Thursday, September 27, 2007

Texto do almoço debate de dia 29/9 sobre O Caminho de Santiago








Experiências
psico somáticas
do Caminho de Santiago de Compostela


Resumo da intervenção proferida no almoço debate da Tertúlia do Bar do Além,




em Alenquer em 29 de Setembro de 2007





Se tiver que resumir toda a experiência psico somática de 8 dias de peregrinaçao, pelo caminho francês a Santiago de Compostela. pela Galiza, seria através de uma tosca seta amarela pintada num muro, ou pedra de xisto negro, ou no tronco de uma arvore, ou desenhada no chão. Porquê?

Por muitas razões. Por algumas impressões, e sensações.
Porque é uma via para o conhecimento, muito mais do que para um simples saber. Porque este caminho que reflecte na Terra, o das estrelas da Via Lactea, induz às mais profundas reflexões, que podem remontar a reminescências de povos da Atlântida, aos Gigantes do Genesis biblico, como aventa Louis Charpentier 8Santiagod e Compostela Enigma e Tradição, tradução da edicção francesa Laffont, 1971).

Primeiro, porque a seta não é mais do que uma concha vieira estilizada, símbolo do Caminho, hoje de Santiago, na sua componente proto cristã, e proto romana de Finsterra ou Finisterra. Prova de chegada ao fim da Terra conhecida até ao século XIV, e contraprova no regresso de ter atingido a meta proposta. Simbolo material tambem da civilizaçao costeira dos concheiros, sendo a concha simultanemente utensilio alimentar como colher, e prato do peregrino, malga de sopas, ou concha de agua de fontes de caminho. Não esquecer também o simbolismo mitológico da concha, fonte de vida, oriunda do Mar, caso do nascimento de Venus do quadro de Boticelli, ou ainda da concha baptismal, do renascimento, como quando São João Bpatista (irmão se Sao Tiago) baptizou Cristo nas margens do Jordão.




Segundo, por que pela sua cor amarela, bem identifica a rota solar milenaria dos povos da Europa em busca do mistério do Sol, que naturalmente não permitiam encontrar o local do seu nascimento a leste, pois a oriente a alvorada marca precisamente o início do periplo solar diurno. Ora a busca do Sol (e do ouro da sabedoria) só se poderia fazer para ocidente, buscando-o a poente...onde afinal o encontravam a mergulhar nas aguas do Atlantico. Isto obviamente quando se entendia que era ao sol que andava a volta da Terra... ver http://nautilus.fis.uc.pt/astro/hu/movi/corpo.html

Terceiro, porque este símbolo, triangular permite transformar qualquer pedra bruta em pedra cúbica, em pedra filosofal, de simbolismo tangivel a exprimir o domínio da mente sobre a matéria. A seta inserida numa pedra ou arvore transfigura-a em sinal. E não sera que a seta não é equiparável a uma estlizada pata de ganso, também com três veios, de acordo com a tradição celta, o mensageiro do outro mundo, e portanto situar-se na seta uma indicaçao de um caminho da morte inciático, isto é, da morte desta vida para ganhar um outro renascimento?


Assim, a seta, e amarela, é bem mais significante que apenas uma direcção. Sinaliza bem mais do que o destino para que aponta, pois evidencia e cataliza uma percepção, transmite uma verdade e um segredo. A seta é a simbiose elucidativa para quem procura um caminho espiritual, através de uma caminhada física, possibilitando assim e simultaneamente, a peregrinção interior, e a exterior. Isto é a dimensão e valência esotérica, e a exotérica. A seta é, e revela aquele iniciático e bom caminho. nem uma rota turística, nem uma senda de penitentes.



Desde modo, para quem tem olhos que não apenas vêm, mas que também observam, e que não apenas observam, mas também decifram, a seta amarela seja virada para a esquerda, seja voltada para a direita, ou mesmo empinada, e na vertical, só tem um significado último: apontar o caminho certo, para ocidente, para o poente, para o âmago da concha vieira, que nos aparece ao longo do caminho de Santiago em três posições distintas, das quais uma incorrecta, ou meramente profana.


A concha vieira, na vertical, com o seu epicentro voltado para cima, é a que está a encimar os marcos kilométricos, como representa a foto. Normalmente está esculpida em baixo relevo em granito, e de forma impressiva visa fálicamente, assegurar a justeza do caminho. É uma afirmação de presença confirmativa de que se está no caminho (sagrado) certo, que ainda falta percorrer uma determinada distancia kilométrica nela indicada, e simultanemante encerra um confiante símbolo protector do peregrino. Note-se que a distância indicada em Km é sempre reportada ao caminho que falta percorrer até Santiago de Compostela.





A concha horizontal com o seu epicentro à esquerda, em design simbólico correcto, representa tambem a caminhada para o ocidente, e evidencia a pluralidade de caminhos (francês, português, primitivo, etc) que permitem atingir esse objectivos pelos raios estilizados que equivalem às suas nervuras. Trata-se de um símbolo feminio de taça, recipiendiária, que indica a via para um acolhimento dos que buscam a verdade. Pode ser tambem usada como sinalização em vez das setas que esta estilização da concha natural comporta, e assim com o epicentro à esquerda se essa é a direcção correcta, e com ele para a direita se for este o rumo a tomar. (na foto esta concha aponta o caminho para ocidente, para a esquerda, e em sentido convergente, qualquer que seja a versão do caminho a percorrer).




A terceira concha que nos aparece ao caminho, é uma versão monstruosa, de mau gosto, e de insensibilidade simbólica, e consiste no prolongamente fálico na nervura média central da concha, de modo a poder evidenciar uma seta que aponta para o exterior da concha, e não para o seu interior, como esotericamente é a mensagem correcta no modelo acima descrito. Nada significa, senão um exercício profano de design incipiente, feito em prancheta, em abstracto, e revelador de ignorância cultural. (na foto esta concha pretende apontar o caminho para a direita).

Tudo isto para dizer que o Caminho de Santiago tem uma dimensão holística e uma origem proto-cristã, multimilenar, de natureza universal e iniciática, e transcende em muito o aspecto religioso, e ainda mais a natureza cristã e católica da motivação obvia de quem busca o túmulo de São Tiago (Santiago, St Jacques ou Saint James, em castelhano ou gallego, francês e inglês, e Jacobo em latim, e Giacomo em italiano), o apóstolo de Cristo, cavaleiro mata mouros também, irmão de São João, decapitado por ordem de Herodes no ano de 44, e depois levado de barca para um local que se veio a denominar de Compostela, (campo da estela ou do túmulo? campo de estrelas?) pelos discipulos deste evangelizador, onde foi sepultado. Numa palavra: já Sao Tiago para evangelizar a Ibéria, percorrera o caminho (o primitivo?) antes mesmo dele se chamar de Santiago...seguiu na terra a projecção da via lactea do céu, e assim parece ficar tudo dito.


Mas não fica. O caminho de São Tiago tem múltiplas dimensões secretas e misteriosas, por exemplo porque é que na XVII carta do Tarot da Estrela parece representada a via láctea, elemento fulcral do caminho? E porque é que no túmulo de Cralso MAgno, em Aix La chapelle, um baixo relevo espõe a revelação que lhe é feita pela representaçao da via lactea, do Caminho de Santiago?


Este facto - a sepultura de um apóstlo, veio a justificar a declaraçao de Santiago de Compostela (conjuntamente com Roma ) como as únicas cidades santas da Europa! Também este facto veio a determinar que no convento de Samos, O futuro Rei castelhano Alfonso II tivese sido educado e preparado para ser um dos grandes protectores e difusores do sepulcro de Santiago (redescoberto no final do século VIII), acção prosseguida entre outros, por Alfonso IX, falecido em Sarria em 1230, e peregrino de Compostela. Entretanto, em 1170 fora fundada a Ordem de Santiago (cruz e espada), e a que se juntou também a Ordem de Malta (antes Ordem de São João de Jerusalém) para protecção dos peregrinos no Caminho. Por outro lado a Oriente desenvolviam-se as Cruzadas, e a afirmação da Ordem do Templo (templários) para proteccção dos peregrinos.




Por isso anotam-se...agora, também alguns apontamentos da dimensão universal de Santiago, e que remontam a druidas, pagãos, celtas, pedreiros, monges, cavaleiros, construtores de catedrais, peregrinos cristãos, e de outras fés, crentes e não crentes:

No alto da cúpula do transepto da Catedral de Santiago o Olho de Deus inserido num triângulo, idêntico ao mesmo símbolo maçónico...do Grande Arquitecto do Universo, neste mesmo sentido, logo à entrada da Cidade a referencia estatuária ao peregrino Templario, guardião do caminho, mas com a cruz de Malta (?) e não com a cruz de espada de Santiago, sequer a cruz Templária.... Porém, o certo é que também guardaram o caminho de Santiago.

Mas não se pense que estes elementos sintomáticos são todos pertença do passado. Contemporaneamente há simbolos maçónicos feitos por peregrinos, e inseridos em varios pontos do caminho, como é exemplo do esquadro e compasso, que consta no painel de indicação de uma ciclovia, junto a roda dianteira da estilizada bicicleta (ver foto). E será que a última étape do caminho francês, tem mesmo o número 33, o mesmo do ultimo grau do Rito Escocês Antigo e Aceite da Maçonaria Universal? e Tiago...não foi também Mestre Tiago, um dos muitos ajudantes de Hiram Abiff, arquitecto contrato por Hiram rei de Tiro, apedido do reai Salomão para construir o Templo em Jerusalem? e Tiagos não eram os membros de uma confraria de pedreitos iniciados?
E que dizer do princípio ternário sempre presente no caminheiro, caminhante ou peregrino de Santiago. Não esta sempre em permanente articulação do seu corpo (os pés, e em geral todo o esforço físico) com o seu ânimo e determinação ( a alma ou coração) e num quadro de elevação do espírito à comunhão com o Universal?
E o facto demonstrativo afinal, da universalidade do Caminho de Santiago, está na própria emissão do certificado do peregrino, nos respectivos serviços, que nos apõem o ultimo carimbo na credencial, e verificam que efectivamente os ultimos 100km de caminho foram percorridos a pé...aqui é necessario preencher um questionário, e explicitar se a razão da peregrinaçao se deveu 1) a motivos religiosos, ou 2) religiosos e outros motivos, ou a 3) motivos não religiosos. Será surpresa dizer-se que as cruzes (no dia em que chegamos) em motivos religiosos são minoritárais, largamente minoritárias, avultando as motivações não religiosas?
Assim, o Caminho de Santiago é um percurso milenar, contrário ao sentido de rotação e de translação da terra em volta do Sol, antídoto à força centripeta, centrífugo, que se traduz numa viagem iniciática ao universo, numa peregrinação ao interior de nós mesmos, de reencontro com as perguntas ancestrais de quem somos, donde vimos e para onde vamos. Caminhando sozinho, não se sente o iniciando desamcompanhado, quer porque está em sintonia com o universo e o cosmos, de que faz parte, e que reflecte, e é dele reflexo, quer porque sente nos seus passos um solo pisado desde ha milhares de anos, por milhões de outros passos de outros peregrinos, que utilizaram a mesma rota do sol, o mesmo caminho de Santiago. Que repetem no solo a via lactea celeste. Está pois o peregrino acompanhado, e entre espíritos.

Fazer o mítico e místico caminho de Santiago, a pé, é decididamente uma experiência metafísica, para a qual só se deve aventurar quem estiver preparado, e estará preparado espiritualmente, todo aquele, e sempre, em algum momento da sua vida, se sentir a sua alma solicitar-lhe. Acrescente-se, que como experiência iniciática deve o caminho de Santiago ser percorrido em peregrinação, não em romaria, nem em excursão, nem em procissão. As oportunidades de meditação individual são constantes, e estas, sem espartilho de canones de rezas, ou modelos pre fixados, são mais dificeis, mas mais livres, abrangentes e promissoras. Só percorrendo o Caminho, é que se pode compreender que nós não fazemos o caminho, o Caminho é que nos faz, ele é que nos encaminha....

São raros os grupos numerosos, e se como na foto se vislumbram, são muitas vezes escolares, enquadrados por professores em experiencia pedagógica. Para os autênticos peregrinos não se trata pois de uma visita turistica de grupo. Nem de um martírio, nem de um simples cumprimento (pagamento) de promessa. Santiago deve ser pura e simplesmente a resposta a um chamamento ou motivação interior, que se encontra no silêncio da caminhada a solo...individual. Sózinho, mas não só.










Note-se ainda, que há peregrinos em cadeira de rodas, como a emocionante jovem korena, altamente deficiente, que a empurrava, assistida por um familiar, (ver ao lado foto) num esforço impressivo. Como também há peregrinos em bicicleta (estes para o serem reconhecidos têm de percorrer 200Km) e ainda há peregrinos a cavalo, cujos percursos nem sempre são coincidentes com os andarilhos pedestres.
Por mim, decidi ir a Santiago e ser romeiro, (mas não em rumo para Roma) porque surgiu uma oportunidade que me permitiu materializar uma intenção que já há longos anos vinha a alimentar. Precisava de falar comigo, ...eu e eu, tinhamos mesmo de falar um com o outro, e para tanto, o local e o tempo, foi em Setembro de 2007, e no caminho de Santiago.







Segui a pé, dia após dia, incluindo o do equinócio do outono, procurei por setas amarelas, e segui conchas, atravessei pontes, rios e ribeiros, passei por abrigos, quintas, fontes e fontanários, capelas, igrejas, casas, espigueiros, tabernas, albergues, calçadas, passei por pontes e calçadas romanas, sempre para Ocidente, e reparei que na perseguição do Sol, não havia caminho sinalizado de regresso. De facto, não há volta do Caminho de Santiago, pois ninguém volta o mesmo. Quem regressa volta diferente. E não volta pelos mesmos passos.



E segui os ultimos 152 km da peregrinação, desde a origem em O Cebreiro, depois Tricastela, seguindo a via pedestre por San Xil para Sarria, Porto Marin, Palas de Rey, Melide, Arzua, Pino, Monte do Gozo, e Santiago. Provavelmente cerca de 160km reais a pé. O Primeiro selo ou carimbo na credencial, foi a 17 de Setembro, último a 24, já no termo da Catedral de Santiago. Ficou em falta a ida a Finisterra, a Noya, possivel lugar de desembarque de um dos muitos Noés sobreviventes do dilúvio universal..


Passo a passo, em passadas regulares, com o som do rufar restolhado das botas na areia, no granulado de pedra desfeita , no roçar da rocha, e a pontuação metálica do pico do bordão. com a respiração a sublinhar esforços de subidas lá fui progredindo nos 152 Km. Ao longo de 8 dias.








Segui apoiado num varapau, bastão, cajado, bordão, stick, báculo, pico ou pau...(mas não numa bengala, nem numa vara) .É essencial para assegurar a combinação ternária propulsora com os dois pés, desenhando estes, no chão, os tres pontos do triangulo do equilibrio. Três passos são iguais a uma passada. Vi quem se desempenhava da marcha com dois bastões tipo ski sueco...num andar mais rapido...mas o objectivo nem era a marcha, nem a competição, mas a progressão do caminheiro, do andarilho, do peregrino, do romeiro, certa, pausada e compassada...ou seja ao ritmo de 1 passo, 2 passos, 3 passos e aqui, ferroar o bastão no chão ,pontuando a tripla avançada., alavancando a passada .














E se no chão ficam marcados os três passos, em esquadria triangular, o pico férreo do bastão, penetra na terra ou fere a rocha, depois de descrever um segmento de arco, tal e qual um segmento de um compasso...cruza-se o arco do compasso com o esquadro da passada, e temos um ...esquadro e compasso....ritmado, ritual. A geometria sagrada fica assim evidenciada, naturalmente. Bon Camino...pois.

Nas subidas nunca olhava ao cimo da montanha desencorajadora e desafiante, se o desafio era o caminho, a resposta era progredir, passo seguro, passo atrás de passo, sem parar a meio de subidas, de escarpas ou declives. Só lá do alto. arfante, se olha para trás, a ver o percurso vencido, o avanço ganho, e de olhos no horizonte a busca da meta seguinte. Sozinho comigo mesmo, com os meus medos ou receios, meus anjos e demónios, e com as minhas forças, mágico peregrino solitário, vou-me reconhecendo como parte integrante da Natureza. E por todo o lado, o milagre, a presença do Grande Arquitecto do Universo.

O tempo de peregrinação é o tempo de uma vida, nem sempre em alta, nem sempre em baixa, nem sempre chuva, ou sol, ou granizo. Há ceú azul, céu cinza, céu negro, há até céu branco e luminescente, há arco iris, há fumos no horizonte celeste, há ventos e redemoinhos, há folhas que esvoaçam, há a presença dos espiritos e das almas de gerações, e de gerações, da Humanidade que connosco se renova e renovará.

Santiago é um caminho, não é apenas um destino, a menos que este sejamos nós proprios. Nós, os nossos vivos, os nossos pensamentos, sonhos e pesadelos, ideias,
e ideais, e memórias, dos nossos mortos, dos nossos amigos, presentes, e dos que já se ausentaram...o nosso eu, quota parte do Universo. Todos incensados pelo botafumeiro no transepto da Catedral de Santigo ...durante a missa do peregrino das 12h do dia seguinte ao da chegada. Aleluia...


...Depois, tudo quase se termina quando exibido o nosso certificado de peregrinação com os carimbos (selos) apostos pelo locais visitados, desde igrejas, a albergues, tabernas ou alojamentos, se confirma que os dias passados, correspondem aos km percorridos, no mínimo de 100km, a partir do marco que identifica esta distância (ver foto), e nos é emitida a compostela em latim emitida em nosso nome, atestando a conclusão da peregrinação, em diploma simples mas digno, identico ao reproduzido no início deste texto.

Mas em boa verdade, o fim do Caminho, é o princípio do nosso Caminho, em nova etape, com novo Conhecimento, uma nova ascese, aquirida uma nova consciência do essencial da natureza da nossa existência.

Nota:

Monday, July 23, 2007

Organização de peregrinação a pé a Santiago de Compostela



A Tertúlia do Bar do Além tem em preparaçao para um grupo restrito os seus membros uma pregrinação a Santiago de Compostela ( não pelo caminho português) a partir de 17 de Setembro e que decorrererá por 8 dias, em percursos pedestres diários de cerca de 20km....nos cerca de últimos 150Km do final do caminho Francês a partir de Cebreiro, em que as etapes mais importantes são (clicar nos mapas para aumentar)

No início sera recitado o ritual do escomjuro Galego da Queimada, cerimonia de origem celta tradicional, em português conhecida também por espanta espíritos:

ConjuroVersión Original en Gallego:

Mouchos, coruxas, sapos e bruxas!

Demos, trasnos e dianhos, espritos das nevoadas veigas.Corvos, pintigas e meigas, feitizos das mencinheiras.Pobres canhotas furadas, fogar dos vermes e alimanhas.Lume das Santas Companhas, mal de ollo, negros meigallos, cheiro dos mortos, tronos e raios.Oubeo do can, pregon da morte, foucinho do satiro e pe do coello.Pecadora lingua da mala muller casada cun home vello.Averno de Satan e Belcebu, lume dos cadavres ardentes, corpos mutilados dos indecentes, peidos dos infernales cus, muxido da mar embravescida.Barriga inutil da muller solteira, falar dos gatos que andan a xaneira, guedella porra da cabra mal parida.Con este fol levantarei as chamas deste lume que asemella ao do inferno, e fuxiran as bruxas acabalo das sas escobas, indose bañar na praia das areasgordas.

¡Oide, oide! os ruxidos que dan as que non poden deixar de queimarse no agoardente, quedando así purificadas.E cando este brebaxe baixe polas nosas gorxas, quedaremos libres dos males da nosa ialma e de todo embruxamento.Forzas do ar, terra, mar e lume, a vos fago esta chamada: si e verdade que tendes mais poder que a humana xente, eiqui e agora, facede cos espritos dos amigos que estan fora, participen con nos desta queimada.





: ver mais info em: http://ultreya-ibf.blogspot.com/2007/05/bem-vindos.html













18/9 partida de CEBREIRO ate TRIACASTELA (pension o novo)


19/9 TRIACASTELA -SARRIA (hotel Roma)


20/9 SARRIA- PORTOMARIN (pousada portomarin)






21/9 PORTOMARIN-PALAS DE REI (Hostal Vilarino





22/9 PALAS DE REI-MELIDE (hostal carlos)
23/9 MELIDE- ARZUA (Hotel suizo)






24/9 ARZUA-ARCO DO PINO (pension compas)







25/9 ARCO DO PINO- SANTIAGO (gran hotel de santiago)







26/9 SANTIAGO/FINISTERRA (89km em viatura) e regresso a Portugal.




Neste momento prossegue a recolha de informação, e a manifestação de interesse efectivo por parte de quem se queira comprometer com uma realidade física e espiritualmente exigente.


- serão cerca de 45 minutos de caminhada, e paragem de cerca de 20/30 minutos, e assim sucessivamente


O preço por pessoa, em quarto duplo e pequeno almoço será cerca de 390 euros, a pagar 90 com a inscrição, 150 euros ate 30 de Junho e mais 150 euros até 20 de Agosto.


dia 25 de Julho, jantar reunião dos inscritos para conhecimento mútuo e briefing antes das partidas para férias. Local a identificar.

Para mais informações ver entre outros:
- http://www.mundicamino.com/
- http://www.caminhodesantiago.com/

Saturday, June 23, 2007


Sábado do solstício de Verão de 2007...almoço debate com Sheik Minuir no Bar do Além...
e convite aos membros da Tertúlia para vista guiada à Mesquita de Lisboa tendo como guia o Sheik Munir, em data a fixar no próximo outono...
pré inscrições de interessados pelo mail bar.do.alem@gmail.com

Tuesday, June 19, 2007

regaleira, dia 30 de Junho as 18h

Araújo de Brito, conferencista
e membro da Tertúlia do Bar do Além faz conferência na Regaleira

A PERENIDADE DA LINGUAGEM SIMBÓLICA
Da CHINA ancestral à REGALEIRA
SIMBOLOGIA MAÇÓNICA EM 200AC?!
E OS EGÍPCIOS? E OS GREGOS?
REGALEIRA – 30JUN07 – 1800HRS

Sunday, May 20, 2007

Vitor Adrião na Tertúlia sobre a Regaleira e Sintra



Em Alenquer, no Bar do Além...




Sábado, 19 de Maio, como previsto reuniu a Tertulia do Bar do Além com Vitor Adrião e mais de 35 participantes, que debateram o tema da Regaleira e a teoria das Três Torres, das das quais subterrâneas.
Na mesma ocasião a Tertúlia informou das novas iniciativas ja programadas e que se transcrevem neste site também. Na mesma ocasião entraram para a Tertúlia 3 novos membros, que como é do conhecimento geral não ficam sujeitos nem ao pagamento de joia, nem de quotas , nem de regulamentos ou estatutos. Na realidade a admissão na Tertúlia esta apenas dependente da participação em uma das suas iniciativas nomeadamente a dos almoços debate que tem vindo a ter lugar já desde há sete anos sob o tema "O Oculto às Claras" de acordo coma programaçao proposta pelo secretário e moderador da Tertúlia. Quais quer sugestõe de temas a tratar ou de oradores a convidar, devem ser endereçadas ao e-mail da Tertúlia.



Próximas Actividades:


1) Inscrições para a visita ao aqueduto das aguas livres, com guia, autocarro, animaçao e almoço, 50 euros por pessoa (preço do museu da agua 52€). Pagamento desde já das reservas para o NIB AGIRDIN LDA NIB 003503260000230473056 (CGD do Saldanha) . Indiquem o nome por favor, e confirmem para este mail. Limite de inscrições 50 pessoas, e minimo 30 (acham-se ja pré inscritas 35). Data da visita sabado 30 de Junho.

2) inscrições para a tertulia com o Sheik Munir sobre Espiritualismo Islamico, sabado 23 de junho. A ementa sera enviada oportunamente.

3) incrições (muito restritas) para a peregrinaçao pedestre a Santiago de Compostela (ultimos 150Km do caminho Francês) durante uma semana a partir de 17 de Setembro. Ver em outro local deste site informação detalhada.

Thursday, May 17, 2007

dia 30 de Junho visita ao Aqueduto das Aguas Livres



A tertulia do Bar do Alem esta a organizar com o apoio do Museu da Agua, para os seus membros e convidados, para 30 de Junho uma visita e almoço que inclui durante toda a manha um percurso pelo aqueduto das aguas livres com animação tambem e recriação teatral de mabientes do seculo XVIII. preço habitual 52€, preço espcial para a terúlia 50€/pessoa . Limite de particiantes 50 pessoas. Inscrições pelo mail habitual, pagamento integral antecipado

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O programa denomina-se a Rainha refresca-se, e acha-se ja divulgado pela comunicação social de que s etranscrevem alguns extractos:

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Passeios do Museu da Água“A Rainha refresca-se – na pista do barroco” é uma visita guiada que recria (com uma animação teatral) o percurso que faziam a família real, a corte e o povo. Tem início na Rua das Amoreiras, seguindo-se uma visita às nascentes de Carenque e às clarabóias da Mãe d’Água Velha e Mãe d’Água Nova. Segue-se a passagem pelo Aqueduto do Olival e, de regresso a Lisboa, a travessia do Aqueduto no Vale de Alcântara, terminando na Mãe d’Água das Amoreiras.Preço por pessoa: €52 (com almoço na Mãe d’Água).


( fonte Diario de Notícias)

A proposta da visita "A rainha refresca-se" é que o visitante seja transportado para o espírito lisboeta do século XVIII e recriar momentos históricos ao longo do percurso que liga as nascentes de Carenque ao Vale de Alcântara.


A viagem no tempo inicia-se em Caneças, onde o visitante é convidado a percorrer cerca de dois quilómetros entre túneis estreitos. À primeira paragem, Bárbara Bruno, técnica do museu que conduz o passeio, explica que a sua construção remonta a 1732 e foi ordenada pelo rei de D. João V.


Quando falamos em Aqueduto das Águas Livres assalta-nos a imagem dos 35 arcos que se avistam junto ao Vale de Alcântara. No entanto, estamos perante uma construção bem mais complexa, num emaranhado de túneis secundários que se interligam e se estendem ao longo de 58 quilómetros.Mais à frente junto à "Mãe de Água Velha" os visitantes contactam com as lavadeiras de Caneças e são surpreendidos com a presença de D. Carlota Joaquina que se passeia no interior do túnel.


O terrível Diogo Alves que atemorizou os lisboetas que faziam do Aqueduto das Águas Livres um percurso diário, entra em cena à chegada ao Vale de Alcântara. Os visitantes, no entanto, não receiam tão sinistra figura que, explica a guia, "foi o último condenado à morte em Portugal, corria o ano de 1841".

Monday, April 23, 2007

Tertúlia Cultural Fraternidade informa....para 24 de Abril

MENSAGEM da TCF-TERTÚLIA CULTURAL FRATERNIDADE

M:.Q:.II:. e Amigos da Tertúlia do Bar do Além

Estou a enviar-vos mais um programa da TCF para Abril, que irá realizar-se no próximo dia 24 Abril, terça-feira, no Restaurante da Mexicana (1º.andar), Praça de Londres, às 20 horas

Desta vez achamos que é importante e justo assinalarmos a passagem dos 20 anos da morte de ZECA AFONSO, o Grande Poeta, Compositor, Músico, "CANTAUTOR" Maior da música popular - um dos maiores do mundo no seu tempo - e personaliddade artística e cívica que ocupa um lugar cimeiro no imaginário popular português (e não só) e na história de luta para a restauração da democracia em Portugal.

No anexo que envio, encontrarão os detalhes deste aliciante programa, com jantar-palestra-debate sobre a vida e obra do ZECA, e interpretação de poesia e música sua por artistas convidados.Não faltem !!!

Fico a aguardar as vossas inscrições.
TAF

Ana Maria Amaral
Telem: 966.634.520 ou 919.696.737
Email: anaamaral2000@yahoo.com.br

Saturday, April 21, 2007

joao rocha pinto e o livre pensamento na tertulia




Reuniu em 21 de Abril a Tertúlia do Bar do Além para um almoço debate do seu Ciclo do "Oculto às Claras" com o orador convidado Joao Rebelo Pinto que se assumiu publicamente como maçon do Grande Oriente Português.
Foi moderador Luis Nandin de Carvalho, tendo participado no debate e no almoço um conjunto alargado de membros da Tertúlia, em que as questões do livre pensamento, do agnoticismo e gnoticismo, fanatismo e fundamentalismos religiosos foram aprofundadas com grande elevação.
Nas fotos: uma imagem do almoço e outra da assistencia à intervenção do orador convidado.
A próxima tertúlia também com orador convidado no almoço debate, terá lugar dia 19 de Maio, sábado, e será com VITOR ADRIÂO sobre o tema da Quinta da Regaleira, sobre o qual recentemente publicou um novo livro, que estará também a venda, e sera autogradado no local, bem como as suas obras Lisboa Secreta, e a Ordem de Mariz.
Recorda-se que a Tertúlia não tem fins lucrativos, nem estatutos, nem joias, nem quotas, nem regulamentos, nem fichas de associados, sendo o unico meio de contacto para comunicação o e-mail o ou o encontro pessoal por ocasião dos eus eventos!

Friday, March 23, 2007

domingo 25 de Março, visita ao convento de Cristo de Tomar

Abriram-se as portas à Tertúlia do Bar do Além,
desvendaram-se alguns segredos,
adquiriram-se novos conhecimentos









TOMAR....
na peugada do circuito de Umberto Eco, quando este visitou o Convento de Cristo para se inspirar e escrever o romance Em nome da Rosa...repetindo os passos deste quando na altura foi guiado pelo nosso orador Porf Dr. Luis Graça
A Tertúlia do Bar do Além no dia 25 de Março, de 2007, domingo, no seu sétimo ano de actividade, promoveu pela segunda vez a titulo excepcional uma visita guiada ao exterior.



A primeira, visita da Tertúlia fora de portas, foi conduzida por Luis Nandin de Carvalho aos subterraneos e poços da Quinta da Regaleira, recriando um percurso iniciático universal, para um grupo de 50 membros da Tertúlia, que depois tiveram o seu agape no restaurante do local, depois de terem participado numa cadeia de união simbólica.

Esta segunda visita de estudo, teve como guia e orientador o Sr. Prof. Dr. Luís Graça, anterior Director do Convento de Cristo e incluiu também o número limite de 50 participantes, seleccionados entre as mais de 90 inscrições recebidas na Tertúlia. A visita de estudo incluiu o Castelo dos Templários, O Convento de Cristo, as alas da casa de Costa Cabral, os vários pátios e claustros, e ainda depois de almoço, uma visita a Sinagoga (a mais antiga de Portugal), a Igreja Matriz e a Igreja de Sta Maria dos Olivais.











Neste texto inserem-se algumas fotografias desta visita, entre outras:

- a cúpula da sinangoga
- as ameias do castelo dos templários
- a pedra triangular e tumular (?) zoomorfica com o Sto Graal (ou a rosacruz?) na igreja matriz, entre um cão (constelação ?) e um leão (constelação?)


A Tertúlia do Bar do Além fundada em Setembro de 2000, no Bar do Além, em Alenquer, (www.dosdin.pt/agirdin) é uma associação sem fins lucrativos, aberta e informal, sem estatutos ou regulamentos, sem fichas, joias ou quotas, dedicada ao debate sobre temas universais, de natureza iniciática, esotérica, metafísica, simbólica, histórica ou filosófica, integrados no ciclo "O oculto às claras".

A Tertúlia comunica as suas iníciativas exclusivamente por mail (bar.do.alem@gmail.com) aos seus membros, ou por divulgação neste site, ou ainda pelo site do Bar do Além. Eventuais interessados poderão inscrever-se, preferencialmente a convite de um membro da Tertlia, adquirindo grriosamente a qualidade de membro após participação numa das iniciativas .


As suas iniciativas são desenvolvidas uma vez por mês, sob a forma de um almoço debate, a um sábado, pelas 12h, começando com uma intervenção de um orador convidado, seguindo-se um debate, que precede uma refeição tomada no local, e onde prosseguem as trocas de impressões e de ideias em conversas livres entre os participantes. A próxima tertúlia terá lugar no sábado 21 de Abril, pelas 12h, no local habitual, em Alenquer e será orador o Prof Dr. Rocha Pinto sobre o tema Livre Pensamento e livres pensadores.



A Direcção da Tertúlia do Bar do Além é constituida pelo Presidente (Jose Manuel Ferreira), o Vice Presidente (João Branco) e o Secretário (Luis Nandin de Carvalho)


Friday, March 09, 2007

Sunday, March 04, 2007

últimas....e próximas iniciativas



Próximas iniciativas da Tertúlia

SÁBADO, 17 de Março, Dra Iabel Andrade, Paganismo e culto do Endovélico
(ver Revista Expresso de 3 de MArço de 2007)

DOMINGO, 25 de Março, Visita ao Convento de Cristo em Tomar com Dr. Luis Graça

SÁBADO, 21 de Abril, João Rocha Pinto, Livre Pensamento e Livres pensadores

SÁBADO, 19 de Maio, Vitor Adriao, Misterios dos Jardins e Palacio da Regaleira
ver site de Vitor Adriao em http://lusophia.portugalis.com/ e um link de textos de Vitor Adriao http://lusophia.portugalis.com/forum/forum_posts.asp?TID=23&PN=1&get=last

SÁBADO, 23 de Junho, Sheik Munir, Espiritualismo Islâmico