Monday, March 02, 2009

Pinharanda Gomes esteve no dia 21 de Março na Tertúlia sobre a Canonizaçao de D. Nuno Alvares Pereira

No dia 21 de Março, equinócio da Primavera,
um vulto excepcional da Cultura Portuguesa,
Jesué Pinharanda Gomes
(e membro da Tertúlia do Bar do Além, de Alenquer)
honrou a histórica figura de D. Nuno Alvares Pereira
canonização prevista para 26 de Abril no Vaticano, como Santo


Com sala cheia e atenta, tomou-se conhecimento de toda a problemática que ao longo de mais de cinco séculos permitiu a consagração pontifícia do Conde Santo, desde logo popularizado, e mais tarde reconhecido como Beato, para finalmente agora ser canonizado como Santo. O debate prosseguiu depois durante o almoço com envolvimento e vivo interesse de todos os participantes.


Foram reportados depoimentos históricos coevos em espacialo sermãod e Don Duarte eas c´ronicas de Fernão Lopes e Gomes Aenes de Azurara entre outros, a vida de D. Nuno, e a questão de tersido guerreiro de cruzada, mesmo na batalaha de Aljubarrota, pois se tratava não apenas da defesa e afirmaçao da idnependência de Portugal, mas como desde sempre sustentou João das Regras, da defesa da cristandade, pois Espanha seguia então Papa do cisma de Avinhão, e o Rei português manteve-se fiel ao Papa de Roma.
Foram também rememoradas as virtudes heroicas de D. Nuno, factos da sua vida de fundador da Ordem das Carmelitas em Portugal, e ainda do ultimo milagre relaizado e reconehcido em Roma jáem 2007 e na zona de Vila Franca de Xira. No final o orador exibiu uma estatueta prototipo da futura figuração do Santo, com um elmo e um escudo aos pés, segurando nas mãos um livro, e vestido de um hábito castanho, completamente diferente da habitual representação iconografica.





Fonte: Sapo
Santo Condestável
in: http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/2869206.html
Uma boa notícia: D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431) vai ser canonizado no próximo dia 26 de Abril pelo Papa Bento XVI, no Vaticano. O Condestável é uma das grandes referências da História de Portugal, política e militarmente falando. A ele devemos a vitória de Aljubarrota e a independência em relação a Castela. O Beato Nuno de Santa Maria foi o general, o homem e o líder que devia inspirar mais este País. Um homem que provou que a estratégia e a coragem são suficientes para enfrentar as adversidades.
Beatificado em 1918, D. Nuno viu o processo de canonização reaberto em 2004. No dia 26 de Abril, curiosamente um dia depois de uma data que muito diz aos militares portugueses e não só, o Condestável sobe mais um patamar e torna-se Santo de pleno direito, depois de reconhecida uma cura milagrosa numa senhora com uma lesão grave na córnea. O cardeal D. Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, e D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, estão de parabéns por este autêntico feito.


Leituras Recomendadas:
Centro de Estudos Pinharanda Gomes
http://correiodaguarda.blogs.sapo.pt/13610.html
Entrevista com Pinharanda Gomes
"O maior pecado actual do homem é o ódio e matar"
Acaba de sair a segunda edição aumentada do seu 'Dicionário de Filosofia Portuguesa'. O filósofo é "um mendigo a bater à porta da sabedoria", diz Pinharanda
entrevista do DN

DN-José Carlos Carvalho preferências. Pinharanda Gomes junto à estátua de Camilo Castelo Branco, um clássico da literatura portuguesa que gosta sempre de revisitar
Defende o seu pensamento, frontal e polémico. Pinharanda Gomes, figura relevante da vida cultural portuguesa, espera que a humanidade "reencontre o paradigma inicial". Acha que Lisboa podia ter uma Faculdade de Filosofia e os cursos politécnicos também "deviam integrar um ano de filosofia, porque é na filosofia que se faz a iniciação às humanidades fundamentais". Na actividade profissional, gestor e filósofo deram-se bem. Lidou com agricultores e "os agricultores estão próximos dos filósofos".
Como é que um filósofo poderá explicar as "subversões" climatéricas a que estamos a assistir?A meteorologia aconselha que se comece de baixo para cima, mas como sou ignorante desses enigmas tenho de começar por cima.Vai dizer-me que são coisas de Deus? Há um espaço em que cada um de nós tem poder de exercício. Os fenómenos atmosféricos, por enquanto, não dependem do homem. O homem não estraga o clima? Mas os homens não têm poder sobre o cosmos. São fenómenos para além da sua capacidade de intervenção. Quando matam florestas e agravam a poluição, não influem no cosmos? O homem vai tendo acções que contribuem para que chova ou não, para que haja guerra ou paz. Não me recordo, por exemplo, de haver tantos incêndios como actualmente. E os grandes pulmões das cidades, como o do Parque de Monsanto, e mesmo os pequenos jardins, estão a ser destruídos. Não se podam as árvores, são decepadas.
É preciso aprender e fazer pedagogia...Podar é uma técnica, decepar é um crime. Há, ainda, a poluição das águas. E aquilo a que se chama progresso tecnológico, ou seja cobrem-se as ruas com asfalto, dificultando o escoamento das águas e a infiltração que alimenta os mananciais subterrâneos. Lisboa assentava em estacas que desapareceram, pelo menos na Baixa. Existe o risco de um dia tudo isto cair. Por que é tão catastrófico?São visões catastróficas mas possíveis. É necessária uma vigilância permanente. As obras do homem nunca são seguras e definitivas.
Não acredita no homem perfeito...O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, mas cometeu o pecado original e entrou em queda. Com a relação de amor o mundo não ficou mais humanizado? Não direi que ficou mais humano. Ao cometer o pecado original, fosse qual fosse (nem sei o que foi e creio que ninguém saberá), o homem perdeu o carisma da imagem e semelhança de Deus e ainda o não reconquistou. Veio a ter a possibilidade de reconquistar a condição perdida através dos sacramentos, como é o caso do baptismo na igreja cristã, que nos liberta do pecado original mas deixa em aberto o pecado actual.
Qual é o pecado actual?O maior pecado actual do homem é o ódio e matar. Este ano, na pastoral da Igreja, reflecte-se sobre o quinto mandamento Não matarás. Os homens matam muito.Mata-se, inclusive, em nome de Deus...Exactamente. E matar não é só matar fisicamente, é também tentar matar a alma. Às vezes, a pior das mortes é a espiritual. A formação do homem por meio da educação do espírito é possível nos nossos dias? Possível, necessária e urgente. A queda do homem não acabou. Principiou e está documentada na alegoria de Adão e Eva, porém a humanidade continua a cair. E a regeneração só começará quando chegarmos ao fim da queda e dissermos Ai, meu Deus! Então surgirá o homem regenerado. Esperemos que a humanidade se reencontre com o seu paradigma inicial.
Está muito preso ao conceito grego da paideia? A paideia parece-me ser agora o que poderemos chamar de educação estabelecida. Prefiro hoje a iniciação, a que abre um caminho na selva. A pessoa deve procurar o melhor caminho, independentemente dos poderes constituídos, mesmo correndo o risco de caminhar à margem. Alguns pensadores, tanto da gnose cristã como da hebraica e pérsica, tinham essa quase certeza valia mais ser livre à margem do estabelecido do que cativo dentro do estabelecido. Sente-se cativo ou à margem? Sou um homem livre. Caminho como uma pessoa política e ideologicamente independente. Quero ser livre. Um rio corre entre margens. Eu sou a margem. Um rio tem duas margens. Está em ambas?Às vezes saltito. É a condição do homem pendular.
Quando a justiça escasseia, temos de saltar para a liberdade, quando a liberdade exagera, temos de saltar para a justiça. Sou um homem das margens. E defendo o meu pensamento.Com vocação para a portugalidade? Não me ponho à margem da sociedade portuguesa. Tenho procurado viver e pensar a Pátria. Se por algum mérito o meu nome ficar na história deste nosso tempo, creio que será pela minha dedicação a pensar a Pátria.
A política não o seduz? É para os políticos. Sou céptico quanto aos políticos. Também há políticos filósofos, mesmo em Portugal...Aliança complicada. O filósofo rejeita o poder. Quer a sabedoria. Acaba de surgir a segunda edição (aumentada) do seu Dicionário de Filosofia Portuguesa. Como filósofo já teve de corrigir uma ou outra ideia sua? Muitas vezes. Pode é ter acontecido que não tenha chegado a exprimir juízo, que o tenha deixado entre parêntesis. Tenho do filósofo a noção de que é alguém que tropeça. Não recebe a sabedoria à partida. Se recebesse a sabedoria à partida não seria filósofo mas apenas um sábio. Os homens são filósofos porque, não tendo a sabedoria, a procuram, querem e amam.
Muitas coisas na sua vida ficaram entre parêntesis? Muitas. Até o pecado. Vive atormentado com isso?O pecado inquieta-me. E o Diabo é inquietante. Diabólico é tudo aquilo que nos solicita para fora do nosso centro de consciência. O pior é o que fica no subconsciente? Os psicólogos é que sabem. O filósofo é apenas um homem que tenta abrir caminho através da sombra para chegar a uma clareira. De algum modo, o filósofo julga-se o centro do mundo? Se for verdadeiramente filósofo, não. Sente-se, como aliás vem nos diálogos platónicos, um mendigo a bater à porta da sabedoria. Procurando responder a todas as interrogações? Procurando respostas para as suas interrogações, para a sua modéstia e para as suas carências. O filósofo sente necessidade de bater às portas da liberdade em busca da verdade. Daí a trilogia do nosso mestre Álvaro Ribeiro: Filósofo é aquele que procura caminhar pela verdade e pela bondade até atingir a beleza, que é a harmonia.
Filósofos estão em vias de extinção? Podemos, até, admitir que as sociedades promovem os filósofos. Estou a incluir aí os sem-abrigo, que têm consciência do que são, os fala-sós, os solitários. Toda essa gente tem alguma coisa de filósofo.Assusta-o a clonagem? Pode clonar-se o corpo mas não a alma. Cada indivíduo é irrepetível.

Saturday, February 21, 2009

Tertulia com ANA LUPI sob o leit motif do horoscopo de BARAK OBAMA



Dia primaveril nas instalações do Alenquer Camping. Dia de Tertúlia do Bar do Além, com Ana Lupi, uma oradora inspirada e 40 participantes interessados em descortinar os traços do horoscopo de Baraka Obama, ascendente aquário à entrada da esperançosa era de Aquário.






A Carta Natal é um instantâneo do cosmos na hora exacta do nosso nascimento ,o retrato cósmico individual, o que o universo tem a dizer sobre determinado ser e no que se poderá tornar.
A interpretação do signo solar que encontramos na maior parte dos jornais e revistas está muito longe do trabalho e dos astrólogos profissionais e pode significar uma ínfima parcela do carácter de um ser humano.
Além do dia ,mês e ano, são necessárias a hora e o local de nascimento para fixar o evento no espaço e no tempo.
A carta natal contém as posições exactas do Sol, Lua, Ascendente e dos planetas Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter Saturno, Úrano , Neptuno e Plutão.
Num mapa natal estão descritos os elementos básicos de uma personalidade, como esta sente, como percebe o mundo à sua volta, como lida com os bens materiais, com a família, os amigos, os seus amores, estudos profissão e meio ambiente.
Quais as suas formas de acção, expansão e retracção. Como é o seu potencial interior, os seus medos, as suas virtudes e carências.
É com base nestas informações que o astrólogo actual alia as técnicas da astrologia ao estudo da psicologia para traçar um perfil psicológico que pode ser de grande valor para o auto conhecimento do ser humano.

Carta Natal crianças

A Carta Astrológico da criança, aliando as técnicas da Astrologia ao estudo da Psicologia moderna pode fornecer aos pais muitas informações úteis sobre como orientar a educação dos seus filhos.
Pode ajudá-los a dar uma educação mais de acordo com a lógica, cuidado e a cooperação, desenvolvendo os seus talentos e minimizando as suas carências

Previsão Astrológica
A vida do ser humano, tal como o resto da natureza desenvolve-se por ciclos.
A Carta Natal é estática representando um instantâneo do Cosmos no momento do nosso nascimento , as influências cósmicas de cada ser como parte integrante do Universo.
No seu movimento constante os planetas fazem determinados ângulos aos nossos planetas natais, dinamizando a nossa Carta.
Estes ângulos são denominados trânsitos que é a técnica de previsão, utilizada nas nossas cartas.
A Astrologia actual não prevê o futuro de uma forma determinista mas estabelece pontos de referência muito importantes.
Conhecer os seus trânsitos pode ajudá-lo a encarar as crises e dificuldades mais facilmente e a aproveitar melhor as oportunidades que a vida lhe oferece.
Astróloga Ana lupi
Consultas sob marcação tlm 917571719 ( deixe mensagem) /analupi@netcabo .pt
Local: Liga dos Amigos – Rua Marechal Saldanha nº 28- ( ao largo do Adamastor-Chiado)
Carta Natal adultos
– 1ª consulta com relatório escrito( cerca de 20 páginas) -30€ 2º consulta -20 €
Carta Natal crianças 1ª consulta c/ relatório escrito, cerca de 10 páginas – 25€ 2ª consulta- 20€
Previsão anual 1ª consulta com relatório escrito ( cerca de 20 páginas ) 25€ 2ª consulta -20€
Carta Natal + relatório anual -45€
Nota: os modelos dos relatórios escritos poderão ser vistos no site www.luanova.com.pt na secção encomendas ( ver exemplo).
Ao marcar a consulta deve fornecer o nome, data, hora e local de nascimento.

seminários

Seminários: Sábado, dia 28 de Fevereiro
Sábado, dia 7 de Março
Professora –Ana Lupi
Inscrições :917571719 ( deixe mensagem )ou analupi@netcabo.pt......
Preço: 45€
Horário, Manhã Início -10h às 13h, Intervalo para o almoço , das 13 às 14h, tardedas 14h as 18h
Local: Liga dos Amigos – Rua Marechal Saldanha nº 28- ( ao largo do Adamastor -Chiado)
Nota:
Ao inscrever-se para o seminário deve fornecer o nome, hora e local de nascimento para lhe ser fornecido um relatório completo da sua carta natal. ( cerca de 20 pgs)
Serão fornecidos apontamentos escritos sobre o tema abordado e um certificado de
presença no curso

Saturday, January 24, 2009

Alberto Rocco no primeiro almoço debate de 2009 da Tertúlia do Bar do Além

Constituiu mais um sucesso a primeira tertúlia de 2009 no Bar do Além, em Alenquer já a meio dos seu IX ano consecutivo de actividade no desenvolvimento do ciclo o oculto às claras.

38 membros da Tertúlia em duas salas, ouviram e debateram primeiro com Alberto Rocco o seu livro A Bússola, editado pela Occidentalis, para depois, duarante o almoço avançarem no aprofundamento do tema do livro e também materia do filme de DVD realizado pelo orador e autor!


DVD: “A Bússola”
Autor: Alberto Rocco Duração: 80 minutos

Actores: Alberto Rocco; José Antunes; Sónia Brazão e Eric Santos

O que é «A Bússola»? Uma lenda? Uma fábula? Um objecto intemporal sem história, procurado por sociedades secretas?
«A Bússola» é tudo isso, mas, na sua essência é uma verdade profunda capaz de transformar o destino dos seres humanos.
«A Bússola» é também o elo que une o passado, presente e futuro. É a esperança de descobrir o que aconteceu em 2008 d.C. para fazer com que a Humanidade superasse as suas divisões e mazelas e construísse o mundo harmonioso de 2168 d.C.
Nesta emocionante história de realização pessoal ocorrida na Quinta da Regaleira, em Sintra, e nos recintos ocultos das Ordens clandestinas da Europa, acompanhará as aventuras de Alberto Rocco que começam com a descoberta de um mapa fantástico e de uns misteriosos e centenários documentos que recebe pelo correio. Esta descoberta transforma a vida de Alberto e leva-o a empreender uma viagem cheia de peripécias e perigos em busca do significado de «A Bússola».
Com Alberto saberá que a maior descoberta é aquela que fazemos dentro de nós.

Mas as fotos falam por si....

mais informação em http://www.thecompassbook.eu/






Próxima tertúlia, dia 21 de Fevereiro, sábado as 12h (lotação limitada,inscrições ja abertas, menu com caril de galinha do campo)

oradora Ana Lupi, astróloga,

tema: Relaçoes entre psicologia e astrologia e previsões para o ano 2009

informação adicional em http://www.luanova.com.pt/

reservas pelo mail bar.do.alem@gmail.com

Thursday, January 08, 2009

A maldição dos templários e o eclipse da ordem em Setembro de 1309

26 de Setembro de 2009
Reínicio dos almoços debate da Terttúlia do Bar do Além, em Alenquer , no X ano de actividade, com o membrod atertúlia eorador Joao fernandes, Coronel do Exército, aposentado. Membro de Ordens de Tradição Templária, Armado Cavaleiro, no Convento de Cristo, em Tomar, a 6 de Junho de 1998. Membro de Sociedades de Pesquisa de Ritos Maçónicos, nomeadamente nos EUA. Autor de dois livros de ciência e esoterismo, Portugal Iluminado e Despertar do Ser.

O ENIGMA DOS TEMPLÁRIOS FRANCESES
700 ANOS APÓS A QUEDA
1307-1309



Causas históricas

De 987 a 1328 a dinastia dos Capetos, com 14 Reis (o 1º Hugo, o Capeto) fizeram um esforço enorme para unificar a França, desmembrada no fim da dinastia anterior, a carolíngia (de Carlos Magno) em grandes terras feudais e eclesiásticas. Para a estratégia real de união, eliminar focos de independência e de riqueza a favor do poder do Rei seria melhor conseguida se tivesse o inicial apoio do Papa de Roma. Eliminando o poder do Sul de França, do Conde Toulouse, o rei Filipe Augusto (séc. XIII) com o Papa Inocêncio III, fazem a Cruzada contra os Albigenses (o extermínio dos Cátaros) e travam a Norte a guerra contra os Plantagenetas, inventando heresias e levantando fogueiras conta tudo o que era herético.


O engrandecimento da Ordem do Templo (criada em 1128, pelo Concílio de Troyes), começava a seduzir os Reis, até que Filipe, o Belo pede a sua matreira entrada nesta Ordem, a qual lhe emprestou enormes somas de dinheiro. Ao mesmo tempo cria o Rei os Estados-Gerais e uma nova classe de apoio, os Legistas (tudo o que servir o rei será lei), as bases do absolutismo, agora virado contra Roma (Papa Bonifácio VIII) e contra a rica Ordem do Templo, culminando o engrandecimento da monarquia com Luís XIV.

Causas enigmáticas

Quando uma Ordem espiritual, ou um Reino, viola as leis do Universo e se torna poderosa e material, definha porque esquece o ser humano. O poder templário e o absolutismo francês, em tempos diferentes, parecem cair de igual modo. O Rei Luís XVI (Revolução Francesa) condenado à morte pelo seu primo Filipe de Orleães, era o 22º sucessor de Filipe, o Belo. Jaques de Molay, era o 22º Grão-Mestre da Ordem do Templo e foi o último, queimado na fogueira. Para quem conte 23 Grão-Mestres (com Jean Terric), o 23º sucessor de Filipe, o Belo, o Delfim Luís XVII, desaparece em circunstâncias trágicas e de mistério. Diz-se que após Molay, de 1314 a 1804, mais 22 Grão-Mestres existiram, mas o que dá um fecho de ciclo iniciado em Toulouse, com o massacre dos Albigenses, é a ordem do Cardeal Richelieu, em 1632, para decapitar Henry II de Montmorency nesta cidade. Seria este o último Grão-Mestre da Ordem do Templo, secretamente reconstituída?



Coincidências da História ou talvez não

A Ordem do Templo era uma multinacional nos séculos XII e XIII. Em 1187, existiam 2 Grão-Mestres: Jean Terric (eleito em 1184) e Gérard Ridefort, eleito neste ano, por estratégias de poder. Em 1188 Jean Terric abdica, um caso raro. São 70 anos após 1118, o embrião da Ordem do Templo, em Jerusalém. Faltavam 118 anos para 1307, a prisão inicial dos Templários, a 13 de Outubro, Sexta-Feira, 22 anos depois de Filipe, o Belo, ter sido coroado Rei (1285), apenas com 17 anos. A Bula do Papa Clemente V (Vox in excelso) que irá abolir a Ordem do Templo, terá a data de 22 de Março de 1312.
Em Portugal e nos Reinos Ibéricos, tudo tem historial diferente, mas o Concílio de Salamanca que iliba os Templários aquém Pirenéus, é convocado para 13 de Outubro de 1318 (abre a 21) e a Ordem do Templo, sediada em Tomar, muda para Ordem de Cristo pela Bula do Papa João XXII (22), o prelado francês Jaques (nome de Molay) Duèse.


As origens das Cruzadas e a realidade Ibérica

Durante séculos, a partir das conquistas árabes, muçulmanos, judeus e cristãos, coexistiram na Península Ibérica, uma originalidade civilizacional de 711 a 1492. Mesmo em terras do Islão, o princípio da dhimma (protecção) durou 4 séculos (636-1078) e um dos mais poderosos Califas, Haroud-al-Raschid, enviou as Chaves do Santo Sepulcro ao Imperador Carlos Magno.
A causa primeira de todas as Cruzadas foi a aparição, no início do séc.XI, dos Turcos Selsjlúcidas que destruíram desde logo o Império Árabe de Bagdad e ameaçavam Constantinopla, por consequência a Europa. O último dia do Concílio de Clermont, em Auvergne, a 29 de Novembro de 1095, noite da Vigília de Santo André (e dia da morte de Filipe, o Belo) o Papa Urbano II dá a sua anuência ao pegar de armas para libertar o Santo Sepulcro. As Cruzadas iniciaram-se a 15 de Agosto de 1096, mas sem Reis ou Imperadores, pois estavam excomungados. O rei de França, então, se chamava Filipe.
Quando a Europa Central queimava heréticos nas fogueiras, o Rei Afonso X, o Sábio, avô do Rei D. Dinis, encorajava os trabalhos comuns das 3 religiões de Abraão. As Capelas Octogonais Templárias, como as de Eunate, Puy-en-Velay e Tomar, não foram cidadelas de guerra santa ou agências bancárias. As insígnias do Tosão de Ouro em Tomar, Ordem criada em 1431 para o casamento da filha de D. João I com o Duque da Borgonha, ano da morte dos Condestáveis de França (Joana d’Arc) e de Portugal (D. Nuno Álvares Pereira), números de 1314 na morte de Jaques de Molay, dão um cunho de espiritualidade Templária diferente de Jerusalém e depois patente nas Caravelas dos Descobrimentos, com a Cruz de Cristo.




O Ciclo Templário de 1307/1309 ao longo da História.

Quando o convertido Rei de França, Clóvis, em 507, ocupa o Reino de Toulouse, há 1500 anos, destronando o Rei Visigodo, Alarico, que aqui tinha convocado o Concílio de Agde, a 11 de Setembro de 506, unindo todos os cristãos, jamais houve paz e ainda hoje o problema Basco é disso fruto, pois apenas se soube resolver Andorra. Os que fugiram para aquém dos Pirenéus, precisam de estudar as suas origens. Vejamos o que passou, em efeméride, em 2007, para além dos 1500 anos após Clóvis:

800 anos após a excomunhão do Conde de Toulouse, Raymond VI, por aderir à causa dos Cátaros.
700 anos após a prisão dos Templários, os quais se acabam por entregar, sem resistência, na data de 14 de Setembro de 1309, segredo litúrgico.
500 anos após Lutero, com 24 anos, se ter insurgido contra as indulgências e a Inquisição.
400 anos após se ter criado a Nova França, no Canadá. Samuel Champlain, em 1608, fundará o Québec, pomo de discórdia da frase de De Gaulle: viva o Québec livre. Livre de quê?
300 anos após uma outra Ordem, a Companhia de Jesus, em França, ter iniciado a Cruzada contra os Jansenitas e em 1709 terem sido expulsas 22 idosas religiosas de Port-Royal des Champs. Uma repetição Cátara, com fogueiras e prisões, de tal modo que em 1715, ano da morte de Luís XIV, haver mais de 2000 pessoas presas. Como na Ordem do Templo, o Papa em 1773, abolia os Jesuítas, restaurando a sua Ordem, como em Portugal, onde está o seu primeiro Mosteiro, em Lisboa, na Mouraria.
200 anos após 1807, quando Napoleão ocupa o Vaticano e se proclama de Carlos Magno, herdeiro de São Pedro e Mestre Supremo de Roma.




Uma conclusão para meditar

Quando estamos a analisar a fuga da Corte para o Brasil, 200 anos após a prisão dos Templários ou falamos sobre o assassinato do Rei D. Carlos I esquecemo-nos de criar um verdadeiro Código da Vinci (e não a patranha que nos venderam) para grandes ciclos da História dos Povos e da Humanidade. Como foi selada, com rituais Templários, a Velha Aliança Portugal-Inglaterra, é preciso analisar que o assassinato do Rei Carlos I de Inglaterra deu origem à República Inglesa ou de Cromwell. Outrossim em Portugal, em 1910. Mas é o casamento da filha de D. João IV, negociado pelo Padre António Vieira, o Jesuíta da Profecia e do Delito de Opinião, que vai restabelecer a Monarquia Inglesa, com Carlos II.


Podemos não ser Templários ou de qualquer Ordem, pois Cristo não nos ensinou poderes ocultos. Através de São Paulo, o que perseguia cristãos e nem foi seu discípulo em vida, aprendemos que somos Deus (despertai o Cristo que está em vós) e que só precisamos de ver, claramente visto. Sabemos que é assim em todos os credos-de-fé, mas hoje é difícil despertar os Templários de Alá, os Fidâ’iyûn, como em 1090, em Alamut. Sabia Abrão, aos 99 anos chamado Abraão, que viriam os Cavaleiros Essénios para evoluir a Humanidade. Tomar é esse Arquétipo, por isso o rio Nabão dos Templários evoca os Nabateus, o povo do Templo de Petra.
Quando hoje muitos analisam o 11 de Setembro de 2001, se esquecem de um ciclo menor da Lua, de 28 anos, sobre o 11 de Setembro do Chile, ou 28 anos sobre as Torres de Hiroshima e Nagasaki. Assim viria a cair o Muro de Berlim, 28 anos após 1961.





Fechadura final

Por muito que se esgrima no plano teológico, filosófico ou de qualquer tese académica, a Iniciação nos Mistérios é tão simples que basta seguir duas Leis Básicas do Universo: tudo é acção-reacção, segundo Matrizes Universais e tudo o que está em Cima é como o que está em Baixo. Na Gruta de Belém estavam os Reis Magos.

João Santos Fernandes(*)

(*) Coronel do Exército, aposentado. Membro de Ordens de Tradição Templária, Armado Cavaleiro, no Convento de Cristo, em Tomar, a 6 de Junho de 1998. Membro de Sociedades de Pesquisa de Ritos Maçónicos, nomeadamente nos EUA. Autor de dois livros de ciência e esoterismo, Portugal Iluminado e Despertar do Ser.

l´homme propose et Dieu dispose
Réflexion d’un serviteur de Dieu,
Au Monde et à moi-même.

Avoir rendez-vous avec l’Histoire
1307-2007
Clef de l´énigme Templier en France

Pour des motifs peu connus Philippe le Bel demanda son affiliation à l’Ordre du Temple et fut le premier roi de France à pouvoir visiter la cité des Templiers, une vue de splendeur pour les appétits du roi dont les finances avaient été mises à mal par des guerres incessantes.

De 987 à 1328, la dynastie capétienne, avec 14 rois, travaillèrent d’un effort persévèrent à une même œuvre qui fut considérable, l’unification de la France, moncelée en grands fiefs depuis la fin de la dynastie carolingienne (4 duché, 7 comté et 7 évêchés-comtés).
Le domaine royal, agrandi au Nord et à Ouest par la lutte contre les Plantagenets, s’étendit au Sud par la croisade des Albigeois. Le roi Philippe Auguste, avec le pape Innocent III, contre les hérétiques sujets du comte de Toulouse (l’un des plus puissants seigneurs du royaume) avait donné à Philippe le Bel une même rêve et son mariage avec la fille du comte de Champagne commença à déborder sur l’ancienne Lotharingie, comme Languedoc.

Pour achever l’unité du royaume, Philippe essaya d’enlever aux rois anglais leurs dernières possessions de France, et de soumettre des villes du comté de Flandres. Pour crier un autre pape Innocent III, en 1305, Philippe faisait élire pape l’archevêque de Bordeaux, Clément V. Le roi n’avait pas la piété de son grand-père, saint Louis, mais un politique peu scrupuleux comme Philippe Auguste.

À cause des luttes avec le pape Boniface VIII et après avec le procès des Templiers, Philippe le Bel avait crié des personnages nouveaux : les Ètats-Génèraux et les Légistes. Les premiers, ces assemblées, étaient composées, non pas de députés élus par les Français, mais de personnages notables, choisis et désignés par le roi lui-même parmi les nobles, les ecclésiastiques, les bourgeois, jamais le peuple. Ces notables étaient réunis, non pas pour délibérer et discuter avec le roi, mais pour entendre ses décisions, dire oui à tout ce qu’il demandait et rapporter dans les provinces les volontés du souverain.

Les Légistes posaient en principe que «ce qui plait à faire au roi doit être tenu pour la loi». C’est le principe de la monarchie absolue qui devait triompher en France trois cents ans plus tard et durer jusqu’à la Révolution. Louis XVI, condamnaient à mort par son cousin, Philippe d’Orléans, était le 22 ème successeur de Philippe le Bel. Jaques de Molay étaient, le 22 ème Grand Maîtres du Temple. Même avec 23 Grands Maîtres, non oubliant Jean de Terric, la malédiction reste «numérologiquement» valable, puisque le 23 ème descendant de Philippe le Bel était le Dauphin Louis XVII qui disparut dans circonstances mystérieuses et tragiques. On dit qui après 1314 jusqu’à 1804 une autre tranche de vingt-deux Grades-Maîtres avait lieu. Henry II de Montmorency, décapité à Toulouse sur l’ordre de Richelieu en 1632, était-il le dernier Grand-Maître de l’Ordre du Temple secrètement reconstitué ? .

En 1294, Philippe le Bel, ayant besoin d’argent, leva un impôt sur le clergé. En 1301 le pape, sans demander le consentement du roi, créa un nouvel évêché dans le royaume de France, à Pamiers. Le roi fit arrêter l’évêché, Bernard de Saisset, sous prétexte de haute trahison. L’accusation formulée par un légiste, Guillaume de Nogaret, était fausse. En 1303, le roi senti que l’appui de la nation lui était indispensable et, pour soulever la nation, publia une fausse bulle, où il exagérait les prétentions pontificales. Au mois d’avril 1303 le pape Boniface VIII excommuniait le roi de France.
La mort de Boniface, un mois après l’attentat d’Anagni, en 7 septembre 1303, commandé par Nogaret et la famille des Colonna en Italie, donnait la victoire au roi de France. Le nouveau pape Benoît XI leva l’excommunication lancée contre Philippe, mais refusa d’absoudre Nogaret. Nogaret le fit empoisonner. C’était très « dangereux » empoisonner le pape Boniface VIII, Benedetto Caetani, parce qu’il était Grand Initié de l’Etoile Glorieuse, un Ordre de trace mystérieuse et énigmatique, dans les Mystères de la Tradition Ogdoadique, avec influence dans l’architecture et le rituel de l’ancien Ordre du Temple. Après 500 ans (1807), dans une lettre, Napoléon rappelait l’arrestation de Boniface VIII par les agents de Philippe le Bel, ayant été communiqué au colonel de gendarmerie Radet (« Nogaret »), changé de l’organisation de la police en Italie. Le 6 juillet 1809, le jour de la bataille de Wagram, il entra par effraction au Quirinal et mi en arrestation le Pape. Pie VII refusa de donner l’investiture spirituelle aux évêques nommés par Napoléon.

En 1305, Philippe le Bel faisait élire pape l’archevêque de Bordeaux, Clément V qui finit par s’installer à Avignon (1309). Philippe arracha à Clément V l’abolition de l’Ordre des Templiers dont il convoitait les richesses. La bulle Vox in exelso, du 22 mars 1312, supprima l’Ordre mais le pape ne l’abolit pas. Bertrand de Goth, le pape, était l’un des rejetons de Bertrand de Blanquefort, l’un des grands administrateurs de l’Ordre, élu Grand Maître en 1156, mort en 1169 (13 ans). Sa famille s’unit aux De Goth, une grand lignée de Guyenne et Gascogne.

En 1306, menacé par une violente émeute populaire, préparé par le roi, Philippe se réfugia dans l’Enclos du Temple. C’est à sa demande, et à celle du pape qu’un an au paravent, Jaques de Molay quitta Chypre pour s’installer à Paris. Se liant d’amitié avec le Grand Maîtres du Temple, le roi lui demanda d’être le parrain de l’un de ses fils et, aux obsèques de la belle-sœur du roi, c’est le Grand-Maîtres qui fint le cordon du poêle. Philippe le Bel utilisa l’or du Temple pour acheter l’île d’Oléron, et doter sa fille Isabelle de 500 000 livres, lons de son mariage avec le roi d’Angleterre. Philippe empruta aux Templiers 725 000 livres.

L’Ordre du Temple devint une véritable multinationale des XII ème et XIII ème siècles, ce qui suscita les pires jalousies de la parte des rois. Quelques Grand-Maîtres ne voulont que le pouvoir et la puissance temporelle, comme Gérard Ridefort, élu en 1187, puissant protecteur (avec Honorius, patriarche de Jérusalem) du comte Guy de Lusignan au comté de Jaffa et depuis au trône de Jérusalem, malgré l’opposition des Templiers. Il y avait en 1187 deux Grand-Maîtres : Ridefort et Jean de Terric, relu en 1184 il abdiqua en 1188. À cet an commença l’anathème du Temple, 70 ans après 1118 et 118 ans avant de 1307. Les Lusignan emmenèrent la chrétienté d’Orient à la catastrophe et à la mort.

Philippe le Bel, monté sur le trône à 17 ans, en 1285, procéda contre les Templiers comme on avait procédé contre le pape Boniface VIII. Le 13 octobre 1307 les Templiers furent arrêtes en masse par toute la France, 22 ans après le couronnement du roi et 100 ans après l’excommunication du comte de Toulouse, Raymond VI, par le pape Innocent III, par volonté et désire de Philippe Auguste, roi de France, pour acquis à la cause cathare. Contre les Templiers comme contre les Albigeois.
Il y avait, en effet, des Templiers dans les autres pays, mais les souverains n’étaient nullement décidés à imiter Philippe le Bel, comme Portugal. La branche portugaise de l’Ordre du Temple fut recrée en 1319, sous le nom d’Ordre du Christ, nommé tout d’abord Milities Christi, par la bulle du pape Jean XXII (22), le Français Jacques Duèse. Aux royaumes de la Péninsule Ibérique, les Templiers furent reconnus innocents à l’unanimité du concile de Salamanque, ouvert le 21 octobre 1318.

Pendant plusieurs siècles, à partir de la conquête arabe, musulmans, juifs et chrétiens ont coexistés dans la Péninsule Ibérique, une originalité de 711 à 1492. En terre d’islam, le principe de la dhimma (protection) avait fini après plus de 4 siècles (636-1078) et l’un des plus puissants des empereurs arabes, le Kalife Haroud-al-Raschid, avait même envoyé à Charlemagne les clefs du Saint Sépulcre.
La cause première de toutes les croisades est, en Orient, l’apparition, dans le cours du onzième siècle, d’un nouveau peuple musulman, les Turcs Seldjoucides. Les Turcs détruisirent l’empire arabe de Bagdad. Ils menaçaient Constantinople par conséquent l’Europe. Aux croisades, avec mise en route fixée par le pape français Urbain II, au 15 août 1096, pour la délivrance du Saint-Sépulcre, aucun roi ne prenait part. Le roi de France, Philippe, et l’empereur Henry IV était excommuniés. Malheureusement le peuple chrétien pour la délivrance de Jérusalem sera français, allemand et italien.

Le pape Urbain II, un Français, avait réuni un concile à Clermont, en Auvergne, pour s’occuper de la réforme du clergé de France. Le dernier jour du concile, le 29 de novembre 1095 (le jour de la mort de Philippe le Bel en 1314), nuit de la Vigile de saint André, fut une invocation aux armes pour la délivrance du Saint-Sépulcre. Obtenir le pardon des fautes et gagner une place en paradis sont paroles de tous les chefs pour des personnes pénétrées de cette croyance, en croisades de l’Histoire. Hier et aujourd’hui.

Un Grand Initié, Arnaud de Brescia, proche du philosophe et théologien Abélard (1079-1142), agitait Rome et France avec les vices et les abus du clergé. Le succès de ses sermons, a la fin des années 1130, inquiétant les autorités ecclésiastiques et surtout saint Bernard de Clairvaux. Au Concile de Sens (1141) Abélard fut condamné sous la pression de saint Bernard qui lui reprochait de soumettre la foi et l’Écriture à l’examen critique de la raison. Arnaud se trouvait aussi à Paris, mais il reprendre le chemin de l’exil. Il se rendit à Zurique. Saint Bernard l’apprit et alerta les autorités religieuses. En 1155 (10=55 et 55=11x5), arrêté par l’empereur Frédéric Barberousse (1152-1190) puis livré au pape Adrien IV, Arnaud de Brescia fut pendu, son cadavre brûlé et son cendres jetées au Tibre pour éviter tout culte populaire sur son tombeau. On peut dire qui Arnaud fut le précurseur des libertés démocratiques, la première victime officiel de la bûcher, avec la pression de saint Bernard et le l’Ordre du Temple en France et une espérance avant saint François d’Assise.

En 1314, avant l’heure de la bûcher de Jaques de Molay, le Grand-Maîtres déclara : je ne suis qu’un pauvre chevalier illettré. La vérité c’est qu’il existait une autre hiérarchie templier, inconnu. Certains historiens donnèrent à ces gouvernants le nom de Temple Noir. Je peu dire que les « inconnus » nous avons donner une leçon initiatique : après le suplice de Jaques de Molay, des compagnons et des chevaliers, vêtus en maçons libres s’approchèrent du bûcher pour en recueillir les cendres, les jetèrent en direction du palais du roi, et prononcent l’énigmatique macbenash. En 1431 (1000 ans après le concile de Éphèse qui a condamné Pélage), une année avec les mêmes nombres de 1314 (1000 ans après le concile de Arles, la « guerre » des évêques de Rome et Bretagne), avec le même procès des Templiers, qui est-ce qui a dit macbenash avec les cendres de Jeanne D’Arc qui les Anglais firent jeter à la Seine ? . La Filiation dite d’Aumont, de Beaujeu, de Larmenius, peut-être seulement par l’archange saint Michel qu’elle vit, au milieu d’une grand lumière en 1425 ?

Aujourd’hui, en 2007 :
· 800 ans après l’excommunication de Raymond VI, pour acquis à la cause cathare.
· 700 ans après l’arrestation des chevaliers dans toute la France. Bernard Gui est nommé inquisiteur à Toulouse. La justice royale de Philippe le Bel adopte la procédure inquisitoriale. Le système français est régi aujourd’hui par des procédures de l’Inquisition, et qui sont enracinées avec le Code d’instruction criminelle de Napoléon, en 1808, élaborée en 1807. La loi du 15 juin 2000 n’a pas rompu avec l’héritage de l’Inquisition.
· 600 ans après l’assassinat du duc d’Orléans, Louis, frère de Charles VI.
· 500 ans après Luther, avec 24 ans, s’élever contre l’abus des indulgences et la Inquisition. La bulle d’excommunication de Luther fut jeter par lui et les étudiants dans un bûcher à la place de l’église de Wittenberg. La crise provoquée par Luther, comme la crise de Arnaud de Brescia, eut un double résultat : un Concile à Trente, comme Troyes, et la création des ordres nouveaux, la plus remarquable la Compagnie de Jésus (…consacrer au service de Dieu, d’aller en Palestine pour y travailler à la conversion des musulmans et servir les pauvres, enfin d’obéir en tout aux directions du pape-le 15 août 1534- Ignace de Loyola, François-Xavier, trois Espagnols, un Portugais et un Savoyard) comme l’Ordre du Temple, sans armes.
· 400 ans après la Nouvelle France sur les rives du Saint-Laurent, au Canada. Samuel Champlain, un capitaine de la marine royale, fonda Québec en 1608.
· 300 ans après le recommencement de la persécution du Jansénisme ( le plus célèbre janséniste fut Arnauld), avec « l’épée » des Jésuites. Brûlées et emprisonnés beaucoup de fois, en 1709 vingt-deux vieilles religieuses établies à Port-Royal des Champs, en furent expulsées par le lieutenant général de police, assisté de 300 soldats. Quand le roi de France, Louis XIV- qui avait un Jésuite pour confesseur- mourut (1715) plus de deux milles personnes étaient emprisonnés par le zèle orthodoxe du roi et des Jésuites. Le pape, en 1773, abolit la Compagnie. François-Xavier savait pourquoi.
· 200 ans après « la revanche des Templiers » quand Napoléon, en 1807, fit d’abord occuper les États pontificaux. Napoléon se réclamait de Charlemagne, « Empereur des Français et son auguste prédécesseur », donateur du patrimoine de Saint-Pierre, par conséquent maître suprême de Rome.
· 100 ans après la renaissance du Rite Ecossais Rectifié par la main de Édouard de Ribaucourt (née à Suisse, en Payerne, le 8 décembre 1865) qui en 1910 fit renaître la Loge Le Centre d’Amis fondé sur le 2 février 1793 (10 jours après la mort de Louis XVI, avec absorptivité de la Loge Guillaume Tell), par la main de Alexandre Roettiers de Montaleau, fondateur du Grand Directoire de Neustrie, en 1807, donc l’Ordre des Chevaliers Bienfaisants de la cité Sainte existé, sains avoir confusion qui sont les nouveaux Frères Élus. Est-ce J.-B. Willermoz le savait ?. Il y a vraiment la Classe Secrète d’un Ordre Intérieur comme C.B.C.S., mais ni tous « voit » les Frères de l’Ordre de Chevalerie Céleste.
· 1 ans après la France (et l’ancien comté de Flandres) avoir dit Non a une nouvelle Europe, seulement avec les États-Généraux de Philippe le Bel et l’argent des nouveaux Templiers d’une autre Table Ronde. La Déesse Europe n’a besoin des Empereurs ni de sociétés secrètes à prétention initiatique. Pour être reçu au Chambre du Milieu, référence à un Royaume du Centre, on doit, seulement, avoir la connaissance de Dieu en nous et de nous en Dieu. Malheureusement, aujourd’hui, la famille n’est pas une école ésotérique. L’argent global, comme en 1307, a été la cause de la maladie.

La différence parmi Bagdad en 1107 et 2007 c’est nulle. L’occupation des Turcs et des Américains sont des cycles, même sains Templiers. La différence parmi les situations des Arméniens et des Kurdes en 2007 et 607 av.-C. c’est nulle. Une coalition des Babyloniens et des Médes, comme les Etats-Unis et Royaume-Unie, ruina l’empire assyrien et sa capitale.

Aujourd’hui, comme pendant les siècles, on cache la vérité aux populations. Nous avons besoin des Ordres Initiatiques. Il y a plusieurs, mais la plupart d’entre elles assument d’autres fonctions que la fonction Initiatique. Le « monde » encourage seulement celles-ci avec l’action sociale ou se rapprochent des clubs de service. L’Ordre du Temple, en France, a oublié :
Toute guerre gagnée est gagnée d’avance par la préparation qui a été faite. L’aide divine n’intervient jamais contre les mouvements de la volonté.
Le combat intérieur, appuyé sur le bâton et avançant à la lumière d’une lampe comme l’Hermite, symbolisée aussi au « Candélabre Neuvième ».
Le 13 octobre 1307, vendredi, plus que le double Treizième Arcane, du jour et de l’année, nous « voit » la Rose, avec 13 pétales, comme Notre Souverain Maître et ses Apôtres. Le vendredi 13 mai 1239, environ 180 hérétiques sont livrés aux flammes, en Champagne. Les bûchers de Robert le Brouge et du pape Grégoire IX n’avait pas être condamné par les Templiers de France. Aux royaumes de la péninsule Ibérique, beaucoup de fois, les fils des rois ont complété son éducation auprès des émirs et des écoles musulmanes. Quand l’autre Europe brûlait les hérétiques le roi de Castille Alphonse X le Sage encouragea les travaux communs des érudits juifs, chrétiens et musulmans. Son petit-fils, roi de Portugal, Dinis le Laboureur, avec ses Ordres, a recrée en 1319, la branche portugaise de l’Ordre du Temple, nommé Ordre du Christ.

Qui la France et L’Eglise de Rome et les Ordres Initiatiques d’aujourd’hui faisaient de son mieux pour entendre l’originalité de la péninsule Ibérique. Les chapelles templières octogonale à Eunate et Puy-en-Velay ou celle du château templier de Tomar, ne sont pas lieu ou citadelles de la guerre sainte ou des agences bancaires. Ici, comme au Saint-Sépulcre, est le lieu de la transformation spirituelle intérieur, de la nouvelle naissance. Les sculptures et insignes de la Toison d’Or à Tomar donnent un sens spirituel a l’épopée templière, non à Jérusalem mais aux caravelles, frappés de la croix templière. Cette spiritualité finie le Philippe le Bel de Portugal le roi Manuel I le Heureux. Heureux non par sa bonne fortune mais pour voir Le Vingt et unième Arcane, Le Monde, répandu par les Portugais autour du Monde et qui fini avec Afonso de Albuquerque après 1507.

Le pape Jules II se refuse à donner l’Inquisition au Portugal, malgré les invocations du roi portugais. Le Pape de la Renaissance, du vraiTraité de Tordesillas, de la Chapelle Sixtine (nom de son oncle, le pape), un Frère Élu comme Boniface VIII, savait qui après sa mort ne reste au Portugal et en Espagne qui la croisade contre les nouveaux hérétiques. L’Ordre du Christ avait « sa mort » avec l’empoisonnement du roi Jean II le Prince Parfait . C’est difficile de dire si la règne ou une jeune femme, comme pour le pape Benoît XI, ont lui donné des figues empoisonnées dans une corbeille. Qui est la main de Nogaret au Portugal le 25 octobre 1495 ?.

Derrière le Message de Fátima 1917 et ses jours Alpha et Omega de 13 mai et 13 octobre, un lieu aux environs de Tomar et de son église Vierge d’Iria, il y a un rébus Templier :
· Le complot pour assassiner Viriato est accompli en 139 av.-C.
· La bulle Omne Datum Optimum, qui confirma la règle templière élaborée durant le concile de Troyes, en 1128, est accompli le 13 mai 1139.
· Le Mythe d’Ourique et la vision du roi de Portugal a lieu le 25 juillet 1139.
· Comme en Champagne le 13 mai 1239 (100ans après 1139), le premier massacre templier est accompli le 13 mai 1310, sur ordre du nouvel archevêque de Sens, Philippe de Marigny, 54 templiers montent sur le bûcher.
· Le concile de Salamanque, ouvert le 21 octobre 1318, avait donné 8 jour auparavant pour l’arrivée des délégations, c’est-à-dire le 13 octobre.
· La bulle du pape français Jean XXII (22), Jacques Duèse, Ad ea ex quibus, a recréé en 1319 au Portugal l’Ordre du Temple sur le nom d’Ordre du Christ.
· En France, en 1913, Édouard de Ribaucourt, serait le premier Grand-Maitres de la G.L.N.I.R. ou le Rite Ecossais Rectifié, au racine chrétienne, donne la lumière à l’Ordre des Chevaliers Bienfaisants de la cité Sainte.
· Le pape Benoît XV à la fin du I Guerre Mondiale a canonisé les Connétables de France et Portugal (morts en 1431) et à la fin de la II Guerre Mondiale le pape a été donné le titille Docteur de l’Église à saint Antoine de Lisbonne et Padua.
L’Histoire du Monde et des peuples, comme la nôtre vie dans une famille, c’est très facile d’entendre, parce qu’il y a toujours une matrice d’autant plus complexe que somme globale et universel. Il n’y a pas des erreurs dans les Matrices et ses règles sont action-réaction devant la perfection des objectives évolutifs.

Je vous donne un exemple simple pour un templier et difficile pour un politique : la résolution du problème basque, en Espagne. En 507, il y a 1500 ans, le roi catholique des Francs, Clovis occupa le riche royaume de Toulouse. Son chrétien roi wisigoth Alaric II trouva la mort et sa mission de réconciliation entre chrétiens et catholiques est finis, malgré le désire du concile à Agde, le 11 septembre 506. Avec un peuple réfugié au deçà des Pyrénées, la situation attend siècles pour une résolution. Les croisades contre les Albigeois et « l’autre Alaric, le comte de Toulouse » et les croisades contre les Basques et « l’autre Alaric, Sabino Arana Goiri » ont-elles résolut l’erreur de Clovis ?
Aujourd’hui, en 2007, l’ETA, les Basques, le roi d’Espagne, les Français et son Président doivent expliquer les origines et trouver la solution, comme les pouvoirs anciens ont trouvé pour Andorre.

Le mur de Berlin fut une construction humaine, mais il a durée une petite oscillation lunaire de 28 ans. Aussitôt le même temps parmi Hiroshima/Nagasaki et le 11 septembre au Chili et à l’égal de 2001 aux Etats-Unis.
Que c’est qui le désespéré Adolphe Hitler voudrait trouver au Château Templier de Tomar pour sauver sa guerre qu’il a commencée le 11 mars avec l’occupation de l’Autriche (rends célèbre au filme Musique au Cœur) et changée de batterie le 11 septembre 1939 en Pologne ? .

Je pense les gouvernements et toutes les organisations du monde ni s’aperçoivent qu’il faut exécuter le pouvoir avec Foi, Science et Raison, au nom de tous et pour tous. La globalisation sans avoir ni feu ni lieu serait comme le pouvoir des Templiers en France et le pouvoir de Philippe le Bel, sans son peuple, seulement avec les Légistes et les États-Généraux.
Le pouvoir des humains c’est très bien expliqué à la Bible par Livre de Qohelet : l’illusion.

La force mental, astral et céleste doit être réveiller. Comme a dit saint Paul réveillait Le Christ qui est à vous. Le Monde est marqué par un cycle de confusion et des forces obscures, dont les combats ont lieu sur plusieurs plans. Nous n’avons besoins des Templiers pour l’action sociale ou pour des services qui le « monde » tolère et encourage aux Ordres Initiatiques, aux mains des chevaliers soumis ont ne savait bien à quoi. Nous n’avons besoin des Templiers qui combat entre eux e ses Ordres, comme ils ont fait en Palestine et en Europe. Nous n’avons besoin des financiers Templiers pour susciter les pires jalousies de la part des pouvoirs et des peuples. Nous avons besoin de croire qui Dieu est dans nous-même et il faut aider l’Humanité par le « pensée-forme » en suivant la devise : non pour nous, seigneur, nom pour nous mais pour la gloire de ton nom. Nous avons besoin des Ismaéliens, les « Templiers d’Allah », l’Ordre qui s’établi en Perse en 1090, avant de s’étendre en Irak et Syrie, en 1181 (année 1118 pour les Templiers), avec ses moines, les Fidâ’iyûn, à la forteresse d’Alamut.

Comme disait La Fontaine en tout chose il faut considérer la fin.

Quand je suis élève au lycée, j’ai étudié l’Histoire de France et du Monde aux livres de Albert Malet. En comparaison de les autres historiens, sa vision « m’a donnée » la vision analogique de l ‘Histoire.
Pour tous que j’ai dit je termine avec analogie :

Le 13 octobre 1307 a lieu dans un jour qui pour la liturgie chrétien est à la dévotion de Édouard Le Confesseur, roi d ‘Angleterre mort en 1066, l’unique et vrai Chevalier du Temple qui je cognai au Moyen Age, comme roi. Un saint sans Ordre du Temple.
Philippe le Bel a fait aux Templiers la même chose qui le roi Édouard I d’Angleterre avait fait aux Juifs en 1290, fit courir des rumeurs sur des prétendus rites pendant lesquels ils auraient crucifié des enfants ou profané des hosties. Les rois avaient besoin d’argent.
Après la mort du saint roi anglais, le « 13 octobre 1066 », depuis 600 ans, en 1666, le feu qui a brûlé Londres cela devait arriver.


Celui qui sème le vent moissonnera la tempête, en 1307 comme en 2007. Grand merci pour votre attention.

João Santos Fernandes (*)
(*) Colonel retraité de l’Armée de Portugal, 58 ans, membre des Ordres des traditions templières, avec ritualisme et initiation chrétienne, auteur des livres Portugal Iluminado e Despertar do Ser, a fait part de sa carrière aux intelligences services, avec intégration, très jeune, à la commission d’extinction de la policie politique de Portugal, après 25AVRIL74.


Sunday, January 04, 2009

porgramaçao dos almoços debate da Tertulia do Bar do Alem para 2009


Calendário provisório das tertúlias com almoço debate do
Bar do Além em 2009
(datas de sábados e oradores ainda não confirmados na totalidade)

24 Janeiro: Alberto Rocco, O segredo da bússola e a Regaleira
21 Fevereiro: Ana Lupi, As previsões astrológicas para o ano
21 Março: Paulo Cosmelli, As tecnicas de adivinhação
18 de Abril: Teixeira da Mota, A vida de Jesus no Oriente
16 de Maio: Antonio Macedo, Verdades ocultas
6 de Junho: Paula Carvalho, A espiritualidade e o vinho
....
26 de Setembro: Joao Fernandes, A maldição dos templários
24 de outubro: Pedro Basto de Almeida, Fernando Pessoa, a alteralidade.
....

Sunday, December 07, 2008

Bem sucedido Almoço-debate com Araujo de Brito sobre o Escudo de Portugal


Durante a exposição e debate o debate, foi longamente aprofundado o tema da geometria sagrada da vesica piscis (presente tambem no símbolo do Bar do Além sob a forma do eclipse do sol pela lua). No post anterior encontra-se uma sinopse da comunicação apresentada, e agora pelo interesse manifestado por muitos dos presentes, reproduz-se abaixo um video, com legendas em português da apresentação da vesica piscis no you tube por Gilchrist.






Reproduzem-se também, algumas fotos do evento em que participaram 32 membros da Tertúlia, que retoma o seu programa em 24 de Janeiro de 2009, sábado, às 12h, com Alberto Rocco que apresentará a debate o seu livro e filme sobre a Bússola, o segredo da Quinta da Regaleira. Os interessados em receber informação podem recebê-la, se nos enviarem um e-mail para bar.do.alem@gmail.com, ou se se inscreverem num feed de seguimento deste blog
a Música da banda sonora deste post é de SEAL, com letra alusiva aos tempos de mudança e transformação que se vivem, a nível individual, e no Universo.

Wednesday, November 26, 2008

Proximo almoço debate dia 6 de Dezembro: o escudo Português


SINOPSE / RESUMO da conferência de Arujo de Brito para dia 6.1208
O IMAGINAL NO ESCUDO PORTUGUÊS


Em 1985 quis o destino que eu pertencesse a um grupo de pessoas que procurava realizar um estudo sobre a construção do brasão pessoal de acordo com as regras da chamada Geometria Sagrada e até da sua linguagem “secreta” do brasão. Nesse grupo encontrava-se o Mestre Lima de Freitas, amigo de muitos anos, e de quem nunca deixei de o ser.


Aproveitando os seus ensinamentos, tanto nas comunicações públicas ou privadas que tive a dita de receber, resolvi investigar a proporção do escudo dito português ou ibérico tentando desvendar o porquê da sua manutenção em Portugal ao longo de tantos séculos só alterado pelo maneirismo barroco, quando, em meu entender, os Reis de Armas teriam perdido o conhecimento da “língua dos pássaros”, da influência Templária, ou decidiram não o revelar.


Assim o concretizei e o mostrei ao Mestre Lima de Freitas, até porque o trabalho de investigação lhe foi sempre dedicado. Felizmente gostou e aconselhou-me a publicá-lo. Não dei grande valor ao que encontrei, e por isso limitei a sua divulgação ao grupo, nuca fazendo a sua publicação.


Após a edição francesa do “515” voltei ao mesmo rumo mas agora contemplando outro mistério, o da fotografia ali publicada do “ Maguen David com o escudo de Portugal” inscrito na letrina “D” dum livro de Salmos do séc. XIII existente na Biblioteca Pública Municipal do Porto.


Ainda consegui falar ao Mestre sobre as minhas dúvidas sobre o traçado e a razão da inclusão no livro, dizendo-me ele, com o seu tão saudoso ar ladino, para que eu investigasse. Assim o fiz, óbviamente sem a profundidade com que ele o faria, mas tentando dar resposta à questão ali lançada pela sua publicação.


Será porventura agora a ocasião, nestas efemérides, quando a saudade dói, de trazer a público uma humilde aproximação ao estudo do “campo raso” do escudo dito português ou ibérico, a “table d’attente”, provendo que onde o Mestre esteja, o possa ver, e que ao vê-lo lhe agrade.


Como complemento e num possível relacionamento entre as duas apresentações, tentarei mostrar algumas das incongruências e “segredos” do traçado do “ Maguen David “ com o pseudo-escudo português.
A.M.C. ARAÚJO BRITO

Wednesday, November 12, 2008

Tertúlia sobre a Vida Oculta dos Ocultistas com Luis Filipe Sarmento



Dia 15 de Novembro na Tertúlia do Bar do Além...
realizou-se mais uma tertúlia. muito participada !
Mas ficou por responder uma questão crucial: Onde estão so verdadeiros ocultistas, já que quanto aos charlalões e mistificadores, ninguém tem dúvidas quem sejam!



A propósito da
CRÓNICA DA VIDA SOCIAL DOS OCULTISTAS
( Nota da editora Zephiro)

Com moderação de Luis Nandin de Carvalho e intervenção de...
Luís Filipe Sarmento, que é jornalista, escritor, tradutor e realizador de vídeo e televisão e vem aqui hoje apresentar o seu romance Crónica da Vida Social dos Ocultistas (edição Zéfiro; e podem ler aqui o primeiro capítulo), uma sátira tenaz sobre o «chamado mundo do esoterismo. A leitura da Crónica da Vida Social dos Ocultistas revela-se compulsivamente cativante porque provoca, satiriza, por vezes choca. Um livro divertido, muito actual, que lança o descrédito sobre os falsos ocultistas que se aproveitam da ignorância e da credulidade dos outros».


«É um romance muito do nosso tempo, das suas realidades e das suas fantasias, da sua materialidade quotidiana e das suas projecções proféticas. É um romance original que aborda um tema que, ao que creio, nunca foi tratado de maneira tão aberta pelo nosso romance. Que contrariando uma certa tendência da nossa literatura (a que Óscar Lopes, um dia chamou «literatura lunar») é um livro que ri e que diverte».Mário de Carvalho

«Um romance, um grande romance e impecavelmente bem escrito! Um romance que se "bebe de um trago", avidamente, que prende qualquer leitor da primeira à surpreendente última página! Pela sátira mordaz e contundente, por vezes queiroziana, Luís Filipe Sarmento lança, afinal e apenas, o descrédito sobre todos aqueles que, por ignorância, cupidez ou oportunismo, são a parte visível do falso esoterismo, do falso ocultismo, do falso maçonismo». Nuno Nazareth Fernandes

«A Crónica da Vida Social dos Ocultistas é um livro instrutivo, irónico, corajoso, por vezes apaixonante, por vezes hilariante. Inicia-nos, com realismo e humor, em mistérios muito actuais. Assistimos a espectáculos mágicos, escutamos assombrosos discursos, planamos sobre o poder, a fraude e a ilusão, sobre crenças autênticas, mistificações e factos históricos. Só lendo…Aqui reencontramos o Luís Filipe Sarmento, ora escritor, ora jornalista, por vezes no seu melhor».Urbano Tavares Rodrigues

«Uma autópsia do grotesco, como esta a que Luís Filipe Sarmento procede com bisturi magistralmente afiado, corria talvez o risco de escandalizar quem anda pelos átrios do espírito com os olhos postos no folclore, no brilho das lantejoulas simbólicas, na superfície. Não é com esses que o Autor se entende. O filme sardónico que faz desfilar diante do leitor, este relato genial na captura dos pequenos e grandes ridículos, esta gargalhada saudável que desfere à face da parlapatice de capa esotérica – significam, afinal, o contrário do que parecem: sendo uma obra de crítica, mordaz e implacável quanto baste, este livro encerra ainda uma esperança, legível em tinta indelével nas entrelinhas. É esse duplo sentido, a um tempo arrasador e visionário, que faz da Crónica da Vida Social dos Ocultistas uma leitura tão compulsiva, a que uma mestria no domínio dos diálogos deu uma rara fluidez».Jorge Morais

«Pois bem, há de tudo neste livro de entusiástica leitura! Audaz, sarcástico, contumaz, Luís Filipe Sarmento não deixa créditos por mãos alheias. O que tem a dizer, di-lo nesta sua escrita viva, pessoalíssima e liberta de preconceitos». José Manuel Capelo

«Esta Crónica da Vida Social dos Ocultistas, de Luís Filipe Sarmento, tem três grandes virtudes. Antes de mais, é uma história bem contada, que se lê de um fôlego. É, ao mesmo tempo, uma aventura divertida, cheia de inesperadas peripécias que nos levam, frequentemente, até à gargalhada. E subjacente ao talento da escrita – em que se sublinha a capacidade de chegar ao leitor sem supérfluos artifícios de estilo, mas com uma prosa rica de originalidade e, ao mesmo tempo, escorreita, simples e directa – o autor desoculta uma realidade esotérica, que conhecemos mal, numa dupla dimensão. Enquanto sociedade que cultiva o secretismo, e também enquanto grupo social que trilha vias, que os seus membros entendem ser as de saberes alternativos, só ao alcance dos iniciados. Em suma, uma delícia». Mário Contumélias

«De uma forma divertida e original, algumas portas que fechavam muito mistérios e curiosidades foram finalmente abertas de uma forma corajosa. Ao mergulharmos na Crónica da Vida Social dos Ocultistas, Luís Filipe Sarmento desvenda e põe a nu muito do secretismo que envolve as denominadas Ordens Secretas...». José Galambas

«Esta excepcional obra de Luís Filipe Sarmento, escrita com verdadeira mestria, lança uma "pedra no charco" no chamado mundo do "esoterismo". A leitura da Crónica da Vida Social dos Ocultistas revela-se compulsivamente cativante porque provoca, satiriza, por vezes choca. Mas, e sobretudo, faz-nos rir, rir à gargalhada!... E não é o riso uma das formas do homem se libertar – transcendendo-se – do ridículo que são as suas ilusórias concepções?Sábio é aquele que se ri de si próprio!».Alexandre Gabriel

Saturday, October 25, 2008

Bar do Além: as tertúlias Desportivas e Culturais em marcha




Logotipo do Clube de Setas da Tertúlia Desportiva do Bar do Além (efige de Merlin) participante no campeonato de Alenquer inter clubes. Mais informações pelo chefe de equipa Carlos Sacramento em









Bar do Além do Alenquer Camping & Bungalows ***.
Mais informações e reservas sobre aluguer de Bungalows ou caravanas
Festas e Jantares ou almoços de grupos e de Aniversario
Acampamentos de Grupos,
serviços de apoio, e pernoita de autocaravanas
em
www.dosdin.pt/camping
e pelo e-mail
camping@dosdin.pt







Tertúlia Cultural do Bar do Além (desde Setembro de 2000)
Debate da Tertúlia Cultural do Bar do Além, sobre Bahai , Filosofia, fé e Religião,
Dia 25 de Outubro de 2008 com o orador convidado, Eng João Gonçalves. Inscrições e mais informações pelo e-mail: bar_do_alem@gmail.com




Almoço debate da Tertúlia Cultural do Bar do Além, dia 25 de Outubro, sobre Filosofia, Fé e Religião Bahai com Eng João Gonçalves.
Reproduz-se abaixo um importante texto do escolhido, llider religioso Bahai
Epístola de Bahá'u'lláh aos Cristãos
Wednesday, June 13, 2007

Epístola de Bahá'u'lláh aos Cristãos
Lawh-I-Aqdas
Esta é a Mais Sagrada Epístola, a qual se fez descer do santo Reino àquele que volveu a face para o Objecto de adoração do mundo, para o Ser que veio do céu da eternidade, investido de glória transcendente.
Em nome do Senhor, o Senhor de grande glória.
Esta é uma Epístola, oriunda de Nossa presença, dirigida àquele que os véus dos nomes não puderam impedir de Deus, o Criador da terra e do Céu, a fim de que seus olhos se alegrem nos dias de Seu Senhor, o Amparo no perigo, O que subsiste por Si Próprio.
Dize tu: Ó seguidores do Filho! Tendes vós excluído de Mim por causa de Meu Nome? Por que razão não ponderais isto em vossos corações? Dia e noite tendes estado invocando vosso Senhor, o Omnipotente, mas quando veio o céu da eternidade em Sua grande glória, d’Ele vos apartaste, permanecendo submersos na negligência.
Considera aqueles que rejeitaram o Espírito quando Ele lhes veio com domínio manifesto. Quão numerosos os fariseus que se haviam recolhido nas sinagogas em Seu nome, lamentando-se por estarem d’Ele separados, e, no entanto, quando os portais da reunião de par em par se abriram e o Luminar Divino se irradiou, resplandecente, da Aurora da Beleza, eles desacreditaram em Deus, o Excelso, o Poderoso. Deixaram de atingir Sua presença, embora Seu advento lhes fosse prometido no Livro de Isaías, bem como nos Livros dos Profetas e dos Mensageiros. Nenhum dentre eles volveu a face para o Amanhecer da graça divina, salvo quem estivesse destituído de qualquer poder entre os homens. E hoje, entretanto, todo o homem dotado de poder e investido de soberania se orgulha de Seu Nome. Além disso, recorda tu aquele que contra Jesus pronunciou sentença de morte. Era o mais erudito de sua época, em seu próprio país, enquanto aquele que era apenas um pescador, n’Ele acreditou. Acautela-te e sê dos que observam a advertência.
Considera, outrossim, como são numerosos, neste tempo os monges que se têm recolhido em suas igrejas invocando o Espírito, mas quando apareceu, através do poder da Verdade, d’Ele deixaram de se aproximar, e se incluem no número dos que se desviaram completamente. Feliz quem os abandonou e dirigiu a face Àquele que é o Desejo de todos os que estão nos céus e todos os que estão na terra.
Lêem o Evangelho e ainda recusam reconhecer o Senhor Todo-Glorioso, não obstante haver Ele vindo através da potência de Seu domínio excelso, poderoso e benévolo. Nós, verdadeiramente, viemos por vossa causa e temos suportado os infortúnios do mundo por vossa salvação. Fugis de Alguém que sacrificou Sua vida a fim de que vós viésseis a reviver? Temei a Deus, ó seguidores do Espírito, e não andeis nas pegadas de qualquer sacerdote que se tenha desviado. Imaginais vós que este ser busque Seus próprios interesses, quando, em todos os tempos O ameaçaram as espadas dos inimigos ou que procure as vaidades do mundo, depois de se haver sujeitado ao aprisionamento na mais desolada das cidades? Sede equitativos em vosso julgamento e não sigais as pegadas dos injustos.
Abri as portas de vossos corações. Aquele que é o Espírito está, em verdade, diante delas. Por que vos mantendes longe d’Aquele cujo desígnio era aproximar-vos de um lugar resplandecente? Dize: Nós, verdadeiramente, abrimos para vós os portais do Reino. Quereis vós trancar as portas de vossas casas diante de mim? Isso deveras, não é, senão um erro lamentável. Ele, em verdade, tem descido novamente do Céu, assim como daí desceu a primeira vez. Guardai-vos de disputar o que Ele proclama, do mesmo modo que o povo antes de vós disputava Suas declarações. Assim vos instrui o Ser Verdadeiro, pudésseis apenas perceber isso.
O Rio Jordão une-se ao Mais Grandioso Oceano, e o Filho, no sagrado vale, exclama: “Aqui estou, aqui estou, Ó Senhor, meu Deus!” enquanto o Sinai Rodeia a Casa, e a Sarça Ardente profere em altas vozes: “Aquele que é o Desejado veio em Sua transcendente majestade.” Dize, Eis! Veio o Pai, e se cumpriu o que vos foi prometido no Reino! É esta a Palavra que o Filho ocultou, àqueles a Seu redor Ele disse: “Não podeis suportá-la agora.” E quando se cumprira o tempo determinado e a Hora havia soado, a Palavra resplandeceu acima do horizonte da Vontade de Deus. Acautelai-vos, ó seguidores do Filho, para que não a rejeiteis. A ela vos deveis segurar tenazmente. Isto vos é melhorar do que tudo o que possuis. Verdadeiramente, Ele está próximo dos que fazem o bem. Veio a Hora que havíamos ocultado do conhecimento dos povos da terra e dos anjos favorecidos. Dize, Ele, deveras, deu testemunho de Mim. Disso dá testemunho cada alma que é equitativa e que possui compreensão.
Embora cercados de incontáveis aflições, Nós convocamos o povo a Deus, o Senhor dos Nomes. Dize, esforçai-vos por atingirdes o que vos foi prometido nos Livros de Deus, e não andeis no caminho daqueles destituídos de conhecimento. Meu corpo tem suportado encarceramento a fim de que vós vos possais livrar da escravidão do ego. Volvei vossas faces, pois, para Seu semblante, e não sigais as pegadas de todo opressor hostil. Verdadeiramente, Ele tem consentido em ser penosamente rebaixado, para que vós atinjais glória e, no entanto, estais vos divertindo no vale da negligência. Ele, em verdade, vive na mais desolada das moradas por vossa causa, enquanto vós habitais em vossos palácios.
Dize, não escutastes a Voz do Arauto que clama no deserto do Bayán, trazendo-vos as boas novas da vinda de vosso Senhor, o Todo-Misericordioso? Eis! Ele veio abrigado à sombra do Testemunho, investido de provas e evidências concludentes, e aqueles que verdadeiramente n’Ele acreditam consideram Sua presença a expressão do Reino de Deus. Bem-aventurado o homem que para Ele se volve, e infelizes aqueles que O negam ou d’Ele duvidam.
Anuncia tu aos sacerdotes: Eis! Veio Quem é o Governante! Que saias detrás do véu em nome do teu Senhor, Aquele que faz prostrar todos os homens. Proclama, então, à toda humanidade as boas novas desta grande, desta gloriosa Revelação. Aquele que é o Espírito da Verdade, veio, deveras, a fim de vos guiar à toda verdade. Não é inspirado em Si Próprio que Ele fala e sim, como ordena Aquele que é o Omnisciente, O de toda Sabedoria.
Dize, este é Quem glorificou o Filho e Lhe exaltou a Causa. Rejeitai, ó povos da terra, o que vós possuis e segurai-vos firmemente àquilo que vos foi ordenado pelo Omnipotente, Aquele que é o Portador da Incumbência de Deus. Purificai vossos ouvidos e a Ele dirigi vossos corações, a fim de que possais escutar o mais admirável Chamado, que se ergueu do Sinai, a morada de vosso Senhor, o Mais Glorioso. Isso, em verdade, fará com que vos aproximeis do Lugar onde havereis de perceber o esplendor da luz de Seu semblante, o qual resplandece acima deste Horizonte Luminoso.
Ó união de sacerdotes! Deixai os sinos e saí, então de vossas igrejas. Cumpre-vos neste dia, proclamar em altas vozes entre as nações o Nome Supremo. Preferis vós guardar silêncio, enquanto toda pedra e árvore exclama: “Veio o Senhor em Sua grande glória!”? Feliz o homem que a Ele se apressa. Em verdade, está incluído entre aqueles cujos nomes estão anotados eternamente e que a Assembleia no Alto haverá de mencionar. Assim foi decretado pelo Espírito nesta Epístola admirável. Quem convoca os homens em Meu nome, é, verdadeiramente, um dos Meus, e haverá de manifestar o que está além do poder de todos aqueles que se encontram na terra. Segui vós o Caminho do Senhor e não andeis nas pegadas dos que estão submersos na negligência. Feliz o adormecido que desperta que se desperta ao sentir a Brisa de Deus e se levanta dentre os mortos e dirige seus passos ao Caminho do Senhor. Em verdade, aos olhos de Deus, o Verdadeiro, tal homem é considerado uma jóia entre os homens e é incluído no número dos bem-aventurados.
Dize, No Oriente irrompeu a Luz de Sua Revelação; no Ocidente os sinais de Seu domínio apareceram. Ponderai isto em vossos corações, ó povo, e não sejais dos que lastimavelmente erraram quando Lhes veio Minha Lembrança, a mando do Todo-Poderoso, do Todo Louvado. Que a brisa de Deus vos desperte. Em verdade, tem soprado sobre o mundo. Feliz aquele que lhe descobriu a fragrância e se inclui no número dos convictos.
Ó assembleia de bispos! Sois as estrelas do céu de Meu conhecimento. Minha misericórdia não deseja vossa queda na terra. Minha justiça, entretanto, declara: - Foi isso que o Filho decretou. E qualquer coisa que tenha procedido de Seus lábios imaculados, verídicos, fidedignos, jamais será alterada. Os sinos, verdadeiramente, ressoam Meu Nome e sobre Mim lamentam, mas Meu espírito regozija-se com evidente júbilo. O corpo do Bem-Amado anseia pela Cruz, e Sua cabeça almeja o dardo, no caminho do Todo-Misericordioso. A ascensão do opressor não O poderá, de modo algum, deter de Seu desígnio. Temos convocado todas as coisas criadas para atingirem a presença de teu Senhor, Rei de todos os nomes. Bem-aventurado é o homem que para Deus, o Senhor do Dia do Juízo, volveu a face.
Ó congregação de monges! Se Me quiserdes seguir, Eu vos farei os herdeiros de Meu Reino; e se contra Mim transgredirdes, Eu, com Minha tolerância, suportarei isso pacientemente, e sou, em verdade, a Eterna Clemência. O Todo-Misericordioso.
Ó terra da Síria! Onde está tua retidão? Estás, verdadeiramente, enobrecida pelas pegadas de teu Senhor. Tens tu percebido a fragrância da reunião celestial, ou haverás de ser julgada negligente?
Belém move-se com a Brisa de Deus. Ouvimos sua voz dizer: “Ó mais generoso Senhor! Onde se estabeleceu Tua grande glória? As doces fragrâncias de Tua presença me vivificaram, depois de haver eu me dissolvido em minha separação de Ti. Louvado sejas Tu por haveres levantado os véus e vindo com poder, em glória evidente.” De trás do Tabernáculo da Majestade e Grandeza, Nós lhe clamamos: “Ó Belém! Esta Luz surgiu no Oriente e procedeu em direcção ao Ocidente, até que te alcançou, no entardecer de sua vida. Dize-me, pois: Os filhos reconhecem o Pai e O aceitam, ou negam-No, assim mesmo como o povo de outrora a Ele (Jesus) negou? – Com isso, Belém exclamou dizendo: “Tu és em verdade, O Omnisciente, o Mais informado.” Verdadeiramente, vemos como todas as coisas criadas são impelidas a dar testemunho de Nós. Alguns Nos conhecem e dão testemunho, enquanto a maioria dá testemunho, mas não Nos conhece.
O Monte Sinai vibra de júbilo ao contemplar nosso semblante. Levantou sua voz cativante em glorificação de seu Senhor, dizendo: “Ó Senhor! Percebo a fragrância de Tuas vestes. Parece-me que estás próximo, investido dos sinais de Deus. Com Tuas pegadas tens Tu enobrecido estas regiões. Grande é a bem-aventurança de Teu povo – se Te pudesse apenas conhecer e de ti inalar as doces fragrâncias, e infelizes os que se encontram profundamente adormecidos.”
Feliz és tu, que volveste a face para Meu semblante, desde que rompeste os véus, demoliste os ídolos e tens reconhecido teu Senhor eterno. O povo do Alcorão contra Nós se tem levantado, sem qualquer prova ou evidência clara, atormentando-Nos, a todo instante, com um tormento novo. Imaginam futilmente que tribulações possam frustrar Nosso Desígnio. Vão, em verdade, é aquilo que têm imaginado. Verdadeiramente, teu Senhor é Quem ordena qualquer coisa que Lhe apraza.
Jamais passei Eu por uma árvore, sem que Meu coração a ela se dirigisse, dizendo: “Oxalá fosses tu cortada em Meu nome e sobre ti Meu corpo fosse crucificado!” Esta passagem na Epístola ao Xá, afim de que servisse de advertência aos seguidores das religiões. Verdadeiramente, teu Senhor é o Omnisciente, a Suma Sabedoria.
Não permitas que as coisas por eles perpetradas te entristeçam. Em verdade são eles como mortos e não vivos. Deixa-os aos mortos e volve tua face, então, para Aquele que vivifica o mundo. Acautela-te para que as palavras dos negligentes não te entristeçam. Sê tu firme na Causa, e ensina o povo com completa sabedoria. Assim te prescreve Quem rege a terra e o céu. Ele é, em verdade, o Omnipotente, o Mais Generoso. Em breve Deus exaltará tua lembrança e com a pena da glória inscreverá o que tu pronunciaste por causa de Seu amo.
Em verdade é Ele o Amparo dos que fazem o bem.
Dá minha lembrança àquele de nome Murád e diga: “Bem-aventurado és tu ó Murád, por haveres rejeitado as insinuações de teu próprio desejo e seguido Aquele que é o Desejo de toda a humanidade.”
Dize: Bem-aventurado o adormecido que se desperta com Minha Brisa. Bem-aventurado aquele sem vida que se ressuscita através de Meus sopros vivificadores. Bem-aventurados os olhos que se confortam ao contemplarem Minha beleza. Bem-aventurado o caminhante que dirige os passos ao Tabernáculo de Minha glória e majestade. Bem-aventurado o sofredor que busca refúgio à sombra de Meu palio. Bem-aventurado o sedento que se apressa às águas suaves de Minha benevolência, as quais suavemente flúem. Bem-aventurada a alma insaciável que, por amor a Mim renuncia seus desejos egoístas e toma seu lugar na mesa de banquete que Eu fiz descer do céu da graça divina para Meus eleitos. Feliz o humilhado que se segura firmemente à corda de Minha glória; e o necessitado que entra no Tabernáculo de Minha riqueza. Bem-aventurado o inculto que busca a fonte de Meu conhecimento, e o negligente que vem apegar-se à corda de Minha lembrança. Bem-aventurada a alma que se ressuscitou ao ser atingida por Meu sopro vivificador e à qual foi concedido acesso a Meu Reino celestial. Bem-aventurado o homem que se comoveu através das doces fragrâncias da reunião Comigo, assim se aproximando do Alvorecer de Minha Revelação. Feliz o ouvido que escutou, e a língua que deu testemunho, e Bem-aventurados os olhos que viram e reconheceram o próprio Senhor, em Sua excelsa glória e majestade, investido de grandeza e domínio. Bem-aventurado aqueles que têm atingido Sua presença. Bem-aventurado o homem que do Sol de Minha Palavra buscou iluminação. Bem-aventurado quem adornou sua cabeça com o diadema de Meu amor. Bem-aventurado quem adornou sua cabeça com o diadema de meu Meu amor. Bem-aventurado é aquele que soube de Meu pesar e se levantou para Me apoiar entre Meu povo. Bem-aventurado é aquele que sacrificou a vida em Meu caminho e suportou múltiplas tribulações por causa de Meu Nome. Feliz o homem que, havendo se assegurado de Minha Palavra, se levantou de entre os mortos para celebrar Meu louvor. Bem-aventurado é aquele que se extasiou com Minhas admiráveis melodias e rompeu os véus, através da potência de Minha grandeza. Bem-aventurado é aquele que se tem mantido fiel a Meu Convénio e a quem as coisas do mundo não têm impedido de atingir Minha corte de santidade. Bem-aventurado é o homem que de tudo se desprendeu, menos de Mim, que alçou voo na atmosfera de Meu amor, obteve acesso a Meu Reino, contemplou Meus domínios de glória, sorveu as águas vivificadoras de Minha graça e, do rio celestial de Minha terna providência, se saciou, que veio a conhecer Minha Causa e a apreender o que eu ocultara dentro do tesouro de Minhas Palavras, e que resplandeceu do horizonte do conhecimento divino, dedicando-se a Meu louvor e Minha glorificação. Ele é, em verdade, um dos Meus. Que sobre ele repousem Minha misericórdia, Minha benevolência, Minha generosidade e Minha glória.
Próximo almoço debate: sábado, as 12h, dia 15 de Novembro com Luis Filipe Sarmento, autor do livro: a Vida Oculta dos Ocultistas, também com sessão de autógrafos, e venda do livro (inscrições ja abertas, por mail)
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Sunday, October 05, 2008

Noites culturais da Tecauto: da emoçao à razão e a intuição



Quadro sintético das ideias de apoio à intervenção na sessão cultural de 4 de Outubro, Noites da Tecauto, do Grupo Belgest, emTorres Vedras

da emoção à razão, com intuição
por Luis Nandin de Carvalho


A RAZÃO é caracterizada como sendo: objectiva, racional, estatica, de causa final, por isso aperfeiçoa-se, dispoe de discurso lógico, é humana e intelegivele baseia-se na dedução.


a EMOÇÃO, é subjectiva, é psico-somática e bipolar, é dinâmica, assenta em instintos, educa-se, é reactiva e de tipo animal e afectivo.


a INTUIÇÃO, apresenta-se como sensível, espiritual e metafísica, nasce da revelação, ou da iluminação que permite uma percepção, por vezes de natureza paranormal e instantânea e reultante de uma causação circular holistica.

Notas:

Na foto, o orador ao lado do Presidente do Grupo Belgest, Eng Antonio Ferreira dos Anjos, impulsionador e mecenas das noites da Tecauto
A teoria e epistemologia do conhecimento assentam numa pluralidade de vias de acesso, entre elas a emoção, a razão e a intuição, formas pelas quais se manifesta a consciência humana, através de graus diversos do estado de inteligência cerebral.

Fazendo paralelismo com a evolução dos ser humano...até aos cerca de 7 anos de idade desenvolvem-se conhecimentos pela via da emoção, quase exclusivamente, e atingida a idade da razão... e pelo menos até a maioridade, prevalece a via racional, sem prejuizo de se manter o poder aquisitivo do conhecimento pela emoção, e finalmente já em plena idade adulta e em maturidade, atinge-se um terceiro patamar de desenvolvimento, o acesso à intuição que interage, em processo de causaçao circular, com as anteriores categorias, e assim permite a percepção e expressão superiores, de forma holistica, e tendendo ao universal.

Ou seja, temos a fase do aprendiz...numa primeira viagem emocional em que prevalecem os tumultos da vida profana, uma segunda fase racionalista, de companheiro, em que se confia na experiência da mão que nos guia, até chegar ao momento da terceira e ultima viagem, a do Mestre, onde atingimos a vivência do eterno, para onde vamos, na compreensão de quem somos, e de onde vimos.

Outras vias e caminhos ainda existem, de dificil identificação, e dependentes da maturidade, e grau de elevação espiritual, de que são exemplo formas de comunicação e percepção, como o esoterismo, pelos símbolos, a telepatia pela mente, e a música pelas sonoridades, portanto com ausencia de verbo, ou palavras.

A Música, por exemplo, fica sempre aquém das palavras, mas também para além delas. E quem tem dúvidas que pela melodia, sem poema, ou letra, se transmitem, e adquirem conhecimentos valiosos? e quantas vezes tudo se passa em simultaneo, pela via da emoção, da razão, e da intuição, simultaneamente?

Saturday, September 27, 2008

Grande sucesso da intervenção do dr. Vitor Adrião na tertúlia do Bar do Além

Depois de uma conferência excepcional e de um debate ao mesmo nivel e com especial incidência sobre o Espirito Santo e a dimensão esotérica de Alenquer, desenvolveu-se o almoço-debate em três mesas com inumeros membros da tertúlia a prolongarem até as 17h o aprofundamento das questões suscitadas.



Entre outras foram desenvolvidas com cerca de 40 participantes interessados, as trocas de impressões sobre Teosofia, sociedade Teúrgica Portuguesa, a função do Mestre, a iluminação e a iniciação, para além de outros assuntos similares, envolvendo a dimensão da Portugalidade e a expansão para o Novo Mundo (Brasil).
Mais informações na fonte directa em:
As fotografias dão por imagem uma ideia do sucesso deste evento. Na ocasião, o orador convidado, e autor do livro Portugal, Os Mestres e a Iniciação disponibilizou-se para conceder autografos e dedicatórias aos presentes que o solicitaram

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Tuesday, September 23, 2008

Newsletter MYGUIDE noticia tertúlias do Bar do Além

Nota: Os leitores deste Blog ou os membros da Tertúlia podem subscrever gratuitamente, a newsletter semanal My Guide em http://www.myguide.pt/

Notícia da Newsllete Myguide:
:A Tertúlia do Bar do Além é uma associação informal sem fins lucrativos. A tertúlia desenvolve mensalmente, desde 2000, um ciclo de almoços debate sobre o tema "O oculto às claras", privilegiando assuntos esotéricos e metafísicos.
No próximo dia 27 de Setembro, o debate moderado por Luís Nandin de Carvalho será animado pelo escritor esotérico Vítor Adrião, autor de “Portugal, Os Mestres e a Iniciação”.
As sessões têm lotação limitada, pelo que é necessário fazer reserva.
Morada: Alenquer Camping, EN 9, Km 94
E-mail:

Thursday, September 04, 2008

recomeço dos almoços debate da Tertúlia do Bar do Além



A TERTÚLIA recomeça actividades
dia 27 de SETEMBRO, sábado, as 12h
seguem-se:
25 de outubro, a Filosofia e atitude Bahai por
Eng Joao Moutinho Gonçalves www.bahai.pt
15 de Novembro, Desmitificaçao dos ocultistas por Luis filipe Sarmento
6 de Dezembro, Homenagem ao Mestre Lima de Freitas, Os aspectos esotéricos do Escudo Português, por Antonio Araujo de Brito

A Tertúlia do Bar do Além entra no seu IX (nono) ano de actividade consecutiva... do ciclo O OCULTO AS CLARAS


ORADOR
VITOR ADRIAO
TEMA
PORTUGAL, os MESTRES e a INICIAÇÃO
(inscrições já abertas)

nota sobre o orador:

Vítor Manuel Adrião, renomado escritor esotérico português, é consultor de investigação filosófica e histórica, formado em História e Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, tendo feito especialização na área medieval pela Universidade de Coimbra. Presidente-Fundador da Comunidade Teúrgica Portuguesa e Director da Revista de Estudos Teúrgicos Pax, Adrião é profundo conhecedor da História Medieval do Sagrado, sendo conferencista de diversos temas relacionados ao esoterismo, às religiões oficiais, aos mitos e tradições portuguesas, às Ordens de Kurat (em Sintra) e do Santo Graal, das quais também faz parte.

nota sobre o tema e livro de que é autor:

PORTUGAL Os Mestres e a Iniciação
Portugal, os Mestres e a Iniciação prefigura-se no pensamento teúrgico e teosófico onde o autor, Vitor Manuel Adrião, faz desfilar a modo de cartilha ou manual a Tradição Iniciática das Idades com insistência para a Espiritualidade Portuguesa vista à luz da Teurgia e da Teosofia.Obra crítica onde Filosofia, História, Arte e Religião são apresentadas, numa linguagem clara e desocultada, segundo os créditos de uma Tradição Única exposta de maneira inédita numa sequência lógica esclarecedora de muitíssimos aspectos da existência dos seres, do mundo e do universo em que se vive, os quais teimavam em manter-se na escuridão do inexplicável.