas e regressam aos seus lugares.
PAUSA ..........:E logo que as chamas se ateiem na grande fogueira:
- C. do Oriente - Que seja lançado o insenso, a resina e a mirra.
- Que este Fogo, e estes perfumes olorosos purifiquem e envolvam todo o nosso ser!
- Que as nossas inteligencias se desenvolvam, e que os espiritos dominem sem cessar em nós os impulsos materiais inferiores
- Que as nossas alegrias sejam apenas as do SER e do ESPIRITO!
- Que a todos nós seja possivel sermos tão felizes cá em Baixo, como tal seja possivel ao Homem desejar lá em Cima.
Mestre de Cerimónias -Que o Fogo receba também o Sal, simbolo da amizade duradoura, e da imortalidade!
Mestre de Cerimónias deita sal (grosso) na Fogueira
- Celebrante do Oriente:
Que as chamas dancem alto,
E reaqueçam os nosso corações
Que as centelhas irrompam,
E tragam luz ás nossas almas.
Que as crepitações nos despertem,
Que os nosso votos e desejos se realizem,
Que o fumo suba alto
Em direcção ao criador,
No céu estrelado
Que as bençãos celestes recaiam sobre nós !
- Guardemos um minuto de silêncio para contemplarmos as chamas interiores e exteriores que nos animam.
Mestre de Cerimónias - Que se aproximem todos os celebrantes e testemunahs e juntem a sua chama à de todos nós!
- Que cada um venha dos seus pontos cardeais juntar o seu lume, antes da benção da evocação final concedida, para que os desejos e os votos de todas as almas sejam admitidos.
Os celebrantes um a um, à excepção do Mestre de Cerimónias atiram ou colocam ordenamente os seus archotes na Fogueira, sendo o último o Celebrante do Oriente, que além do seu archote atira ou coloca a vela vermelha, a azul e a verde retirando-as do altar,
Mestre de cerimónias- que se aproximem todos os participantes e testemunhas juntem a sua chama a de todos nós!
Todos Os PARTICIPANTES DEITAM/depositam as suas velas sobre a Fogueira, (e formulam os eu voto ou desejo) e depois retomam o circulo por detrás dos celebrantes.
Mestre de cerimónias : - Guardemos um minuto de silêncio inspirador para contemplarmos as chamas interiores e exteriores que nos animam.
C. do Oriente Que estas brasas, antes de desaparecerem, deixem nos nossos corações o Fogo do seu poder e da sua Força !
(curta pausa)
- Formemos a Cadeia de União !
Mestre de Cerimónias ( sempre com o archote aceso) :
- conduz a formação de Uma Cadeia Longa ( de mãos dadas) que, liderada pelo Celebrante do Oriente, como uma roda, dará tres voltas dextorsum, na busca da luz do Oriente, com epicentro na Fogueira, com início pelo Oriente, e retoma a este lugar, depois de passar pelos outros pontos cardeais.
Todos os celebrantes tomam parte nesta cadeia de união.
Terminada a terceira volta, a cadeia fica estática, no seu ponto de partida, mantendo-se todos de mãos dadas
Mestre de cerimónias - Meus Irmãos.. e meus AMIGOS.., congratulemo-nos pela cerimonia que cumprimos ritual e lealmente.
Que o símbolo das chamas que fizemos reviver, nos conduza por cada um dos dias vindouros para a Perfeição do nosso Trabalho.
Fiquemos Fortalecidos nos nossos corações pelo Amor do nosso próximo, e pelo sentimento de cumprimento dos nossos Deveres, como nós nos devotamos ao serviço da Verdade.
Que as nosssas futuras Festas Solsticiais do Fogo de São João sejam cada vez mais afirmadas pela união, e pela vontade de sermos uteis aos nossos semelhantes.
Que sejam para sempre um espaço de Paz e de Harmonia, e que a Cadeia das nossas mãos seja, a partir de agora, tão forte entre nós que nada possa, nunca a quebrar.
............
PAUSA de Poucos instantes
Celebrante do Oriente - Rompamos a Cadeia de União ao meu exemplo! ( e explica)
Acompanhem-me ao meu ritmo : largam as mãos, Levantam os 2 braços ao céu, e depois deixam-nos cair ao longo do corpo com uma palmada seca
(curta pausa, mantendo-se a formação do círculo)
Celebrante do oriente : A que momento devem os fogos de São João estar findos?
C do Norte - É meia Noite ! O momento chegou !
Celebrante do Oriente - Porque assim é, antes de nos separarmos com ordem e harmonia, que ressoe uma ultima vez na noite, o nosso sinal de alegria:
Vivat, Vivat, semper VivatTodos :
No final.......................o mestre de cerimonias empunhando o seu archote aceso, forma, sob a música da ode à alegria de Beethoven, conduz o cortejo dos celebrantes e Testemunhas participantes, para em coluna abandonarem em silencio a plataforma da cerimonia, e descerem para regressaram em fila e em silêncio à esplanada do agape.













